Capítulo 6. Continuação !

Os amigos de Igor começam a se despedir, deixando apenas ele, Duda, Valentina e Luiza na mesa. A conversa flui naturalmente, com risadas e histórias trocadas.

Igor: — Bom, agora estamos entre “os escolhidos”! — diz ele, brincando e piscando para Duda.

Duda: (rindo) — Os mais divertidos, claro! — Ela lança um olhar cúmplice para Valentina e Luiza, que trocam sorrisos.

Luiza: (olhando para Valentina) — Olha, eu tenho que confessar que não esperava uma noite tão divertida. Vocês são uma ótima companhia. — Ela fixa os olhos em Valentina, com um brilho no olhar.

Valentina: (tentando disfarçar o leve nervosismo) — O mérito é todo do Igor, né? Ele praticamente me implorou para vir com ele, e eu estava curiosa para conhecer a Duda, já que Igor só fala dela. — Valentina diz, rindo e piscando para Duda. — Mas... acho que valeu a pena.

Igor e Duda ficam com vergonha, enquanto Luiza e Valentina riem.

Depois de muitas risadas, a troca de olhares entre Luiza e Valentina se intensifica, cada uma tentando ler o que a outra está pensando. Por um momento, o bar ao redor parece se dissolver, deixando apenas as duas. Duda e Igor, percebendo a tensão no ar, trocam um olhar cúmplice.

Igor: (cutucando Duda) — Acho que está na nossa hora de pegar mais umas cervejas. O que você acha, Duda?

Duda: (sorrindo) — Acho uma ótima ideia. Vocês se importam se a gente der uma escapadinha até o bar? Já voltamos!

Luiza: — Fiquem à vontade! Nós estaremos aqui, certo, Valen?

Valentina: — Claro.

Quando Igor e Duda se afastam, a conversa entre Valentina e Luiza ganha um tom mais íntimo.

Valentina: — Então, Luiza, o que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

Luiza: — Bom, além de advogar, eu danço. É algo que me ajuda a relaxar e me sentir livre, sabe? Sempre foi minha paixão. — Ela sorri, os olhos brilhando de entusiasmo. — E você? O que faz fora do escritório?

Valentina: — Eu gosto de fotografar. É algo que me dá paz. Quando estou com a câmera, é como se eu pudesse capturar um pouco do mundo e, de alguma forma, entendê-lo melhor. — Ela olha para Luiza e sorri. — Sabe, fotografar me ajuda a enxergar as coisas de um jeito diferente.

Luiza: — Eu entendo totalmente. Quando danço, é como se o mundo desaparecesse por alguns minutos. Tudo o que resta é o som e o movimento. — Ela observa Valentina por um instante. — Acho que, de algum modo, temos isso em comum. Mesmo com hobbies tão diferentes, encontramos uma forma de nos desligar do mundo.

Valentina: — Exato. Eu também sinto que, com a fotografia, posso me expressar sem precisar dizer nada. Acho que você, na dança, também deve ter essa liberdade, né?

Luiza: — Sim! E o engraçado é que, mesmo sendo algo tão pessoal, acaba criando uma conexão com as pessoas. Como agora, por exemplo. — Ela ri levemente, sentindo-se surpreendida por como a conversa fluía fácil com Valentina.

Valentina: — Engraçado como isso acontece. Não sou de falar muito sobre mim, mas com você... parece que é mais fácil.

Luiza: — Fico feliz em ouvir isso. E quem sabe, um dia, você possa me ensinar a enxergar o mundo como vê nas suas fotos. — Ela lança um olhar curioso para Valentina. — Eu adoraria ver esse seu mundo.

Valentina: — E eu adoraria ver você dançando. Aposto que é incrível.

As duas trocam um sorriso cheio de entendimento, uma conexão silenciosa que parece ir além das palavras.

Luiza: — Sabe, Valen, não sei se você percebeu, mas você tem um jeito que deixa as pessoas curiosas. Silenciosa, mas intensa.

Valentina: (sorrindo timidamente) — Ah, é? E o que você acha que despertou sua curiosidade?

Luiza: — Difícil dizer. Talvez esses olhos verdes. Ou talvez o fato de que você parece sempre no controle… exceto, talvez, agora.

Valentina sorri, deixando-se levar pela conversa. Pela primeira vez em muito tempo, sente-se confortável em baixar um pouco a guarda. Quando Duda e Igor retornam à mesa, é impossível não perceber os sinais óbvios da escapada dos dois: o batom de Duda está borrado, e Igor, com um sorriso meio sem jeito, também carrega vestígios de batom. Valentina e Luiza trocam um olhar cúmplice e caem na risada.

Valentina: — Pelo visto, a ida ao bar foi... produtiva! — diz ela, rindo.

Luiza: (segurando o riso) — Se vocês queriam disfarçar, acho que não deu muito certo.

Duda: (rindo e tentando se limpar) — Ah, claro, eu já devia saber que vocês notariam. Mas ninguém aqui é de ferro, né?

Igor: — Bom, pelo menos a gente trouxe as cervejas! — ele diz, levantando os copos e brindando para encerrar a noite.

Todos levantam os copos e brindam, entre risos e trocas de olhares. A atmosfera leve e divertida deixa todos à vontade, e Valentina e Luiza, especialmente, sentem uma conexão crescente. Após o brinde, eles decidem que é hora de se despedir.

Duda: — Foi uma noite e tanto! Vamos marcar mais vezes?

Valentina: — Com certeza. Foi ótimo conhecer todos vocês. — Ela olha para Luiza, que devolve o olhar com um sorriso suave.

Luiza: — Quem sabe a gente não repete a dose logo, né?

Todos se abraçam e se despedem, cada um indo para o seu caminho, mas com a certeza de que aquela noite havia sido o começo de algo especial.

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