Mas um dia nada normal na fazenda Ouro branco que preocupa Augusto
Sou Augusto Menezes, tenho 38 anos sou o mais velho dos filhos dos Menezes, família tradicional e extremamente conhecida e influente na zona rural da cidade de Novo Lindo. Por ser o filho mais velho administro a fazenda junto com o meu pai que já não tem tanto ritmo como antes e isso me torna um homem responsável, importante e rico. Há três anos perdi a minha esposa Clarice e filha Rebeca em um acidente, desde então estou fechado para o amor porque jamais amarei alguém como amei a minha Clarice.
Augusto - Você só pode estar de brincadeira Lúcio, as terras da minha família não.
Lúcio - Infelizmente é verdade Augusto, o MST está acampado nas suas terras há três dias, o Fred e Edmilson estiveram na propriedade vigiando e me confirmaram.
Alaor - Nas minhas terras, eles só podem estar de brincadeira é isso? São uns desocupados e bandidos.
Augusto - Vai com calma pai as coisas não funcionam assim.
Lúcio - O Edmilson falou que há muitas mulheres, crianças, idosos e até gostastes acampados lá.
Augusto - Chame o Fred, o Edmilson e três peões Lúcio, nós vamos até lá agora.
Lúcio - Como quiser Augusto, acho que devemos ir preparados?
Augusto - Mas é claro Lúcio, nós não sabemos o que nos espera.
- O meu capataz concorda e sai de casa para convocar os outros para irmos lá já que iremos precisar deles, quando meu pai me questiona.
Alaor - Eu não posso deixar você ir sozinho até lá Augusto, pode ser perigoso.
Augusto - Só se eu tivesse maluco em deixar o senhor ir comigo pai, não se preocupe que nós resolveremos isso, agora eu preciso ir.
- Falo com o meu pai que é sempre muito preocupado com os filhos e isso de certa maneira é bom porque o torna um paizão. Saio de casa e chegando a área externa encontro os meus peões prontos para irmos até a propriedade invadida pelo MST que vez ou outra invadem as terras de alguns fazendeiros daqui e dessa vez sobrou para as minhas.
Augusto - Fred você tem ideia de quantos são?
Fred - Cerca de oito há nove famílias patrão entre mulheres, crianças, idosos e três ou quatro gestantes.
Augusto - Tudo isso Fred?
Fred - Infelizmente patrão, o líder deles responde pelo nome de Lino e parece que não é tão fácil de convencer.
Lúcio - Precisamos chegar lá com calma Augusto, principalmente por ter mulheres, idosos, crianças e gestantes.
Augusto - Nós iremos com calma Lúcio, o que eu não posso é deixar eles nas minhas terras.
- O Lúcio apenas me olha sério porque sabe que vou expulsar-los das minhas terras porque assim como eu fazendeiros da região sofrem as mesmas invasões de terras e não podemos permitir. Chegamos nas pernas invadidas e avistamos o acampamento do movimento que me parece bem extenso.
Fred - Então patrão foi como eu falei, eles já estão acampados há três dias, são diversas famílias e muitas crianças. O líder deles é aquele ali senhor e ao lado dele é a esposa, eles comandam o movimento.
Lúcio - Devemos falar com eles preparados Augusto?
Augusto - Ainda não Lúcio, vamos com calma, você vem comigo, se por acaso precisarmos vocês se aproximam.
- Os meus homens apenas concordam junto com a Lúcio me aproximo do acampamento e logo o homem que o Fred falou que pode ser o líder pergunta.
Lino - Quem são vocês?
Augusto - Eu sou o dono dessa propriedade e você estão acampando em uma propriedade privada.
Lino - Essa propriedade está desocupada há anos.
Augusto - Engano seu, essa propriedade pertence a minha família e eu tenho como provar, dou 24 horas para desocuparem as minhas terras.
- Falo isso no exato momento em que se aproximam uma mulher segurando a mão de uma criança e logo percebo que está grávida e parece que não está muito bem.
Mirna - Senhor temos muitas mulheres, idosos e crianças aqui, inclusive mulheres grávidas, essa aqui está prestes a dá a luz.
Augusto - Isso não é problema meu, eu quero a minha propriedade desocupada em 24 horas ou eu vou ter que recorrer aos meios legais já que essa propriedade é minha.
Andressa - Mirna eu acho que, aí...
Mirna - O que aconteceu minha filha?
Lúcio - Augusto essa mulher está em trabalho de parto.
Mirna - Não pode ser.
Andressa - Alguém me ajuda pelo amor Deus aiiiii.
Sofia - Está doendo mamãe?
Mirna - Calma minha filha, vamos para a minha...
Augusto - Essa mulher precisa ir para um hospital.
Lúcio - O hospital fica há uma horas de carro Augusto.
Andressa - Aí meu Deus que dor.
Mirna - A bolsa dela rompeu Lino, preciso fazer o parto dela.
Augusto - Você só pode está ficando maluca, essa mulher precisa de um hospital.
Mirna - Eu sou parteira senhor.
Andressa - Pelo amor de Deus me ajuda Mirna aiiiii.
Sofia - Ajuda a minha mamãe tia.
Augusto - Lúcio você fica aí e tire eles das minhas terras, Fred você vem comigo agora.
- Sem perder tempo pego mulher nos braços e caminho até o meu carro, ela precisa de um hospital não pode parir uma criança aqui, a filha dela agarrado na minha cintura entra no carro também e rapidamente o Fred dá partida dirigindo a caminho do hospital local. Não sei o que deu na minha cabeça para fazer isso, mas eu não sou desumano suficiente para deixar essa mulher dar a luz aqui num acampamento de sem terra...
Continua...
Caros leitores vocês que me acompanham há algum tempo sabe que gosto de abordar diversos temas nas minhas obras e nessa especificamente vou abordar sobre o movimento MST.
Espero que entendam que não tem acesso ou conhecimento de nenhum integrante desse tipo movimento, tudo que relatarei nessa obra serão resultados de pesquisas e de algumas coisas do meu entendimento.
Espero que a obra fique ao agrado de vocês porque quem me conhece sabe o quanto me dedico a cada livro escrito a cada capítulo postado e se algo não sair como planejado eu peço que me perdoem e me entendam.
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Atualizado até capítulo 127
Comments
Rosangela Barbosa de Araújo Sirva
e ela vai ficar feliz quando souber q os colegas fotam expulssos???
2025-01-28
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Leni Rocha
Eu particularmente estou amando a história./Drool/
2025-03-07
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Maria Ruth
Comecei a ler hoje 02.01.25 estou gostando 👍
2025-01-02
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