Enquanto Luna e suas amigas continuavam a aproveitar o dia em Lisboa, a vida de Dean estava seguindo em um ritmo totalmente diferente, mas, de algum modo, ainda se entrelaçando com a de Luna.
Ele estava nos Estados Unidos a trabalho, gerenciando algumas negociações importantes para a Computer World, a gigante do setor de computadores da qual era CEO. Mesmo distante, a empresa continuava crescendo e consolidando-se no mercado, mas o que realmente estava consumindo a mente de Dean não era o trabalho, mas sim o que havia deixado para trás. Luna.
Dean estava em uma pequena cidade americana, onde o fuso horário fazia com que o dia fosse mais longo, e o trabalho, ininterrupto. Mas, apesar do sucesso, havia algo em sua vida que não se encaixava completamente: ele sentia a falta de Luna.
Sentado em um café simples, sua mente vagava para momentos que havia compartilhado com ela, antes de sua partida. O sorriso de Luna, sua confiança tranquila, a maneira como ela o fazia sentir-se vivo e, ao mesmo tempo, em paz.
Ele puxou o celular do bolso, hesitou por um momento, e então, com a mesma sensação de urgência que sempre sentia quando pensava nela, começou a digitar uma mensagem.
Dean: "Eu sei que estamos distantes, mas não posso deixar de pensar em você. Como você está?"
Ele olhou para a tela por alguns segundos antes de pressionar "enviar". Não queria parecer ansioso, mas não conseguia evitar. A saudade dele por ela crescia a cada dia que passava.
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Do outro lado do mundo, Luna estava em casa, descansando após mais um longo dia de trabalho na clínica de psicologia. Seus cachorros estavam dormindo ao seu lado, e ela estava assistindo a uma série quando o som da mensagem de seu celular a tirou do momento. Ela olhou o nome na tela e, por um instante, sentiu uma mistura de emoções.
Mensagem de Dean: "Eu sei que estamos distantes, mas não posso deixar de pensar em você. Como você está?"
Luna sentiu uma leve pressão no peito. Ela sabia o que aquela mensagem significava: ele ainda pensava nela. Dean tinha sido parte de sua vida, e ela sabia que ele ainda a amava, mas ela também sabia que as coisas entre eles eram complicadas. As palavras não ditas, as escolhas feitas e, principalmente, a distância entre eles.
Ela não queria responder com pressa. Era difícil demais para ela expressar tudo o que sentia em uma simples mensagem. Ao invés disso, Luna se levantou e foi até a janela, olhando para a noite silenciosa de Lisboa. Alaska, que estava ao seu lado, olhou para ela com seus grandes olhos azuis, como se sentisse a confusão dela.
Ela suspirou e, após alguns minutos, começou a digitar sua resposta.
Luna: "Eu estou bem, Dean. A vida segue aqui, com as amigas, o trabalho, e os cachorros. Espero que você esteja bem também. Estamos sempre longe, mas a vida acontece."
Ela olhou para a mensagem antes de apertar "enviar". Não queria se prender ao passado, mas também não conseguia simplesmente apagar o que havia sido. No fundo, ela sabia que, mesmo com a distância, havia algo entre ela e Dean que não poderia ser ignorado.
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De volta aos Estados Unidos, Dean estava no mesmo café quando a resposta de Luna apareceu em sua tela. Ele sorriu suavemente, sentindo uma sensação de alívio e saudade.
Dean: "Eu sempre pensei que a distância nos afastaria, mas parece que, de alguma forma, você sempre estará por aqui. Vou fazer o possível para resolver as coisas por aqui e, quem sabe, nos encontramos em breve. Cuide-se, Luna."
Ele olhou para a mensagem mais uma vez antes de guardar o celular. Havia algo em suas palavras que soava quase como uma promessa. Uma promessa que, apesar das circunstâncias, ainda havia esperança para o futuro.
Enquanto Luna observava a mensagem de Dean na tela do celular, a lembrança do passado a invadiu, como uma onda inesperada. Ela se recostou na cadeira, deixando seus pensamentos flutuarem até o momento em que ele a havia deixado, quatro anos atrás.
Foi uma decisão difícil para ele, ela sabia. O amor deles havia sido intenso, mas os pais de Dean nunca a aceitaram. Ela sabia que ele estava preso entre o amor que sentia por ela e as expectativas familiares. Mas, mesmo assim, a dor de ser deixada para trás nunca desapareceu completamente. Ele havia escolhido a família, e, no processo, feriu Luna profundamente.
Ela olhou para a tela de seu celular e, ao invés de sentir raiva, apenas sentiu um vazio. A saudade de Dean ainda estava ali, mas também havia o entendimento de que ele havia tomado uma decisão que os havia separado, talvez porque pensasse que não havia outra opção.
Com um suspiro profundo, Luna digitou sua resposta, tentando encontrar as palavras certas para lidar com o presente e com o passado que ainda a assombrava.
Luna: "Eu sei que foi difícil para nós dois. Não posso dizer que não fiquei magoada, porque fiquei. Mas a vida seguiu, Dean. Eu também aprendi a lidar com tudo isso. Espero que você esteja bem. E, sim, a vida acontece. Cuide-se."
Ela hesitou por um momento antes de enviar a mensagem. A resposta não vinha com raiva ou rancor, mas com uma sensação de aceitação do que havia acontecido. Dean havia feito a escolha dele, e ela também precisava fazer a dela.
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Do outro lado do mundo, Dean recebeu a resposta de Luna enquanto estava no seu hotel em Nova York, refletindo sobre a decisão que havia tomado há quatro anos. Ele sabia que havia falhado com ela. Havia sido uma escolha difícil, entre o amor que sentia e a pressão da família, que não aceitava o relacionamento deles. Ele ainda se perguntava, às vezes, o que teria acontecido se tivesse ficado.
Mas, agora, o tempo havia passado, e ele estava a milhares de quilômetros de distância. Ele se lembrou da dor nos olhos de Luna quando ele partiu, as palavras não ditas, e a sensação de que a deixava para trás em um momento que poderia ter sido diferente.
Ele olhou para a resposta dela, que agora estava escrita na tela do celular, e sentiu uma leve dor no peito. Não importava o quanto ele tentasse seguir em frente, a saudade e o arrependimento ainda estavam presentes.
Dean: "Eu entendo, Luna. Não esperava que fosse fácil, mas acho que nunca imaginei que seria tão difícil. Volto para Portugal em três dias. Talvez seja a nossa chance de finalmente conversar sobre tudo. Eu espero que possamos, de algum modo, curar as feridas que eu causei."
Dean sabia que o tempo estava correndo. Em três dias, ele estaria de volta em Portugal, onde tudo começou. Mas ele não sabia o que esperava encontrar. A dúvida e a esperança de uma possível reconciliação ainda estavam lá, mas ele sabia que as coisas nunca seriam como antes.
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Enquanto Luna, com Alaska ao seu lado, refletia sobre a mensagem de Dean, ela sabia que, por mais que ele estivesse voltando, as cicatrizes do passado não poderiam ser apagadas com facilidade. Ainda assim, uma parte dela se perguntava: seria possível, com o tempo, superar a dor e encontrar um novo começo, mesmo com todas as feridas abertas?
Quarto da Luna
Quarto da Gabi
Quarto da Mirella
Casa delas

carros delas
Luna
Gabi
Mirella
Cómodos da casa
Escritório da Luna
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Tsumugi Kotobuki
Estou completamente apaixonada por essa trama ❤️
2024-12-02
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