As luzes do bar no Leblon piscavam suavemente, refletindo nas ondas do mar que dançavam à distância. O cheiro de frutos do mar grelhados e o aroma de cerveja gelada preenchiam o ambiente, enquanto risadas e conversas se misturavam em uma sinfonia alegre. Luiza Campos, uma mulher de 27 anos, sentou-se em uma mesa próxima à janela, observando a cena com um sorriso nos lábios. Sua longas cabelos castanhos ondulados caíam suavemente sobre seus ombros, e seus olhos castanhos brilhavam com a luz suave da noite.
Ela estava vestida com uma blusa leve e uma saia que destacava sua silhueta esguia e bem definida. Luiza sempre teve um carinho especial pelo Leblon; era ali que passava os melhores momentos com sua melhor amiga, Eduarda, conhecida como Duda. Hoje, a expectativa de vê-la novamente trazia uma alegria especial ao coração de Luiza. Era um dia agitado no escritório de advocacia, e nada melhor do que relaxar em um bar com uma boa cerveja e a companhia de alguém que sempre a compreendia.
Duda chegou minutos depois, como sempre cheia de energia. Ela usava um vestido colorido que acentuava seu jeito divertido e extrovertido. Seus cabelos curtos e castanhos estavam bagunçados, como se ela tivesse saído de uma correria, mas isso nunca a impedia de estar radiante. Assim que avistou Luiza, um sorriso largo se formou em seu rosto.
— Lu! — Duda exclamou, puxando uma cadeira e se sentando rapidamente. — Que saudade de você!
— Oi, Duda! — Luiza respondeu, envolvendo a amiga em um abraço caloroso. — Como você está?
— Ai, nem me fale! Hoje foi um dia daqueles no escritório. Mas agora estou aqui, e a vida é boa! — Duda disse, pedindo duas cervejas ao garçom com um gesto dramático.
As duas amigas começaram a rir, relembrando as histórias engraçadas da infância e da época da faculdade. A amizade delas era uma força constante, uma rede de apoio que sempre se renovava. Luiza amava a capacidade de Duda de tornar qualquer situação leve, mesmo nos momentos mais difíceis.
— E como andam suas ambições? — Duda perguntou, levantando o copo para um brinde. — Às suas conquistas e aos desafios que ainda estão por vir!
— Às conquistas! — Luiza sorriu e fez o brinde. — Olha, estou focada em me especializar em Direito Ambiental. Quero fazer a diferença e ajudar a preservar nossa cidade e o nosso planeta.
Duda aplaudiu, animada.
— Isso é incrível, Lu! Eu sempre soube que você faria algo grandioso. O mundo precisa de mais pessoas como você. E como estão as coisas no trabalho?
Luiza fez uma careta, lembrando-se das noites em claro e das demandas incessantes do escritório.
— Um pouco estressante, para ser honesta. Os clientes estão sempre exigindo mais, e o trabalho em si é pesado. Mas estou animada com essa nova especialização. Sinto que finalmente vou estar fazendo algo que realmente amo.
Duda assentiu, compreendendo o peso da pressão que Luiza sentia.
— Eu me lembro quando você sonhava em ser uma grande advogada e lutar por causas justas. Isso está se tornando realidade, Lu! — disse Duda, com um brilho nos olhos. — Você só precisa encontrar um equilíbrio, e isso inclui aproveitar a vida.
Luiza sorriu, tocando a mão de Duda com ternura.
— Obrigada, Duda. Você sempre sabe como me encorajar.
Após alguns minutos de conversa, Duda fez uma pausa e olhou para Luiza com um brilho especial nos olhos.
— E você, está conhecendo alguém interessante? — perguntou Duda, com um sorriso travesso.
Luiza fez uma careta e balançou a cabeça.
— Não, nada de novo no front. O trabalho tem consumido quase todo o meu tempo, e quando não estou lá, prefiro relaxar dançando ou saindo com você.
— Você precisa sair mais, Lu! — Duda insistiu. — A vida é curta demais para se prender ao trabalho. Além disso, você está perdendo oportunidades de conhecer pessoas incríveis.
— Ok, ok. Vou tentar ser mais social. Prometo! — Luiza riu, levantando as mãos em rendição.
Duda sorriu, satisfeito.
— Então, vou te contar uma novidade! Conheci um cara. — A excitação na voz de Duda era palpável.
Luiza arqueou uma sobrancelha, interessada.
— Sério? E como ele é?
— Ele é maravilhoso! Chama-se Igor. Trabalha com finanças na empresa da família dele e, acredite, ele é tão divertido quanto um bom samba! — Duda comentou, gesticulando animadamente.
Luiza sorriu, imaginando a cena.
— E você já saiu com ele? Como foi?
Duda se inclinou para a frente, claramente empolgada.
— Sim! A gente se conheceu aqui mesmo, na semana passada. Foi uma conexão instantânea, sabe? Troquei uns beijos com ele. — O sorriso de Duda era contagiante.
Luiza riu, balançando a cabeça.
— Você é a rainha dos encontros, Duda. Sempre conseguindo atrair pessoas interessantes. Estou morrendo de curiosidade! O que você acha dele?
Duda suspirou, parecendo sonhadora.
— Ele é tudo o que eu poderia querer: inteligente, divertido, e tem um sorriso que pode iluminar o dia de qualquer um.
— Então, você está a fim dele? — Luiza perguntou, inclinando-se para a frente, intrigada.
— Totalmente! Mas ele também é meio tímido, sabe? Fico um pouco nervosa pensando se ele também está interessado.
— Você precisa se abrir mais, Duda. Se você se sente assim, talvez ele também esteja nervoso.
Duda fez uma careta.
— Eu sei, mas é difícil. E se ele não estiver tão a fim de mim? E se eu estragar tudo?
Luiza deu um tapinha no ombro da amiga.
— O que importa é que você está se divertindo e se permitindo conhecer pessoas. Não se prenda a essas inseguranças. Vá em frente e mostre a ele quem você é!
Duda sorriu, parecendo um pouco mais animada.
— Você tem razão! Vou me abrir para ele. Afinal, a vida é uma só! — Ela pegou sua cerveja e brindou novamente. — À coragem!
— À coragem! — Luiza respondeu, levantando seu copo.
O clima leve entre as amigas foi interrompido por um grupo de pessoas que entrou no bar, trazendo consigo a energia vibrante de uma noite carioca. Música animada começou a tocar, e Luiza e Duda se deixaram levar pela atmosfera alegre. As duas amigas dançaram na mesa, rindo e cantando junto com a música, fazendo novos planos e relembrando histórias da infância.
Enquanto se divertiam, Luiza olhou para Duda e se sentiu grata por aquela amizade tão especial. A vida poderia ser desafiadora, mas momentos como aquele a faziam perceber que a felicidade estava nas pequenas coisas: em uma boa cerveja, uma dança e uma amizade que resistia ao tempo. Ela esperava que, assim como o vento suave que soprava à beira-mar, suas vidas também trouxessem novas brisas de amor e felicidade.
E naquele bar no Leblon, com a luz da noite refletindo em seus olhos, Luiza estava pronta para o que o futuro tinha a oferecer, seja em sua carreira, na dança ou, quem sabe, em um novo amor que estava por vir.
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Guillotine
Ei autora, quero saber o que vem aí! Mais capítulos, por favor?
2024-10-31
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