Conversei com a diretora, depois a professora dele. Depois levei o meu filho para casa e resolvi ir com ele ao shopping e conversar com ele sobre o pai dele. Lá brincamos muito e quando estávamos lanchando, conversei com ele.
- Filho, você tem um papai. A mamãe brigou com ele e foi embora. Mas você tem ele sim.
- Eu quero o meu papai, você me leva pra ele?
- você quer é? Então tá. A mamãe vai ligar para ele e combinar de vir aqui ver você. O que acha?
- Eu quero mamãe, eu quero conhecer o meu papai.
- tá, a mamãe vai ligar para ele amanhã e combinar tudo, tá bom? Aí quando ele disser que vem a gente se organiza para você conhecer o seu papai.
Assim que lanchamos, nos levantamos para ir embora e quando eu passava com Benjamim numa lojinha de brinquedos, ele ficou querendo um conjunto de animais. E eu entrei com ele para olhar, mas quase desmaio quando Arthur, Ana e Miguel me veem com Benjamin. Estava rindo com ele, o agarrando e ele me dando beijos, mesmo grande e pesadinho, mas amava ainda pegar meu filho no colo, o tempo tá voando... Eu fiquei sem reação e Arthur não tirava os olhos do Ben.
- Oi Carla, boa noite.
- oi, boa noite Ana. Tudo bem?
- sim, tudo bem... Quem é esse príncipe lindo?
- eu sou o Ben, ela é a minha mamãe ...
- Mamãe? Você tem um filho, Carla? Espera.
- Arthur, a gente pode conversar um minuto?
- Carla, espera, Ben é esse o seu nome?
- isso, meu nome é Benjamim, essa é a minha mamãe, a Carla. E o Sr? Qual seu nome?
- Eu sou o Arthur, eu, eu não conhecia você Ben, você é um garoto muito lindo e esperto. Eu estou abismado com você!
- obrigado Arthur... Minha mamãe sempre disse que sou lindo igual ao meu papai e a minha irmã.
- Imagino que sim.
Arthur me olha e me puxa pelo braço,
- calma Arthur, para de me puxar, vem Ben.
- mamãe, por que ele tá puxando a Sra, para Arthur...
- Ana, se quiser ir para o hotel com Miguel e Alícia, pode ir. Eu vou acompanhar a Carla e o Benjamim. Depois nós nos falamos. Ele fala e entrega a chave do carro para o Miguel.
- Pai... Carla, como você escondeu ele da gente?
- Ana, depois nós conversamos. Disse o Arthur.
- Tá certo. Espero notícias.
- Ana, refresque a sua memória. Relembre cada palavra que você me disse naquele maldito dia. Você acha mesmo que eu ia procurar vocês?
Arthur me puxava e eu saí do aperto dele.
- Me larga. Tá me machucando.
Ben começou a chorar e me abraçou.
- calma amor, tá tudo bem.
Peguei o meu filho no colo e o acalmei. Saímos do shopping, peguei meu carro e eu fui dirigindo para a minha casa, Arthur e Benjamim foram atrás conversando.
- Benjamim, eu não machuco pessoas, só puxei a sua mãe para irmos logo para a sua casa.
- Mas doeu, que ela reclamou.
- Está tudo bem filho. Não machucou a mamãe.
Chegando em casa eu me tremia toda, mas estava na hora.
- você quer conversar comigo primeiro e depois contamos para ele ou como você prefere?
- eu quero saber a verdade. Só saio daqui quando me contar o que é que aconteceu e porque me escondeu que temos um filho juntos.
- então vamos fazer o seguinte, vou ajudá-lo no banho e colocá-lo para assistir e conversamos.
- tudo bem, eu espero.
Assim fiz. Ajeitei o Ben, dei o banho e o coloquei para dormir. Pois ele estava com sono e já adormeceu rápido. Tinha lanchado e não estava com fome.
- Voltei... Vamos conversar?
- porque você me escondeu que temos um filho? Porque você fez isso? Não ia me contar nunca? ele gritava
- Para de gritar Arthur, eu ia te procurar esse final de semana, pois hoje aconteceu um estresse na escola dele, fora que já vinha me cobrando isso há muitos dias.
- como assim? O que aconteceu?
Eu expliquei e ele ficou bravo ainda mais comigo.
- meu filho não precisava passar por nada disso.
- quando eu voltei da sua casa, organizei as minhas coisas e escolhi o lugar que iria fazer minha faculdade e morar. Queria esquecer tudo que passei. A morte dos meus pais, a amizade com a Ana e a sua rejeição. E uma coisa louca passou na minha cabeça.
- eu não te rejeitei. Eu...
- Arthur, pára. Pára e assume que você não teve coragem de dizer a Ana que me queria. Eu não sou criança e não precisamos disso mais. Eu cresci, amadureci. Continuando Arthur, eu fui embora de vez e comecei a faculdade e estava pronta para acabar com toda a minha dor e sofrimento, mas descobri que estava grávida. Meu filho me salvou. Permaneci onde estava, pedi a meus tios que não falassem nada de mim e nem do meu filho. Você sabe tudo que aconteceu na sua casa, tudo que a Ana disse, tudo que você me disse. Eu ia voltar com um filho na barriga e ouvir a Ana dizer o resto da vida que armei tudo? Ou que estava me aproveitando da gravidez prá ter você novamente?
- Carla, eu me arrependo de cada palavra, sofri demais sem você, vim atrás de você e ninguém queria me dizer nada. Briguei com a Ana, mas já tinha feito a besteira. Eu amarguei cada ano sem você, cada Natal que as lembranças vinham eu só faltei morrer sufocado. E você além de sumir, ainda teve um filho nosso e me escondeu? Não teve coragem de me apresentar ao meu filho, o meu menino, que por sinal é a minha cara.
- Arthur, eu não podia voltar, era humilhante demais depois de tudo, entenda o meu lado. E Sim Arthur, ele é todo você, a Ana. Ele ama animais de todo jeito. Vem aqui Arthur, por favor...
Levo ele até o quarto de Ben e ele fica impressionado com a quantidade de brinquedos de animais e fazendas.
- Meu Deus, meu menino é fazendeiro.
- Sim, Arthur. Eu só gerei, mas ele é todo você. Me perdoe Arthur, mas eu fui muito machucada por vocês, e nem imaginava engravidar, tomava meu remédio certinho. Sofri muito me adaptando, sofri no parto. Sofri saudades e sofro com mágoas.
- Mesmo assim, isso não te dava o direito de me esconder o Benjamim.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Marcia Santos
Carla está certa, do jeito que Ana tratou ela mal, se ela voltasse grávida Ana ia falar que era golpe da barriga 😔😔
2025-01-16
1
Jaildes Damasceno
Isso já é passado Arthur. Carla teve seus motivos. Agora foca no presente que é conhecerem-se
2025-01-02
1
Wilma Marques Machado
As vezes uma palavra doe mais que um tapa.
Já passei por isso é até hoje eu passo, mas pego com Deus pois não quero ter mais magoada de ninguém.
2024-12-28
1