Após uma semana longa e intensa de trabalho, Luiza estava completamente sobrecarregada. O caso em que estava envolvida era extremamente importante e desafiador, e a rotina no escritório havia sido tão frenética que até seus momentos de descanso eram tomados pelo estresse. Estava esgotada.
Valentina, percebendo o quanto Luiza precisava relaxar, a convidou para almoçar. No entanto, Luiza não conseguiu ir. Sua pilha de tarefas só aumentava e cada minuto era precioso para manter-se em dia com as obrigações. Tentando animá-la, Duda a chamou para ir ao bar na sexta-feira, algo que normalmente as duas adoravam fazer juntas. Mas, mesmo assim, Luiza recusou, alegando cansaço. Resolveu ficar em casa, decidida a se render ao descanso que tanto necessitava.
Valentina também havia decidido ir ao barzinho naquela noite e chegou antes de Duda. Porém, ao saber que Luiza não iria, ficou desapontada. Passou apenas vinte minutos no local, mas seu pensamento estava em Luiza. Então, decidiu voltar para casa, tomar um banho e relaxar.
Após o banho, não resistiu à vontade de saber como Luiza estava e enviou uma mensagem:
— Oi, Lu, como foi o seu dia?
A resposta não demorou:
— Oi, Tina! Meu dia foi cansativo demais. Eu queria muito te ver hoje, mas realmente não estava bem para sair. Vou ficar em casa e fazer um lanchinho rápido.
Valentina sorriu ao ler a mensagem e teve uma ideia. Não demorou a vestir uma roupa casual, pegou as chaves do carro e saiu em direção a um restaurante japonês próximo. Pediu uma variedade de pratos, o suficiente para tornar a noite de Luiza mais especial.
Enquanto Luiza estava na sala, ouvindo o silêncio do apartamento, a campainha tocou, tirando-a de seus pensamentos. Ela não esperava por ninguém, e a surpresa foi enorme ao abrir a porta e se deparar com aqueles olhos verdes e o sorriso iluminado de Valentina.
— Achei que você estaria com fome — disse Valentina, segurando a sacola de comida e exibindo um sorriso cheio de ternura.
Luiza soltou uma risada surpresa e feliz, abrindo mais a porta para que Valentina entrasse.
— Você realmente não existe, Tina. Entra!
Valentina entregou a sacola para Luiza, que a colocou sobre a mesa e a olhou, agradecida. Havia algo de especial na forma como Valentina sabia exatamente o que ela precisava, mesmo sem precisar dizer uma palavra.
Ao colocar a sacola sobre a mesa, Luiza sentiu a presença de Valentina mais próxima. Valentina envolveu sua cintura com as mãos, trazendo-a para perto, e a beijou com intensidade, um beijo repleto de saudade e desejo. Elas deixaram-se levar pelo momento, um beijo que parecia acalmar o cansaço e as preocupações de Luiza.
— Acho que um vinho seria perfeito para acompanhar esse jantar surpresa — sugeriu Luiza, com um sorriso encantado nos lábios.
Valentina assentiu, e Luiza trouxe uma garrafa de vinho da cozinha. Elas abriram o vinho, brindaram ao reencontro e começaram a comer. A conversa fluía naturalmente, como sempre acontecia entre elas, intercalando risadas e olhares cúmplices.
— Não acredito que você realmente foi ao restaurante só para me trazer comida, Tina — comentou Luiza, enquanto pegava um pedaço de sushi.
— Achei que você precisava de uma noite especial — respondeu Valentina, com um sorriso suave. — Eu sei o quanto você tem se esforçado. E, bem, achei que talvez um tempinho comigo fosse te fazer bem.
Luiza colocou o sushi na boca e, por um momento, apenas a observou, encantada.
— Você está certa, como sempre. Eu realmente precisava disso… e de você aqui.
Valentina a encarou com um olhar profundo.
— Eu também sinto sua falta quando não estamos juntas. Parece que meu dia não está completo sem te ver.
— E pensar que eu quase deixei de te conhecer por causa da minha teimosia no início — Luiza sorriu, lembrando-se das vezes que hesitara em sair para encontros por estar atolada de trabalho.
Valentina segurou a mão dela por um momento.
— Acho que a gente se encontrou no momento certo. Mesmo que nossos dias sejam corridos, sempre damos um jeito de estar perto.
A conversa se desenrolava fácil e cheia de momentos de carinho, enquanto os pratos diminuíam e o vinho fluía, aquecendo o coração e relaxando o corpo de Luiza.
Finalmente, depois de conversarem sobre tudo, desde os desafios no trabalho até planos futuros, Valentina olhou nos olhos de Luiza e disse, em um tom sério e suave:
— Eu sempre vou querer estar aqui pra você, Lu, nos dias bons e nos dias ruins.
O rosto de Luiza se iluminou com um sorriso, enquanto seu coração batia mais rápido.
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Após o jantar, Luiza levantou-se e caminhou até a janela, observando a cidade iluminada. Valentina se aproximou, parando ao lado dela, e juntas ficaram em silêncio, apreciando a vista.
— Eu queria poder te roubar dessas noites cheias de trabalho toda semana — disse Valentina, com um leve toque de humor.
Luiza riu, relaxando os ombros enquanto se apoiava na janela.
— E eu não diria "não" se você tentasse. Às vezes, me perco tanto no trabalho que esqueço o quanto é bom ter alguém ao meu lado para me lembrar de respirar.
Valentina sorriu e segurou a mão dela.
— Vou considerar isso um convite para estar mais presente.
— É mais do que um convite… é um pedido. A verdade é que você tem feito meus dias muito melhores, mesmo que a gente se veja só de vez em quando. Só de saber que você existe... — Luiza parou, sentindo que revelara mais do que pretendia.
Valentina inclinou a cabeça, os olhos brilhando.
— Também sinto isso. Tem sido… diferente, sabe? Um diferente que eu não sabia que precisava — respondeu Valentina, passando o polegar suavemente sobre a mão de Luiza.
O silêncio se instalou entre elas novamente, mas não era desconfortável. Era como se as palavras fossem secundárias, e a presença de uma na vida da outra já dissesse tudo. Luiza finalmente desviou o olhar da cidade e se virou para Valentina, segurando o rosto dela com as duas mãos.
— Obrigada por ter vindo. Você salvou minha noite e o meu final de semana.
— Só quero estar por perto — Valentina murmurou, quase como um sussurro, enquanto Luiza a puxava para mais perto.
Elas se beijaram novamente, um beijo mais profundo, carregado de emoção. Havia algo de novo entre elas, uma compreensão silenciosa, como se o que sentiam fosse crescendo, tomando forma.
Após o beijo, Valentina sorriu e olhou para a mesa onde a garrafa de vinho ainda estava quase cheia.
— Acho que vamos precisar de outra taça, porque não pretendo ir embora tão cedo.
Luiza soltou uma risada leve, satisfeita.
— Se é assim, então posso pensar em algo para te manter aqui.
Valentina riu e segurou a mão de Luiza, puxando-a para o sofá. Elas se sentaram lado a lado, relaxadas, enquanto continuavam a conversar sobre as pequenas coisas da vida. Valentina comentou sobre suas últimas fotografias e projetos arquitetônicos, e Luiza a escutava com interesse, adorando a paixão que via no olhar dela.
Em certo momento, Valentina a encarou e, em um tom carinhoso, disse:
— Sabe, às vezes, eu me pergunto o que fiz para merecer alguém tão especial quanto você.
Luiza sorriu, tocada pela declaração, e apertou a mão dela com carinho.
— Eu é que me pergunto isso sobre você, tina. Mas, talvez, nós só se mereça.
Após horas de conversa, risadas e olhares trocados, a garrafa de vinho estava quase vazia e o silêncio confortável tomava conta da sala. Luiza encostou a cabeça no ombro de Valentina, sentindo-se leve e completamente relaxada pela primeira vez em dias.
Valentina passou o braço ao redor dela, fazendo um carinho suave em seu braço. Ficaram ali, em silêncio, aproveitando a presença uma da outra.
— Já está tarde… — murmurou Valentina, olhando o relógio, mas sem demonstrar qualquer intenção de se levantar.
Luiza, com um sorriso sereno, olhou para ela.
— Você quer ir embora??
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Maria Fabiana
que conexão maravilhosa
2024-11-23
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