Algumas horas depois, Félix havia saído da biblioteca. Ele foi até um parque ao lado do prédio principal da academia e se sentou abaixo de uma árvore enquanto pegava um dos livros que tinha trazido com ele. O livro contava a história de uma das lendas desse mundo: a espada das quatro estações. Diz a lenda que é uma espada antiga que foi criada pelo quinto diretor dessa academia, junto com quatro reis daquela época, que juntaram todas as suas habilidades de poder em uma só arma. Uma espada capaz de mudar de estado: do gelo para o fogo, do fogo para a planta e da planta para o vento. Diz a lenda que é uma espada capaz de quebrar as leis da natureza, causando o caos, mas também é ela que pode trazer a paz para esse mundo.
Félix, surpreso pelo conteúdo do livro, se aprofundou cada vez mais nele, lendo uma parte muito interessante sobre um dos seus antepassados, que tinha uma habilidade com o gelo muito única, capaz de manipular partículas de água no ar e transformá-las na forma que quisesse. Empolgado e curioso, ele se levantou e tentou se concentrar para ver se conseguia fazer o mesmo, mas não aconteceu nada. Ele continuou tentando por um tempo, até que Monte apareceu e deu um "oi" para ele, com um grande sorriso no rosto.
— Opa, Félix! Tudo bom, velho? Eu vi a placa de notificações sobre as lutas e fiquei chocado! Você vai lutar com o príncipe do verão na primeira luta!
— É, parece que sim. Espero que seja divertido — diz Félix, com determinação no olhar e olhando para Monte com esperança.
— Só espero que você não se machuque, tá? Diga que o príncipe do verão é muito poderoso, suas habilidades são impressionantes.
— Ah, Monte, você não precisa se preocupar. Com certeza eu vou ganhar, não sou o príncipe do inverno à toa.
— Isso é verdade! Então, prima, a luta vai ser emocionante: lâmina de gelo contra o sol do amanhecer! — Monte diz, pulando de alegria, com uma motivação enorme.
— Mas e você, Monte? Quem vai ser o seu oponente?
— Eu não sei, é um tal de Void. Eu dei uma olhadinha e ele é um nobre da cidade.
— Bom, de qualquer forma, te desejo sorte. Por que não fazemos uma aposta?
— Uma aposta? Que tipo de aposta?
— Como nós dois vamos competir, se um de nós perder, o perdedor terá que fazer algo para o vencedor.
— Eu topo!
Os dois bateram as mãos como forma de representar essa aposta. Isso aí! João estava andando para os aposentos, já que estava tarde, e logo o monitor que fica andando ia chegar, e ele não é uma pessoa fácil de se lidar. Mas, enquanto isso, em algum lugar afastado da cidade, uma pequena cabana brilhava com uma luz vermelha, e aquele ser mascarado estava observando um espelho, vendo tudo que estava acontecendo na academia. Ele sorria ao ver o rosto daquelas pessoas tão sorridentes e tão brilhantes.
— Meu Deus! Mas que repugnante! Todos esses sorrisos, essa felicidade, como isso é injusto! — O mascarado diz com um tom de raiva na voz enquanto batia com força em sua mesa. Mas logo um sorriso assustador aparece e ele olha para o lado, vendo todas as máscaras que ele já conseguiu coletar nesse curto período de tempo. Ele se aproxima da mesa, olhando cada uma delas, e fala com um tom de felicidade:
— Que perfeição! Com todas essas máscaras e toda essa energia, finalmente o coração de cristal será meu amigo e com ele, as outras três relíquias: a espada das quatro estações se revelarão em mim, e um novo mundo será criado!
Gargalhadas são ouvidas daquela cabana e tudo que se via era realmente a luz vermelha. Enquanto isso, o vice-diretor e o professor estavam discutindo em uma pequena sala no salão principal de aulas.
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Atualizado até capítulo 32
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