A vida nunca foi fácil, mas tudo pode mudar Andressa
A vida como sem terra não é fácil, sofremos inúmeras coisas ainda mais quando temos filhos que também sofrem as consequências. Eu não quero criar os meus filhos nessa vida, mas eu não tenho ninguém além do Lino e da Mirna na minha vida e não sei o que será de mim sem eles. Não esperava que o meu bebê nascesse agora porque ainda não estava pronto e jamais imaginei que um desconhecido traria o meu filho ao mundo. Vê o senhor entrando no quarto em que estou me fez sentir algo como um alívio e conforto, mas que deve ter as obrigações dele.
Andressa - O senhor não precisa se sentir preso e obrigado a nada por minha causa.
Augusto - Não me sinto obrigado a nada, as minhas terras estão sendo desocupadas nesse momento, o acampamento está sendo desmontado.
Andressa - Para onde irão, eu preciso saber agora senhor.
Augusto - Pode me chamar de Augusto, não pense nisso agora, você precisa descansar.
Andressa - Augusto eu...
- Não termino de falar quando uma enfermeira adentra o quarto empurrando uma cadeira de rodas.
Enfermeira - Com licença eu vim buscá-la senhora para amamentar o bebê, o doutor falou que não há problemas a senhora amamenta-lo.
Andressa - O meu bebê está bem enfermeira?
Enfermeira - Está sim senhora, ele só precisa pegar um pouco mais de peso, consegue se levantar e sentar nessa cadeira?
Augusto - Eu te ajudo me dá a sua mão.
- Pego em sua mão para que se levante da cama e ao se levantar se desequilibra e se segura em meus braços.
Andressa - Estou tonta.
Enfermeira - Deve está fraca senhora.
Augusto - Eu a coloco na cadeira.
- Pego-a nos braços e a coloco na cadeira de rodas, sinto o cheiro dos seus cabelos adentrar as minhas narinas como uma droga viciante. Após acomoda-la na cadeira eu mesmo a empurro saindo do quarto a caminho da incubadora onde está o bebê quando a enfermeira...
Enfermeira - Os pais precisam ir até aquela sala vestir uma roupa adequada para entrarem no local.
Augusto - Mas eu não...
Enfermeira 2 - Aqui senhor, pode trazer-la.
Augusto - Tudo bem.
- Entramos na sala onde somos vestidos com uma bata, colocamos máscaras, luvas e logo somos levados para o local onde está o menino que logo é tirado do quadrado e colocado nos braços da mãe que começa a amamenta-lo.
Enfermeira 3 - É muito lindo o filho de vocês, ele é forte e saudável apesar de ter nascido antes do tempo necessário.
Andressa - Obrigada, mas ele não...
Augusto - Enfermeira eu preciso que fale com o médico para transferi-los para o setor particular desse hospital, ele já me informou que o bebê ficará mais uns dias aqui, quero o melhor para ele e para ela se caso for ficar aqui mais uns dias também.
Enfermeira 3 - Eu não posso sair daqui, mas vou pedi para outra enfermeira fazer isso.
Andressa - Enfermeira por favor, eu preciso vê a minha filha que está lá fora, nem que seja um poucochinho.
Augusto - Ela está com o meu motorista lá fora.
Enfermeira 3 - Eu vou vê o que faço, mas o máximo que posso fazer é trazer a menina até o vidro, ela não pode entrar aqui.
Andressa - Não tem problema, eu só preciso vê-la.
- A enfermeira somente balança a cabeça positivamente e vai até outra enfermeira falar com ela quando olho para o Augusto e pergunto.
Andressa - Porque fez isso? Nós só daremos trabalho e despesas ao senhor, ele não é o seu filho, eu sou uma qualquer, não tem nenhuma obrigação conosco.
Augusto - Um pouco tarde para dizer isso, e não faço por obrigação, acho que nesse momento eu sou a sua única opção então aceite e pare de se culpar.
- Ela somente me olha sem falar mais nada quando a enfermeira se aproxima de nós.
Enfermeira 3 - O doutor fará como pediu senhor e acomodará sua esposa e filho no setor privado do hospital e a menina será trazida, mas ficará apenas alguns minutos tudo bem?
Augusto - Sem problemas.
- Falo isso olhando para a Andressa que ainda amamenta o filho que me parece bem esfomeado pois suga o bico do seio da mãe como um desesperado me fazendo até sorrir quando a enfermeira pede para olharmos para o vidro pois lá está a Sofia que dá tchau para a mãe que não segura as lágrimas.
Enfermeira 3 - É uma mocinha muito linda, meus parabéns pelos filhos são tão lindos quanto os pais, eu vou olhar os outros bebês, com licença.
Augusto - Obrigado.
- A enfermeira se retira quando olho para a Andressa que ainda chora por vê a filha então pergunto.
Augusto - Porque está chorando? Deveria está feliz por tudo está bem, o seu filho nasceu, a sua filha está ali, não vejo motivos para chorar assim.
Andressa - O senhor não entende, para onde vamos quando sairmos daqui, onde a minha filha ficará enquanto eu estiver aqui?
- Antes mesmo dele responder a enfermeira que me trouxe até aqui se aproxima.
Enfermeira 1 - Com licença, senhor o quarto da sua esposa está pronto, assim que acabar de amamentar será levada para ele assim como o bebê que será transferido para outra incubadora, o neném já tem nome para que seja colocado na prancheta?
Andressa - Eu ainda não escolhi o nome, como não sabia o sexo ainda não pensei no nome.
Augusto - Será Arthur.
Andressa - O quê?
Augusto - Arthur Peixoto Menezes.
Enfermeira 1 - Tudo bem senhor obrigada, com licença.
Augusto - Tem toda.
- A enfermeira mais uma vez se retira quando olhando para a Andressa ela me questiona.
Andressa - O senhor deu o seu sobrenome para o meu filho?
Augusto - O menino precisava de um nome então eu dei e já falei para parar de me chamar de senhor.
- Nesse exato momento o meu celular vibra já que está no silencioso e assim que olho vejo se tratar do meu pai e logo preciso me afastar para atender e explicar tudo...
Continua...
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Atualizado até capítulo 127
Comments
Vilma Alice
Essa família será a redenção do Augusto.
2025-01-25
0
Amélia Rabelo
esse bebezinho nasceu com sorte
2025-01-11
3
Joelma Rocha
Augusto já tomou as rédeas da situação 😘😘😘
2025-04-03
0