Nicholas

Enquanto observo Luna, sinto meu coração bater mais forte. Seu sorriso ilumina o ambiente e destaca suas covinhas, que me fascinam. É incrível como essa pequena marcação no rosto pode torná-la ainda mais encantadora. Seus olhos brilham com uma luz própria, e sua pele parece radiante. Eu me pego perdido em seus traços, pensando: "Ela é absolutamente linda."

Observo Luna e Sally conversando animadamente, suas risadas e sorrisos criando uma atmosfera aconchegante. Por alguns minutos, esqueço-me dos problemas e da tensão que nos rodeia. Sinto-me uma pessoa normal, sem preocupações ou medos. A simplicidade daquele momento é revigorante. Luna lança um olhar para mim, e nosso contato visual é como um choque elétrico. Seu sorriso se destaca, e minhas bochechas ficam vermelhas.

Desvio rapidamente o olhar assim que Dominik volta, tentando esconder meu rubor. Ele parece notar algo, mas não comenta. "Está na hora de irmos", anuncia, olhando para mim, Luna e Sally. "A Ilha Escondida nos aguarda."

Luna se levanta, gracejando: "A aventura começa!"

Sally segue, um pouco mais séria: "Vamos."

Minha mente ainda está no momento compartilhado com Luna. O que estava acontecendo comigo?

O dia amanhece com um brilho suave, e nós partimos em uma lancha rumo à Ilha Escondida. O vento marinho acaricia meu rosto enquanto observo Luna e Sally sentadas à frente. Dominik maneja a lancha com habilidade, concentrado na rota.

O barulho do motor e o balançar suave da embarcação me fazem fechar os olhos. Antes de perceber, o som das ondas e o vento me embalam, e eu adormeço.

O sono profundo me leva a um lugar sombrio. Sonho que estou de novo naquela casa, com meu pai me olhando com raiva. O som das ondas se transforma em gritos e xingamentos. Sinto dor e medo enquanto ele me bate. Luna e Sally tentam me ajudar, mas estão presas, incapazes de se mover. Dominik não está em lugar nenhum. O mundo ao meu redor escurece.

Acordo arfando, assustado, com o suor frio escorrendo pela minha face. Luna e Sally me olham preocupadas.

"Está tudo bem?", Luna pergunta, colocando a mão no meu ombro.

Respiro fundo, tentando acalmar meu coração acelerado. "Sim... apenas um pesadelo."

Dominik, ao volante, olha para trás: "Nós estamos quase chegando. Ilha Escondida, à vista."

O sol brilha, iluminando o mar calmo, e a ilha verdejante aparece no horizonte.

Meu coração ainda acelerado, me levanto e vou até o lado de Dominik, fixando o olhar na ilha. O silêncio é quebrado apenas pelo som do motor e das ondas. Observo a ilha por alguns minutos, sentindo uma mistura de curiosidade e apreensão.

"É realmente escondida", comento, quebrando o silêncio.

Dominik sorri: "Sim, e por bons motivos."

Luna e Sally se aproximam, olhando para a ilha com interesse. "O que há aqui?", Sally pergunta.

Dominik olha em volta, como se verificando se alguém os ouvia, e responde em tom baixo: "Esta ilha não existe em nenhum mapa. Ninguém sabe de sua existência, exceto alguns escolhidos."

Seu olhar sério intensifica a curiosidade do grupo. "Por quê?", Luna pergunta, inclinando-se para frente.

Dominik baixa ainda mais a voz: "Esta ilha é um refúgio secreto para proteger testemunhas-chave e pessoas em perigo. Aqui, vocês estarão seguros."

Luna e Sally trocam olhares intrigados. Nicholas, ainda pensativo, pergunta: "E o que nos garante que estamos realmente seguros aqui?"

Dominik cruza os braços, com um olhar serio: "Nenhum lugar é totalmente seguro, mas aqui temos medidas de segurança extremas. Vigilância constante, comunicação criptografada e uma localização desconhecida. É o melhor refúgio possível."

Atracamos suavemente e descemos da lancha. Ao longe, um caminho de pedras serpenteia entre árvores frondosas, levando a uma estrutura discreta. A tranquilidade é quase palpável. Dominik nos faz um gesto para segui-lo, e começamos a caminhar pelo caminho de pedras, cercados pelo canto dos pássaros e o farfalhar das folhas.

Caminhamos em silêncio pela trilha, o som dos passos se misturando com o canto dos pássaros. A casa surge à nossa frente, escondida entre as árvores. É simples, mas elegante, com janelas amplas e uma varanda envolvente. Dominik para na entrada e se vira para nós. "Bem-vindos ao seu refúgio temporário." Ele abre a porta, revelando um interior acolhedor e bem decorado.

Entramos e somos recebidos pelo aroma de madeira polida e flores frescas. Dominik nos guia pelos corredores amplos, indicando os quartos. "Vocês estão aqui", diz, abrindo portas para quartos individuais, cada um com sua própria varanda e vista para o jardim. "Desçam para o café da manhã quando estiverem prontos. Temos muito a discutir." Ele deixa uma chave em cada quarto e se retira.

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