contos sombrios

Contos Sombrios:“Fome Voraz Part-6”

A grande nevasca já estava quase alcançando a cabana que tinha sido marcada como ponto de encontro, para todos, que iriam ajudar na caçada do misterioso predador. Quando os detetives chegaram ao local, já havia vários carros parados, em frente a ela, ao adentrarem a mesma, percebem que havia cerca de umas quinze pessoas no local, todos armados com espingardas e rifles, alguns acompanhados por cachorros de caça. Após cumprimentarem os demais, a dupla descobre que quem estava organizando os grupos, era o xerife Scott, que passa boa parte do tempo explicando como os grupos deveriam agir, os cuidados e como seriam divididos, sobre áreas que o animal estava usando para caçar e a possível forma de caça do mesmo.

–Ei vocês dois, vão ficar com os lenhadores, não quero que se percam na floresta, irei rapidamente até a cidade para pegar meu rifle e já alcanço o grupo de vocês–. Disse o xerife para a dupla de detetives, antes de sair com sua viatura.

–Nao tô afim de ficar no mesmo grupo que ele, vamos perguntar ao Noah se podemos ir junto ao grupo dele, provavelmente o xerife não vai nem perceber–. Questionou Andrew a seu parceiro que aceitou a ideia.

Ao alcançarem o Noah e questionarem se poderiam ir juntos ao mesmo, afirmou que poderiam sem problema algum, mas que provavelmente ficariam muito longe dos outros grupos, pois o xerife tinha deixado o quadrante mais distante da reserva para eles, pois o mesmo não era fã dos indígenas, apesar de não assumir publicamente. Os dois concordam e alegam que não seria um problema, pois o objetivo era realmente evitar o Scott, já que não estavam se dando muito bem, devido às divergências nas investigações e as suspeitas que o detetives tinham do mesmo. O grupo segue em dois carros, para o local que o xerife tinha indicado no mapa, como a área que eles deveriam cobrir, a estratégia seria que a primeira equipe a localizar o animal deveria, avisar as demais no rádio, para que pudessem fazer o cerco e o abate do mesmo, sem colocar suas vidas em risco. Assim que começam a adentrar a floresta, Noah avisa os outros dois grupos que estavam começando a buscas, os mesmos respondem ao rádio, afirmando que também já haviam iniciado a caça. A grande tempestade de neve atrapalhava um pouco a visão e a locomoção do grupo, porém pelo histórico de ataques seria o ambiente perfeito para achar o animal, pois a maioria dos ataques tinha ocorrido durante nevascas, oque fazia com que eles redobrem os cuidados, devido a talvez o animal aproveitar a falta de visibilidade para emboscar suas presas.

–Nao acho que iremos conseguir pegar esse urso, tão facilmente, se fosse fácil de rastrear outros caçadores teriam achado ele–. Comentou Thomas, com o restante do grupo.

Os indígenas com a respiração ofegante devido ao frio começam a rir, até que Andrew e Thomas, questionam o motivo das risadas.

–Jaque não contou tudo a vocês então né...!?, no inverno do ano passado, quando o primeiros ataques e desaparecimentos começaram, um grupo de caça foi formado, para investigar e abater o animal responsável pelas mortes, Jaque e mais cinco caçadores experientes da região, acostumados a caçar lobos e ursos, foram para a floresta em busca de rastrear o animal, cinco dias depois achamos ele quase morrendo de hipotermia, próximo ao rio, o grupo foi dizimado pelo Wendigo, Jaque sobreviveu, porque conseguiu máscara seu odor, com o sangue de seus amigos, que foram massacrados pela criatura já na primeira noite, ele viajou pela floresta somente durante o dia, perdido em estado de choque, depois, disso ele nunca mais volto para cá, quando ele começou a contar sobre oque viu, todos riram dele e o taxaram de louco, por isso ele não comenta muito sobre oque aconteceu, espero que tenhamos mais sorte que os amigos dele–. Respondeu Noah enquanto mostrava uma flecha brilhante que estava em sua besta, afirmando que era feita de Plata e perfeita para ferir o monstro.

Thomas novamente começa a rir mas decide não dizer nada, para evitar desrespeitar as crenças dos nativos, pois sozinhos a dupla provavelmente ficaria perdida na floresta, ainda mais com aquela nevasca. Eles caminham por quase uma hora até, se depararem com a carcaça de um urso, ao analisarem o pouco que tinha sobrado do urso, Noah afirma que tinha sido ataque do animal, infelizmente não podia afirmar que tinha sido recente, pois a mesma estava já congelada, devido ao frio extremo. O grupo continua as buscas, até receberem uma informação no rádio, a informação era animadora, porém Noah, fica preocupado após ouvila.

–localizamos o urso, e era um dos grandes...!, esse maldito surgiu do nada correndo, ele acabou ferindo um dos nossos, se puderem vir nos ajudar, estamos perto de onde acharam a caminhonete dos adolescentes, acho que tem mais um urso, porém pelos berros, parece estar machucado ou algo assim, se apressem ou vão perde todo a diversão–. Disse um dos lenhadores animado ao rádio.

–Nao siguam na direção dos sons, e uma armadilha, estão me ouvindo–. Disse Noah com um tom de preocupação no rádio, porém fora ignorado completamente.

Ao ser questionado da distância do local, se deveriam voltar para os carros para seguir até lá, o mesmo responde ao restante do grupo, que seria mais rápido apé, pois levariam cerca de pouco mais de uma hora para retornar até os carros, e apé levariam metade disso. Então após uma breve conversa o grupo decide seguir apé pela floresta, a todo tempo, o indígena tentava contato com o outro grupo, porém não conseguia resposta, conforme se aproximavam do local, onde o outro grupo tinha informado estar, começavam a sentir um forte odor, era um odor fétido de sangue e carne podre misturados.

–Merda o Wendigo deve estar por perto, para estarmos conseguindo sentir o fedor dele–. Disse Noah retirando sua besta das costas.

Não demora muito, eles encontram o urso, que o grupo havia batido, realmente era um enorme urso pardo, porém ao analisar o animal, a dupla de detetives, comenta entre si enquanto o restante do grupo procurava pelos caçadores.

–E um enorme exemplar, mais está muito magro para ser o responsável pelo ataques, algo deve ter pertubado a hibernação desse animal– disse Andrew a seu parceiro, que com um tom de piada respondeu.

–Daqui a pouco vai me dizer, que o Wendigo e real....!?, já te disse Andrew, tome cuidado com as teorias da conspiração, o animal que procuramos, deve ter sido o outro urso que o grupo ouviu, ele pode ter entrado em luta com este, por isso estava berrando como se estivesse ferido, vamos achar os outros logo....!– . Falou Thomas rindo da cara de seu parceiro.

O grupo começa a chamar em buscas dos demais, porém não recebem resposta alguma, a nevasca começa a piorar dificultando ainda mais a visão de todos, Noah continua a tentar contato no rádio, porém sem respostas, o silêncio tomava conta do ambiente, até ouvirem aquele som, o mesmo relatado pelo grupo, era um espécie de grito produzido por algum animal agonizando, talvez um urso, mas a cada repetição, se tornava destorcido, quase como se outros animais ou humanos estivessem gritando junto, a dupla decide ir na direção do som mesmo, contra a vontade do resto do grupo. Eles saem em uma clareira e se deparam com uma cena assustadora, o outro grupo, estava inteiro dizimado, havia pedaços deles para todos os lados, tinham sido brutalmente atacados, seja lá pelo oque fosse o tal animal.

–Que merda, temos que sair daqui o mais rápido possível, deve ter sido pela pouca visibilidade que o urso conseguiu fazer isso com eles–. Assim que Thomas termina sua frase metade de um dos lenhadores e arremessada de algum lugar que não conseguem ver, atingindo um dos membros do grupo, seguido por aquele som grotesco, que parecia estar muito perto deles agora, embora não fosse possível deduzir a direção de onde o mesmo vinha.

–Fiquem juntos, de olhos abertos, ele está aqui, se corrermos iremos morrer.....!–. Antes que Noah terminasse a frase novamente o som ecou pelo ambiente, deixando todos, congelados de medo, antes de mais um corpo ser arremessado na direção do grupo.

Os outros indígenas que estavam junto a eles, começaram a correr desesperados, floresta adentro, mesmo com os gritos de Noah, dizendo para que não o fizessem, restando na clareira apenas, os dois federais e o nativo, que estavam em total alerta aguardando o ataque do animal.

–Noah, temos que sair daqui, não temos visibilidade alguma o ataque pode vir de qualquer lugar...!–. Exclamou Andrew, já ofegante devido ao nervosismo e ao frio.

Após alguns segundos dessa frase, gritos de pavor ecoam pela floresta, e em um impulso os três começam a correr por sua vidas, tropeçando nas raízes, enquanto escutavam ao longe mais gritos e aquele som monstruoso, enquanto corria, Andrew teve a impressão de ver ao fundo, olhos brilhantes que se destacavam no meio da pouca visibilidade da neve, porém estavam muito alto, quase na altura das copas das árvores, oque o deixa apavorado de medo, se perguntando se realmente eram reais as lendas contadas pelas tribos indígenas.

CONTINUA

Conto:Contos Sombrios:“Fome Voraz Part-6”

Autor:Carlos Alexandre Eurich.

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