Pov's Natália.
Nova York City
17:45 PM.
Eu não parava de pensar naquelas palavras; o choro descia, enquanto tudo girava ao meu redor. Os carros abuzinavam atrás, e eu ignorava.
Quando atravessei, vinha um veículo em alta velocidade; senti o contato das mãos de alguém me retirando do meio da pista, logo o meu corpo foi arremesado pro chão.
— Você quer morrer, Naty?
Aprofundei o contato visual por alguns segundos, enquanto a minha respiração escapava pesadamente dos meus lábios.
Levantei num pulo.
— Tá me perseguindo é?— o questionei, com os olhos lacrimejados — Saí para lá!— o empurrei. — Seu covarde!— comecei a batê-lo, sem parar.— Seu traidor!— cuspia para fora aquelas palavras, completamente fora de si.— Seu demônio!
— Para Naty!— ele só fazia se defender, com o corpo encolhido.
— JÁ SEI DE TUDO! Júlia é filha dela. Como pôde fazer isso comigo? Como pôde jogar tão sujo no passado?— lhe encarei com nojo. — Que tipo de pastor é você?— com o meu tom carregado de ódio, o confrontei.— Que Deus é esse que tú serve, Justin.— fiz a pergunta e no mesmo instante rebati:— O Deus que eu adoro prega o amor e a bondade ao próximo. O Deus que eu amo, é muito mais do que ter uma bíblia na mão.— joguei a indireta, ao vê-lo segurando o livro sagrado e agindo como um pastor.— Assim como nas igrejas há profetas, existem também aqueles que são falsos profetas.
— Naty...— ele quis argumentar.
— Não encosta em mim!— gritei.— Fica longe de mim, esquece que eu existo.
— Eu errei.— parei os meus passos, assim que ouvi. — Eu fui um moleque— meus olhos inudados de mágoa, percorreu em sentido a sua face.
— Não só um moleque, como também um agressor!— cuspi em alto tom.
— Eu me envergonho daquele dia, Naty.
— Se tivesse vergonha mesmo, se entregaria para polícia. — seus olhos cabisbaixos se ergueram, havendo vestígios de arrependimento. – Cadê o seu caráter? Esqueci que você não tem.
— Naty.— segurou em meu braço.— Sei que desculpa nenhuma vai mudar o que aconteceu, mas eu quero o seu perdão. Me perdoa, vai.— suplicou, e me esquivei do seu toque nojento.
— A palavra de Deus diz: perdoai-vos uns aos outros. Mas eu não consigo! Eu não consigo nem olhar para tua cara, quem dirá te dar perdão.
Saí imediatamente após, o largando plantado. Não lhe dei qualquer resposta, pois tudo que merecia era desprezo.
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Pov's Justin.
Eu machuquei a mulher que eu amava e não sabia o que fazer. Por um ponto ela tinha razão... Deveria parar de ser tão covarde.
Foi aí que resolvi tomar coragem e procurar o departamento policial mais próximo.... Não aguentava mais guardar tantos segredos.
— Quero fazer uma denúncia. — iniciei, diante da presença da autoridade policial.— É sobre um crime que aconteceu há anos atrás em Los Angeles. A minha esposa mandou assassinar os pais— acusei, rodando à aliança em meu dedo.— E eu sou cúmplice nesse crime.— assumi.
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Justin entregou a Hailey, o que acharam?
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Atualizado até capítulo 48
Comments
Mônica Santos
Deus existe
2024-09-24
0
julle
chocada 😲😨😱
2024-09-21
0
Marcelly Maya
agora estou começando a gostar do caráter de Justin
2024-09-16
0