Enquanto as crianças estão em Angra, eu vim para a Fazenda, não só descansar, mas começar a minha pré campanha como prefeito da cidade.
—Chegamos, crianças, cuidado! Nada de pular da escadaria da sede, ouviu Lipe? Você é o pior!
—Não fala assim do meu neto, Tomás!
—É meu neto também, Ítalo ! E ele é levado, deve ter puxado essa parte ruim do seu sangue!
—Duvido! Eu sempre fui calmo, e o Pietro também, agora já você...seu passado te condena!
Torço a cara,mas já vejo o moleque já fazendo merda,puxando o rabo do gatinho e correndo atrás dos cachorros e Suzana brigando com ele.
—Não pode fazer isso com os animais! É feio e Deus não gosta! Eu vou puxar o seu cabelo pra ver se você acha bom!
—Ai vovó! - ele faz menção de chorar
—Viu? O gatinho também sente dor, igual a você! Se você fizer isso de novo não o trago mais aqui! Ouviu?
—Eu não faço mais!
Ele sai para brincar com os primos e Suzana vem até nós
—Ainda bem que trouxemos babá,senão não damos conta!
—Daqui a pouco a Penha e o Geraldo levam os gêmeos pra casa deles, eles sentem saudades dos netos.
Nos acomodamos, e sentamos na sala para tomar um café.
—Amanhã vamos rodar esses botecos por aí, fazer uma média com o povo, e levamos as crianças.
—E você vai me levar junto?! - fala Ítalo
—Claro! Não vou dar conta sozinho, dois avôs são melhores do que um !
Enquanto tomamos café ,Geraldo chega na sala junto com meu primo Jorginho.
—A criançada tá aprontando todas lá fora, Suzana meteu o pé lá pra casa com a Sandy, foram ver a Bárbara.
—E como está o casamento, primo? A Bárbara sossegou,né?
—Ah sossegou! Mas dei um jeito nela, não faço mais as todas as vontades dela, quando começa a vir de graça, falando que quer ir embora, eu digo logo para ela ir que quando, for, outra entra pela porta, uma bem novinha. Rapidinho ela para de falar besteiras e vem toda mansa para o meu lado.
Nós damos uma gargalhada.
—Ô seu Tomás, tá sabendo do candidato que o partido do prefeito arrumou? - diz Geraldo
—Então eles colocaram alguém mesmo pra concorrer comigo?
—Esqueci de falar isso ,primo! Mas é verdade, formalizaram ontem.
—Eu conheço?
—Todos nós!
—E muito bem...
—Agora até eu estou curioso! Quem é? - pergunta Ítalo
—O Ayrton.
—O peão de três pernas?!
—Esse mesmo!
—Mas o que esse sujeito entende de política?! O negócio dele é exibir aquela jeba gigante por aí!
—Ah,agora ele diz por aí que é empresário, que é empregador, porque tem um sítio que produz bem, tem quatro lojas de material de construção...
—Hum...e é daqui, né?
—Essa é a vantagem dele! O Ayrton é muito conhecido, faz sucesso na Internet junto com a mulher, faz sucesso com a mulherada...
—Ainda trai a esposa?
—Que eu saiba não, e ela já está de barriga de novo, esperando o terceiro filho.
—Que isso, o cara não perde tempo! É um fora e um dentro!
As crianças entram parecendo uns tornados.
—Queremos andar a cavalo!
—Só amanhã,Levi! Já está escurecendo e os bichos dormem cedo.
—Vem fazer cavalinho no vovô Geraldo! - ele pega o menino e coloca nos ombros mas aí a confusão é certa, todos querem!
—E eu ?
Bia sobe em mim, Lipe no Jorginho e a Lavínia, filha da Helô, sobe em Ítalo, ficamos quatro velhos idiotas sendo feitos de capachos por crianças de quatro anos! E não tem nada mais gostoso do que isso, ser avô!
Com as crianças na cama, podemos aproveitar a noite, tem forró na casa de um dos colonos, aniversário de um deles.
É minha deixa para fazer média com as pessoas, converso como político mesmo, um por um. Mas ninguém estranha, eu sempre fiz isso mesmo! Só que agora será com mais constância.
—Vem dançar comigo, amor?
—Você não sabe dançar forró, Tomás! Sempre que eu te chamo manda o Ítalo vir!
—Mas agora eu preciso ficar mais...interiorano.
Ela sorri e aceita. Não consigo acompanhar o ritmo dela, sou desastrado,ela vai para um lado e eu para o outro, eu a piso no pé e quase caímos em cima de uma das mesas.
—Eu avisei... - ela ri e me beija.
—Ainda bem que tenho outras qualidades para te seduzir...quer ir na frente e se preparar pra mim?
—Ai...latejou aqui em baixo !
—É safada?!
Eu a agarro com vontade e até esquecemos que estamos em público.
—Estão todos olhando, se contenham! - Bárbara e Joginho,dançando,chegam perto de nós.
—Melhor eu ir...
—Não desgruda de mim, estou de pau duro!
Disfarçamente vamos indo para o lado até que meu amigo se acalma, eu sento para beber e ela vai na frente para me esperar.
Já chego no meio da madrugada, Suzana deveria estar no terceiro sono. Ítalo e eu estamos bêbados demais, entramos em casa sem fazer barulho para não acordar nossos netos.
—Eu...vou é dormir...prometi levar as crianças no rio amanhã cedo.
—E eu vou acordar a minha onça...
—Vai catucar onça com vara curta? Coragem!
—Com vara longa e beeem longa!
—Ah...me poupe Tomás!
Ele entra no quarto e eu dou uma risada. Encontro Suzana com uma camisolinha preta,sem calcinha...
Tomo banho, escovo os dentes e tiro o bafo de cachaça que ela detesta, e entro dentro do lençol, e dou uma cafungada na sua intimidade, hum...cheiro de mulher limpa, bem cuidada, gostosa... vibro a minha língua no meio da sua fenda e Suzana começa a despertar.
—Hum...Tomás...
Eu dou uma risada, adoro quando ela me chama sentindo prazer.Ela puxa os meus cabelos,e geme,rebola na minha cara e se esfrega, o corpo dela se eleva.
—Ai..amor...continua...eu vou...
—Vai gozar na minha cara ,sua safada...
Ela chega ao orgasmo e prende o meu rosto com as pernas.
—Solta,Suzana ! Está me sufocando!
Ela relaxa as pernas e dá uma gargalhada e eu subo em cima dela.
—Demorou...estava fazendo o que de tão bom que me deixou plantada te esperando?
—Só conversando e bebendo...mas a cabeça estava aqui,em você, em nosso quarto, nossa cama...
Eu escorrego direto para dentro dela, que abre mais as pernas e rebola no meu ritmo, num vai e vem gostoso, não desgrudamos a boca dos lábios um do outro,até que enfim chegamos ao orgasmo juntos.
Eu a aninho no meu peito.
—Amor, acho melhor adiantar a nossa mudança pra cá, transferir nossos títulos de eleitor...com essa candidatura do Ayton,as coisas podem ficar mais complicadas.
—Agora que o Pedro está sossegando e parece apaixonado,já podemos passar a empresa para as crianças.
—É...quando voltar para Rio vamos agilizar isso!
No dia seguinte, levamos as crianças para um banho de rio, depois, Ítalo e eu os levamos para brincar no caminho antes do almoço. Paramos no boteco e começamos a conversar com os matutos enquanto nossos netos se divertem.
—Aqui nosso voto é do senhor! Já fez muito por essa cidade, empregou todo mundo!
—Na minha casa também, o nosso voto é seu!
—Aquele lá ,nem bem enricou e anda de nariz em pé, usando carrão, todo metido...metido igual a mulher dele!
Não dá cinco minutos,um Jeep para frente ao bar, salta um garotinho mais ou menos da idade dos meus netos e ele, o jegue!
—Dia pra todo mundo! Mas não é seu Tomás! Quanto tempo!
—Oi Ayrton! Realmente, faz muito tempo!
—Não vejo mais o senhor, nem parece que mora aqui...ops esqueci ,mas não mora mesmo!
Ítalo me olha e levanta a sobrancelha,aquilo foi provocação.
—Não moro,mas irei morar em breve! Estou me aposentando da vida corporativa e irei me dedicar a minha amada Levy Gasparian.
—Hum...que, né? Ô Zé! Desce uma pinga da boa, mas aquela que vem da Bahia!
—Aqui só tem cachaça do engenho "Adorável Amor" se quiser...
—Tá bom...desce essa mesmo...
Ele só provoca,mas falar mal da minha cachaça é demais!
—É assim mesmo, Zé! O povo não tá acostumado com coisa boa,fica com medo dos dentes caírem!
Ele vira o copo de uma só vez.
—Deixa eu ir, tenho que visitar as minhas lojas. Danielzinho, vem meu potrinho!
O filho dele é uma graça, a cara da Luiza com olhos azuis.
—Estou sabendo que vai ser pai de novo!
—Terceiro. A segunda é uma menina e agora outro menino. - ele olha para as crianças - Seus netos?
—Sim!
—Estão grandes também, aqueles dois são da Amália,né?
—Sim, Levi e Beatriz.
—Os dois vão com a dona Penha na casa da minha mãe. Eles gostam de brincar com o meu potrinho.
O menino dele chega de mãos dadas com a Bia.
— Pai, eu vou crescer pra casar com ela!
—Que isso menino! Criança não namora! - puxo a Bia pra mim revoltado
—Quando crescer, vovô!
—Chega desse assunto! Vá chamar seu irmão e seus primos pra irmos embora, está na hora do almoço!
Ayrton dá uma risada.
—Se apurrinhe não, doutor! Quem sabe um dia seremos da mesma família?
Ele pega o menino no colo e entra no carro,Ítalo e eu fazemos a mesma coisa com os nossos.
—E aí Tomás? O quê está achando disso?
—Que eu vou ter muita dor de cabeça nessa disputa!
......................
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 72
Comments
Marcilia Sidney
olha pra você entender a história você tem que lê os três livros 📚 são maravilhosos esse que você esta lendo e o último livro dos três
2025-02-09
0
Patrícia Barbosa Ferrari
O Ayrton depois que ficou com uma situação financeira melhor,ficou muito metido
2025-02-09
0
Luzia aparecida Araújo
Eita, vai ser uma disputa acirrada entre Airton e o Tomás! 🤗🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-03-24
0