O sol da manhã iluminava o apartamento de Luiza, refletindo nos móveis modernos e nas plantas que ela cultivava com tanto carinho. O cheiro do café fresco invadia o ambiente quando a campainha tocou. Luiza sorriu ao reconhecer a voz da irmã do outro lado da porta.
— Lu! Estou aqui!
Ao abrir a porta, Luiza foi recebida por Carol, que carregava uma pequena mochila nas costas e segurava a mão de sua filha, Maria, que estava tão animada quanto a mãe.
— Oi, minha linda! — Luiza exclamou, agachando-se para abraçar a sobrinha. Maria tinha os olhos brilhantes e o sorriso largo, herança da tia.
— Titia! — gritou Maria , correndo para Luiza e a abraçando com força. — Você trouxe meu presente?
— Presente? Que presente? — Luiza perguntou, fazendo cara de surpresa. Ela adorava brincar com Maria e sempre a deixava mais animada.
— Você prometeu que ia me levar no parque! — a menina respondeu, balançando a cabeça, cheia de expectativa.
Carol entrou, rindo da animação da filha.
— Desculpe pela surpresa, Lu. Eu precisava de um dia fora de casa, e a Maria estava querendo muito te ver. Espero que você não tenha planos.
— Não tenho nada melhor para fazer do que passar o dia com vocês! — Luiza respondeu, olhando para a irmã e percebendo como o tempo passava rápido. Apesar da correria do dia a dia, aqueles momentos eram sagrados.
As três se sentaram na mesa da sala para tomar café. Luiza começou a contar sobre seu trabalho e as pequenas vitórias que havia conquistado, enquanto Maria ouvia atentamente, com os olhos arregalados.
— Tia Lu, você é uma heroína, sabia? — Maria disse, fazendo Luiza sorrir. Ela adorava como a sobrinha sempre a fazia sentir especial.
— E você, Maria, também é uma heroína. Você vai ser uma grande artista quando crescer, tenho certeza! — Luiza elogiou, piscando para a menina, que encheu o peito de orgulho.
Depois do café, Luiza levou as duas ao parque. O dia estava ensolarado e perfeito para brincadeiras. Maria correu em direção ao escorregador, enquanto Luiza e Carol sentaram em um banco, observando a filha se divertir. A conversa fluiu entre risadas e recordações da infância, lembranças das travessuras que as irmãs faziam quando eram mais novas.
— Lembra quando você me ajudou a esconder o meu diário da mamãe? — Carol perguntou, rindo.
— Como eu poderia esquecer? Você ficou tão nervosa que quase me entregou! — Luiza respondeu, rindo. A conexão entre as irmãs era forte, e aquele dia no parque só reafirmava o quanto se apoiavam, mesmo com as responsabilidades da vida adulta.
Carol olhou para Luiza, o sorriso desaparecendo um pouco.
— Eu estou preocupada, Lu. Você está tão focada no trabalho e na sua vida, e... e se você não estiver cuidando de si mesma?
Luiza ficou um pouco surpresa com a pergunta. Sabia que a irmã se importava, mas, por um instante, hesitou em responder.
— Eu estou bem, Carol. Eu gosto do que faço, e tenho meus momentos de diversão.
— Não estou dizendo que você não se diverte, mas e os relacionamentos? Você não está se sentindo sozinha?
— Às vezes, sim... mas estou focada em outras coisas agora. — Luiza desviou o olhar, um pouco constrangida.
— Você merece ser feliz, Lu. Não só como tia ou profissional, mas como mulher também.
Luiza agradeceu a preocupação da irmã e a encorajou a aproveitar aquele dia. Ela sabia que a vida estava cheia de possibilidades e que, mesmo sem um relacionamento romântico no momento, as conexões que tinha — com a família, amigos e, quem sabe um dia, com alguém especial — eram igualmente importantes.
Assim, as três passaram a tarde juntas, rindo e brincando, criando memórias que Luiza guardaria para sempre.
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Atualizado até capítulo 64
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