Nicholas respirou fundo, explicando: "Quando vi a marca no peito do homem, entrei em pânico. Só havia duas possibilidades: ele era outra vítima do meu pai ou... ou fazia parte da gangue. Não consegui pensar direito, apenas o medo tomou conta. Foi por isso que gritei; não sabia o que fazer, apenas queria fugir." Seus olhos refletiam o terror vivido.
Nicholas baixou a cabeça, voz quase inaudível. "Sobreviver ao ataque do meu pai foi quase um milagre. Ele é brutal, cruel e não tem piedade. Eu nunca imaginei que alguém mais tivesse passado pelo mesmo inferno." Seus olhos se encheram de lágrimas, enquanto lembranças dolorosas emergiam. "A marca... é um lembrete constante do que eu sofri ,e aparentemente do que Dominik também sofreu."Nicholas suspirou, olhando para Sally com compreensão. "Agora entendo por que Dominik evita as pessoas. Ele também é assim, solitário, carregando feridas escondidas. Eu entendo essa dor, essa necessidade de isolamento." Sua voz estava carregada de empatia. "Talvez, nós três estejamos conectados mais do que imaginamos."
Nicholas sorriu fracamente. "Dominik só pode ser uma vítima. Não consigo imaginar ele fazendo parte da gangue do meu pai. Ele é bom, Sally. Seus olhos, sua gentileza... não podem ser fingidos." Sua voz transbordava convicção. "Precisamos ajudá-lo, entender sua história."Luna entrou na cozinha silenciosamente, notando a tensão no ar. "O que está acontecendo?" perguntou, observando os rostos sombrios de Sally e Nicholas. Seus olhos se dirigiram à xícara de chá ainda intacta na mesa, e seu olhar perspicaz captou a emoção contida. "Algo errado?"Nicholas olhou para Sally com um apelo mudo, como se pedisse proteção. Sally segurou sua mão, oferecendo conforto. "Luna, precisamos saber... sobre a marca que o seu pai tem. Como ele conseguiu isso?" Seus olhos encontraram os de Luna, buscando respostas.
Luna suspirou profundamente, seus olhos turvando-se com lembranças dolorosas. "Eles queimaram essa marca nele quando tinha apenas dois anos," começou, voz trêmula. "Na mesma noite... sua mãe foi estuprada e assassinada pelo chefe da gangue Cães do Inferno. Disseram que foi uma mensagem, um aviso constante de seu imenso poder." Seu olhar encontrou Sally e Nicholas, refletindo uma dor compartilhada.
Luna engoliu em seco, continuando com dificuldade: "Meu pai não gosta de falar sobre isso... Eu implorei ao Jack para me contar algo. O que descobri foi terrível." Sua voz mal era audível. "Ele ficou deitado sobre o corpo da mãe por dois dias inteiros, até que a polícia o encontrou. Imaginem o trauma, a solidão... Ele nunca superou." Olhos cheios de lágrimas, Luna buscava apoio em Sally e Nicholas.
Luna respirou fundo, lágrimas escorrendo. "E o pior, Sally, Nicholas... seus pais adotivos também foram vítimas de Alfred. Ele não poupa ninguém. Papai e eu somos refugiados de seu inferno." Sua voz tremia. "Precisamos proteger uns aos outros. Não podemos deixar que ele nos destrua."
Luna balançou a cabeça, confusa e magoada. "Não entendo por que Alfred se empenha tanto em destruir a vida do meu pai, Nicholas. Qual é o motivo por trás dessa obsessão? O que meu pai fez para merecer tanta crueldade?" Seus olhos refletiam uma mistura de tristeza e curiosidade.
Nicholas franziu a testa, amargura em sua voz. "Alfred não precisa de motivos, Luna. Ele faz isso por prazer, por diversão. Ver pessoas sofrerem é seu combustível. "Ele se alimenta do medo e da dor alheia."
Dominik entrou na cozinha, vestindo um jeans desgastado e uma regata preta que realçava sua musculatura. Seu olhar intenso varreu a sala, capturando a tensão.
Nicholas levantou-se, tremendo, e aproximou-se dele. "Desculpe, Senhor... por gritar," disse, voz trêmula, "não queria incomodar,e-eu me assustei,desculpa." Seus olhos refletiam culpa e preocupação.
Dominik franziu a testa, desconfiado. "Do que você se assustou, Nicholas?" perguntou firmemente, seus olhos penetrantes buscando a verdade.
Nicholas hesitou, tentando desviar do assunto. "N-nada, não foi nada..."
Dominik aproximou-se, voz baixa e intensa. "Não minta para mim, garoto. O que está acontecendo?"
Nicholas tremia, olhando desesperadamente para Sally em busca de ajuda. Seus lábios se entreabriram, mas nenhuma palavra saiu. Sally se levantou, colocando uma mão tranquilizadora em seu ombro.
Dominik percebeu o gesto e dirigiu um olhar inquisitivo a Sally. "O que está acontecendo aqui?"
Nicholas engoliu em seco, encontrando coragem. "Foi... a marca no seu peito, Dominik. E o que Luna contou sobre o que aconteceu com sua mãe e seus pais adotivos. E sobre o que Alfred fez com você quando era criança."
Dominik empalideceu, seu olhar endurecendo.
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Atualizado até capítulo 29
Comments
Malu
Alfred não é humano
2025-02-20
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