O sol da manhã iluminava o céu claro de Lisboa enquanto Luna se alongava no parque. Alaska, seu Husky Siberiano branco, corria ao seu lado, sua energia inesgotável deixando a manhã ainda mais vibrante. O vento soprava através das árvores, e Luna sorria, sentindo a liberdade que a corrida com Alaska proporcionava.
“Ele definitivamente tem mais energia do que eu”, pensou Luna, rindo enquanto acelerava o passo para acompanhá-lo. Depois de alguns minutos, eles pararam, ofegantes, e ela se sentou no banco do parque para recuperar o fôlego. Alaska se deitou ao seu lado, descansando sua cabeça em seu colo.
— Pronto, garoto? — Luna sorriu para o cachorro, que parecia concordar com o olhar atento que lhe dava.
Quando Luna terminou de se recuperar, pegou sua garrafinha de água e deu a Alaska, que lambia o líquido com satisfação. A campainha de seu celular tocou, e ela viu a mensagem de Gabriela:
"Já estamos te esperando! Vamos para a academia, se prepara!"
Luna respondeu com um simples “Já vou!”, antes de se levantar e começar a caminhar de volta para casa.
Na chegada, Gabriela e Mirella estavam prontas para começar o treino. Gabriela segurava seu gato branco, Kitty, que a observava com seus olhos atentos e expressivos. Mirella, sempre sorridente, estava ao lado de Zion, seu buldogue francês, que parecia tão animado quanto Alaska.
— Vamos logo, meninas! — Gabriela puxou Luna com entusiasmo, enquanto Kitty estava confortável em seu braço. — Hoje o treino vai ser intenso!
Luna sorriu, mais animada pela companhia do que pelo exercício em si. Ela sabia que, com as amigas e seus animais, qualquer atividade se tornava mais divertida.
Na academia, o grupo estava focado, mas entre os exercícios, as risadas não faltaram. Zion corria ao redor, perseguido por Kitty, que, embora fosse mais calmo, não resistia a brincar com o buldogue. Alaska, com sua energia constante, parecia se divertir observando tudo de perto, sentado ao lado de Luna enquanto ela fazia os alongamentos.
— Você vai me matar com esse treino, Gabi — Luna brincou, se jogando na esteira enquanto seu cachorro observava com atenção.
Gabriela riu, empolgada.
— Não vou ser eu quem vai te matar, será o treino, mas você vai amar os resultados!
Mirella, com uma expressão calma, estava ajustando as últimas repetições com Zion ao seu lado.
— Depois do treino, podemos passear com os cachorros. Eles adoram correr no parque.
Luna assentiu, sorrindo. Havia algo especial na amizade delas, algo que tornava até os treinos e os desafios mais fáceis de enfrentar. A energia de seus animais refletia diretamente na delas, e naquele momento, com as três amigas e os cachorros, Luna sentiu-se mais leve, como se as preocupações de sua vida tivessem ficado para trás, em algum lugar, ao longe.
Kitty
Zion
As três no Gym

Após o treino intenso, Luna, Gabriela e Mirella saíram da academia e seguiram pela rua tranquila de Lisboa, rindo enquanto caminhavam em direção ao parque. Alaska, Zion e Kitty estavam animados, quase correndo à frente delas, como se estivessem aproveitando a liberdade do espaço ao redor. O sol já estava mais alto, e o calor da manhã fazia o ar parecer leve e fresco.
— Eu estava pensando em sair mais tarde para tomar um café — disse Gabriela, jogando os cabelos para trás enquanto olhava para Luna. — O que acha?
Luna sorriu, ajustando a alça de sua mochila nas costas.
— Adoraria. Só preciso dar uma olhada nos relatórios da clínica antes, mas depois... com certeza.
Mirella, que estava quieta, com Zion ao lado, deu uma olhada rápida para as amigas.
— Vamos levar os cachorros? Eles adoram passear e se distraem... eu adoro ver como eles ficam felizes.
Alaska olhou para Luna, como se estivesse esperando a permissão, e Luna sorriu para ele.
— Sim, vamos fazer isso. É bom para eles. E para nós também.
As três amigas seguiram para o parque, onde os cachorros corriam livres, brincando e interagindo com os outros animais. O local era tranquilo, com áreas de grama verde, árvores e bancos espalhados, dando a sensação de que ali o tempo poderia passar mais devagar.
— Eu ainda não entendo como você consegue ser tão calma com Zion, Mirella — Gabriela comentou, observando o buldogue francês correr atrás de uma bola.
Mirella riu e olhou para o cachorro, que estava com as patas levantadas e uma expressão de puro contentamento.
— Não é difícil. Zion é... simples. Ele vive o presente, e isso é algo que eu tento aprender com ele.
Luna observava suas amigas e seus animais, sentindo uma sensação de paz. Ela sabia que esses momentos de descontração eram importantes. A vida na clínica, com seus desafios diários, exigia muito de sua energia e atenção. Mas com suas duas melhores amigas, com Alaska e os outros animais, Luna sentia que podia se permitir ser apenas ela mesma, sem pressões.
O tempo passou rápido enquanto as três amigas se sentaram em um dos bancos do parque, bebendo água e rindo de histórias antigas. De vez em quando, as risadas eram interrompidas por latidos ou miados, quando os cachorros se aproximavam para pedir mais atenção.
— É engraçado — Luna comentou, olhando para as árvores. — Tudo parece tão mais simples quando estamos com eles, não é? Com os cachorros, o dia se torna mais leve.
Gabriela assentiu e deu um sorriso acolhedor.
— Porque, no fim, eles não esperam nada de nós além de amor e carinho. E a amizade que temos entre nós é igual, né? Não precisa de mais nada.
Luna olhou para suas amigas e sentiu uma onda de gratidão. Ela sabia que, independentemente dos altos e baixos que enfrentava, tinha em Gabriela e Mirella o apoio que precisava para seguir em frente.
As risadas continuaram, e o parque se tornava ainda mais bonito à medida que o dia avançava. Luna se permitiu relaxar, respirar fundo e, por um momento, deixar as preocupações de lado.
O parque estava cada vez mais cheio à medida que o dia se aquecia. Luna, Gabriela e Mirella caminhavam lado a lado, com seus cachorros ao redor, enquanto conversavam sobre a próxima viagem que planejavam fazer juntas. O ambiente era descontraído, mas algo estava prestes a mudar.
De repente, três homens se aproximaram. Eles estavam sorrindo e conversando animadamente, mas, ao verem as três amigas, os olhares se fixaram nelas, e logo ficaram mais evidentes os gestos de interesse.
— Ei, meninas, vocês são daqui? — um deles, com cabelo bem cortado e uma expressão descomplicada, perguntou, com um sorriso confiante.
Gabriela, com seu olhar desconfiado, apenas deu um sorriso cordial e olhou para os outros dois homens. Luna, por sua vez, não hesitou em responder.
— Sim, somos de Lisboa — ela respondeu, mantendo a postura e olhando-os nos olhos.
Os homens começaram a se aproximar mais, um deles tentando puxar conversa com Luna.
— Você tem um sorriso maravilhoso. Posso te convidar para um café mais tarde? — ele perguntou, tentando ser charmoso.
Mirella, que sempre foi mais reservada, não estava impressionada. Ela olhou para os homens, então para os cachorros, e fez um movimento para distraí-los. No entanto, Luna, que já estava acostumada a esse tipo de abordagem, tomou a dianteira.
— Eu agradeço, mas não estou interessada — Luna disse com firmeza, olhando diretamente para os olhos do homem. — Não precisamos ser polidas quando a gente já deixou claro nosso espaço.
O homem pareceu surpreso pela resposta direta. Ele tentou insistir:
— Ah, vamos lá, só um café. Eu sou legal. —
Luna, sem perder a compostura, deu um sorriso enigmático.
— Não é sobre ser legal ou não. É sobre respeito. Quando alguém diz "não", é bom entender e seguir em frente, sem forçar. Não estamos aqui para sermos o centro do seu entretenimento.
Os outros dois homens ficaram em silêncio, um pouco desconcertados, enquanto o primeiro parecia sem palavras. Luna fez um gesto para as amigas, e elas começaram a se afastar.
— Não se esqueçam, meninas. Quando alguém não sabe respeitar os limites, é sempre bom dar uma lição — Luna disse, sem olhar para trás.
Gabriela e Mirella riram, aliviadas, enquanto caminham ao lado dela.
— Uau, Luna, você é realmente uma inspiração! — Gabriela disse com um sorriso largo.
— Eles mereciam essa lição. Às vezes é bom lembrar que não precisamos aceitar nada que nos faça desconfortáveis, mesmo quando a abordagem vem disfarçada de charme — Mirella acrescentou.
Luna sorriu, sabendo que, com as amigas ao lado, nada poderia abalá-las. Ela acreditava no poder de ser firme e educada, e, acima de tudo, em manter o respeito mútuo.
Alaska olhou para Luna e lambeu sua mão, como se concordasse com tudo o que ela dissera.
— Vamos continuar, gente. Agora o café é por nossa conta — Luna disse, animada, enquanto as três amigas e seus animais seguiam para o café próximo.
O parque
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Atualizado até capítulo 51
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