O ar parecia mais pesado enquanto Luna, Alaska e Dean caminhavam de volta para o carro. O alívio de ter encontrado Alaska ainda estava presente, mas a tensão entre ela e Dean não desaparecera. Luna sentia como se a presença dele fosse tanto reconfortante quanto desconcertante. As palavras não ditas entre eles estavam pesando sobre o momento.
Quando chegaram ao carro, Luna abriu a porta do motorista e colocou Alaska no banco de trás. Ela não olhou para Dean imediatamente. Ele ficou parado por um momento, observando-a, esperando que ela falasse ou fizesse algo. Ele queria quebrar o silêncio, queria fazer com que as coisas fossem mais fáceis, mas não sabia como.
"Vamos, Luna," disse ele finalmente, a voz suave, quase ansiosa. "Está tudo bem agora."
Luna olhou para ele, seus olhos ainda um pouco desafiadores. "Sim, está tudo bem agora", ela respondeu, mas a forma como disse isso não parecia convencida. Ela entrou no carro e ligou o motor, sentindo o peso da tensão aumentar.
Dean não entrou imediatamente no carro. Ele olhou para ela através da janela, seus olhos carregados de um desejo não correspondido e de um arrependimento que parecia não ter fim. Ele sabia que as coisas entre eles estavam longe de ser resolvidas, mas também sabia que não podia desistir tão facilmente.
"Eu posso ir com você, Luna", ele disse mais uma vez, mais uma tentativa de se aproximar dela, de mostrar que ainda estava disposto a ajudá-la. Mas Luna não respondeu de imediato.
Ela olhou para frente e respirou fundo. "Não, Dean. Acho que já tive o suficiente por hoje", respondeu, sua voz mais calma, mas com um toque de dor escondido nela. Ela não queria admitir, mas a presença dele a deixava vulnerável. E depois de tudo o que haviam passado, ela não sabia se estava pronta para abrir seu coração de novo.
Dean ficou em silêncio, observando o carro de Luna sair lentamente do estacionamento. Ele ficou lá, sozinho, sentindo-se impotente. O que ele poderia fazer para corrigir tudo o que havia acontecido entre eles? Ele sabia que o tempo não apagava as feridas, mas estava disposto a tentar. Ele não ia desistir dela.
Enquanto Luna dirigia para casa, o silêncio no carro era ensurdecedor. Alaska estava quieto, como se soubesse que algo estava diferente. Ela olhou para ele no retrovisor e deu um sorriso forçado. "Está tudo bem, Alaska", ela murmurou, embora ainda sentisse um turbilhão de emoções dentro de si.
Ela sabia que, no fundo, ainda carregava um grande peso do passado. O que Dean fizera havia sido doloroso, e ele ainda não havia se redimido completamente. Mas ao mesmo tempo, algo dentro dela ainda se sentia atraído por ele. Ele sempre fora um homem difícil de resistir, e, apesar da raiva e da dor, ela ainda lembrava dos bons momentos que haviam compartilhado.
Quando finalmente chegou em casa, Luna estacionou o carro e saiu, ainda sem olhar para Dean. Ela precisava de um tempo sozinha para processar tudo o que acontecera, para entender o que realmente queria. Ela sabia que ainda havia muito a ser resolvido, mas não estava pronta para tomar decisões precipitadas.
Dean, por outro lado, observava de longe, sabendo que aquele não era o momento para forçar nada. Ele não poderia apressar as coisas, mesmo que quisesse. Ela precisava de espaço, e ele ia dar isso a ela. Mas ele não iria desistir.
Com um suspiro pesado, Dean entrou no carro e seguiu o caminho de volta para a casa dos amigos. Ele sabia que, de algum modo, estava mais perto de reconquistar a confiança de Luna, mas também sabia que seria um caminho árduo e lento.
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A relação entre Luna e Dean continua tensa e cheia de incertezas. Ambos estão tentando lidar com seus sentimentos de maneiras diferentes, mas o que aconteceu naquele dia os colocou em um caminho de reflexão. O futuro deles ainda está em aberto, mas será preciso muito mais do que palavras para curar o que foi quebrado.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Graça Lobo Sales
nossa que menina rancorosa essa aluna credo
2024-12-15
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