Um momento, inesperado, desesperador e nunca vivido antes por Augusto
Não é a primeira vez que as terras da minha família é ocupada por sem terras e todos as vezes conseguimos tirá-los sem violência porque isso só ordeno aos meus homens quando necessário. Me assustei quando vi a quantidade de mulheres e crianças no acampamento do movimento MST e mesmo me surpreendendo com o que vejo não posso deixá-los nas minhas propriedades. Sou um homem consciente e exigente, mas não sou desumano para deixar aquela mulher dá a luz naquele local e assim que a peguei nos braços a levei para o meu carro.
Augusto - Fred dirige para o hospital por favor.
Andressa - Me ajuda senhor, pelo amor de Deus aí.
Augusto - Depressa Fred.
Fred - Calma senhor eu já estou dirigindo, só não posso correr.
Sofia - Tá doendo mamãe?
Andressa - Aí meu Deus, não está na hora, o meu bebê não pode nascer agora ai.
- Tiro a calcinha que está incomodando e abro as pernas já que não sou mãe de primeira viagem, o homem olha para mim e somente me contorço de dor.
Augusto - O que eu faço agora, acelera Fred.
Andressa - O meu bebê não pode nascer agora senhor, ainda não está na hora, ai meu Deus eu não estou aguentando mais aiiiiiiiiii.
Augusto - Fica calma pelo amor de Deus, o que eu faço senhor... Fred para esse carro agora.
- O meu funcionário para o carro assustado olhando para mim logo em seguida.
Augusto - Ele vai nascer Fred, sai daí e me ajuda pelo amor de Deus.
Andressa - Aiiiiiiiiiii, meu Deus me ajuda por favor aiiiiiii.
Sofia - Mamãe, mamãe "uaaaaaaaa"
Augusto - Não chora menina, Fred meu ajuda aqui por favor.
Fred - Eu nunca fiz um parto senhor.
Augusto - Eu também não, mas a criança está nascendo já.
- A mulher grita de dor enquanto se acomoda no banco do carro abrindo ainda mais as pernas e mesmo nunca ter feito um parto vi o da minha filha e sei que o bebê está nascendo porque avisto a cabecinha dele.
Andressa - Aiiiiiiii, ufu ufu aiiiiiiii.
Sofia - Uaaaaaaaaa. "choro"
Augusto - O bebê está nascendo, o que eu faço Fred?
Fred - Faça o parto senhor.
Andressa - Aaaaaaaaa, ufu, ufu aaaaaaaaa.
Augusto - Está nascendo.
Andressa - Aaaaaaaaaaaa.
Augusto - Vai nascer, vai nascer, aí meu Deus.
- O bebê simplesmente nasce as minhas mãos e logo pego o menino que nasceu aos berros aos meus olhos. Vi a minha Rebeca nascer, mas não dessa maneira e olhando para a menina que para de chorar ao vê o bebê o coloco encima da mãe que vai as lágrimas ao pegar o filho.
Augusto - É um menino.
Andressa - Ai meu Deus meu bebê, senhor eu...
Augusto - Vai ficar tudo bem, para o hospital Fred depressa.
- Fred ainda em choque pelo que acabou de presenciar volta a dá partida no carro dirigindo a caminho do hospital e eu somente olho para a mulher com o recém nascido nos braços. Tiro a jaqueta que estou vestido e coloco por cima dos dois enquanto o Fred diminui o ar condicionado do carro.
Andressa - Obrigada senhor.
Augusto - Não me agradeça, vou ligar para o meu capataz e pedi que avise ao seu marido para que vá até o hospital.
Andressa - Eu não tenho marido senhor, não tenho ninguém, só os meus filhos.
Augusto - Como foi parar no acampamento dos sem terra, com essa menina e grávida?
Andressa - O meu marido foi assassinado, eu era bóia fria e como fiquei sem ninguém tive que me juntar ao movimento.
- Respondo enquanto acalento o meu bebê que está quieto nos meus braços e acomodo a minha cabeça no carro porque estou cansada do parto, a minha pequena admira o irmão pegando nos dedinhos dele enquanto olho o homem pegar o celular.
📱Augusto - Como está aí Lúcio?
📲 Lúcio - Ainda estamos negociando a desapropriação das terras.
📱Augusto - Lúcio preciso que comunique a líder do movimento que a mulher já deu a luz.
📲 Lúcio - Já chegou ao hospital Augusto?
📱Augusto - Ainda não Lúcio, avise que quero eles longe das minhas terras o mais rápido possível.
📲 Lúcio - Estamos negociando Augusto, vou comunicar a esposa do líder agora mesmo.
📱Augusto - Obrigado Lúcio, só use a violência se for necessário.
- Encerro a ligação olhando para a mulher e os filhos que estão quietos. Não havia percebido que a mulher é extremamente linda, mas de aparência sofrida e cansada devido a vida. Chegamos ao hospital e o Fred rapidamente chama uma maca para colocar a mulher e o bebê e logo abro a porta para que os maqueiros o faça.
Augusto - Não deu tempo de chegar e ela deu a luz na estrada.
Maqueiro - O senhor precisa ir até a recepção fazer a ficha dela senhor, vamos levá-la para dentro agora.
Augusto - Mas eu não...
- Não consigo terminar de falar quando os maqueiros a levam com o recém nascido na maca e assim que percebo a menina tenta ir com a mãe, mas é impedida por um dos maqueiros então seguro a sua mão.
Sofia - Pra onde levaram a minha mãe tio?
Augusto - Ela e o bebê serão examinados pelo médico agora, você ficará aqui comigo tá bom, vai ficar tudo bem. A menina somente me olha e segura na minha perna.

- Eu permaneço na entrada do hospital porque não tenho documento nenhum da mulher comigo já que sairmos do acampamento as pressas.
Fred - O que pensa em fazer patrão?
Augusto - Eu não tenho ideia Fred, você viu quando ela falou que não tem ninguém.
Sofia - Tio eu tô com fome.
Augusto - Como é o seu nome meu bem?
Sofia - É Sofia.
Augusto - Sofia o Fred irá comprar alguma coisa para você tudo bem?
- A menina sorrir balançando a cabeça positivamente e o Fred vai comprar um lanche para ela quando avisto o carro que veio com os meus peões e logo se aproxima.
Admilson - A esposa do líder mandou as coisas da mulher, os documentos dela e da menina estão aí, isso é tudo que elas tem...
Augusto - Só isso Edmilson?
- Elas duas não tem praticamente nada...
Continua...
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Atualizado até capítulo 127
Comments
Rosangela Barbosa de Araújo Sirva
pois é. antes boia frioa do que nada
2025-01-28
0
Cristiane Pinheiro
É vamos ver no que vai dar
2025-01-24
0
Fatima Gonçalves
COITADA MESMO
2025-03-02
0