James

Gemi de dor, segurando minha mão ferida. "Incrível", murmurei, olhando para Alfred com ressentimento. "Levou um tiro por sua causa e ainda preciso cumprir essa missão impossível."

Alfred me encarou, frio. "James, você permanece na ilha. Seu objetivo é levar Dominik vivo e ileso quando ele retornar. Não falhe."

Mas meu pensamento estava com meu pai, Zemir, segundo chefe da máfia. Ele prometera que, se eu eliminasse Dominik, me apoiaria para suceder Alfred e me daria Ana Júlia, o amor da minha vida. "Sim, chefe", respondi, escondendo minha verdadeira intenção.

Alfred partiu, deixando-me com cinco homens armados na ilha. Aguardamos em silêncio por quase quarenta minutos, até que um grito de alerta ecoou. "Lancha à vista!"

Rapidamente, nos escondemos atrás das palmeiras e rochas, observando a embarcação se aproximar velozmente. Meu coração acelerou. Seria Dominik?

"Preparados", sussurrei, apontando minha arma, ainda dolorida pela ferida. Os homens se preparando, prontos para agir.

Dominik saltou da lancha e correu hacia a casa, ignorando o perigo. Ao entrar, seu olhar encontrou Luna caída no chão. Sua expressão mudou de desespero para alerta, notando nossa presença.

Com surpreendente agilidade, ele derrubou dois dos meus homens com golpes precisos. Reagi rapidamente, erguendo o rifle e atingindo sua cabeça várias vezes. Ele cambaleou e caiu inconsciente.

"Rápido! Amarruem-no!", ordenei, enquanto verificava os homens caídos. Dois mortos, três feridos. Zemir não ficaria satisfeito.

Com a ajuda dos homens menos feridos, amarramos Dominik com cordas grossas e o arrastamos até a praia. Seu corpo se debatia, ainda inconsciente.

Quando acordou, seus olhos arderam de ódio. Eu sorri, saboreando o poder. "Dominik, você é um troféu valioso", eu disse, enquanto o chutei. "Zemir vai adorar."

Ele grunhiu, tentando se libertar. Eu ri, desferindo socos em seu rosto. "Luna... o que aconteceu com ela?" ele perguntou, ofegante.

"Você nunca mais vai ver ela", eu debochei, aplicando outro chute.

Seus olhos se inflamaram de raiva ao ouvir minhas palavras. Ele se debateu furiosamente, tentando se libertar. Eu ri, sacando a arma. "Você não vai mais precisar dela", eu disse, atirando em seu peito.

Ele arfou, sangue borbulhando de seus lábios. Verifiquei suas amarras, apertando-as. "Um presente para os peixes", eu disse, enquanto empurrávamos seu corpo para o mar.

Seu corpo afundou nas águas escuras. Eu ri, satisfeito, e me virei para meus homens. "Vamos, temos que informar Zemir."

Embarcamos na lancha, deixando para trás o corpo de Dominik. A viagem foi tensa, mas eu estava aliviado por ter cumprido minha parte.

Ao chegarmos à casa de meu pai, Zemir, eu relatei tudo. Ele sorriu, satisfeito. "Muito bem, James. Você está mais perto de seu objetivo."

Depois, dirigimo-nos à mansão de Alfred. Ao chegarmos, ouvi gritos e música alta. Sorri, cinicamente. "Parece que Alfred está celebrando sua própria morte política."

Desliguei o motor e olhei para meus homens. "Vamos. É hora de garantir minha posição."

Ao entrar na sala, vi Nicholas, meu primo, acorrentado e ensanguentado no chão. Um sorriso cínico se espalhou pelo meu rosto. "Ele merecia muito pior", pensei, lembrando-me de Ana Júlia.

Alfred, com olhar exigente, perguntou: "Onde está Dominik?"

Minhas palavras foram geladas: "Morto."

Seu rosto transformou-se em uma máscara de ódio. Ele se levantou, agarrou meu pescoço e me jogou sobre a mesa. Seu soco inglês brilhou à luz das candelabras. Um golpe cruel atingiu meu rosto.

"Você é um tolo, James", ele escarneceu. "Zemir e você vão pagar por isso."

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