...Lorenzo D'Castelli ...
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A festa já está em pleno vapor quando nos reencontramos: eu, Alex, Matteo, Ísis e suas amigas. O salão, iluminado por lustres majestosos, está lotado de pessoas influentes e bem vestidas, mas meus olhos só conseguem focar em Ísis; ela está absolutamente maravilhosa hoje. Nunca pensei que diria isso, mas depois dessa pequena discussão entre nós, a atmosfera está leve, quase despreocupada, e percebo que, de alguma forma, essa noite está correndo melhor do que eu esperava.
As meninas já começaram a beber ainda mais, e a cada gole, as risadas ficam mais altas e os rostos mais corados. Alana, com sua alegria natural, está praticamente em cima do Matteo, rindo de qualquer coisa que ele diz, e posso ver que meu irmão está se divertindo muito mais do que normalmente faria em eventos desse tipo. Clara, por sua vez, não tira os olhos de Alex, e ele, sempre tão reservado, parece estar mais relaxado do que nunca, algo que nunca vi em todos esses anos trabalhando juntos.
— Essa festa está realmente ótima. — Ísis diz, um pouco trêmula, enquanto termina seu terceiro ou quarto copo de champanhe, não tenho certeza. Ela está claramente mais solta do que o normal, os olhos brilhando e as palavras começando a se embolar.
— Você já bebeu o suficiente? — Pergunto, meio brincando, meio sério. Sinceramente, não sei se estou pronto para lidar com uma Ísis completamente bêbada.
— Relaxa, Lorenzo. — Ela responde, rindo e balançando a cabeça, o cabelo caindo de maneira desordenada sobre os ombros. — É só champanhe. Eu estou bem.
Reviro os olhos, sabendo que isso não vai acabar bem, mas decido deixá-la aproveitar. Afinal, esta noite é para isso.
Enquanto a noite avança, as meninas ficam cada vez mais desinibidas. Alana praticamente se pendura em Matteo, rindo de qualquer coisa que ele diga, enquanto Clara e Alex estão em uma conversa mais profunda, embora os olhares e sorrisos de Clara estejam cada vez mais provocantes.
Eu, por outro lado, fico mais atento. Não estou bebendo tanto, apenas o suficiente para manter as aparências, mas já estou planejando como vou levar Ísis para casa quando isso tudo acabar. E, pelo jeito que as coisas estão indo, acho que não vai demorar muito para que ela precise de ajuda.
— Acho que está na hora de irmos. — Finalmente digo, quando noto que Ísis começa a falar mais devagar e tropeçar em suas próprias palavras.
— Ah, Lorenzo, não precisa... — Ela começa a protestar, mas logo em seguida solta uma risada bêbada, quase caindo em cima de mim. — Ok, talvez seja uma boa ideia.
— Boa ideia, sim. — Concordo, segurando-a firmemente pela cintura para evitar que ela caia de vez.
Os outros pares também começam a se despedir. Matteo, sempre o cavalheiro, já está ajudando Alana a se equilibrar, enquanto Clara, rindo baixinho, se apoia em Alex, que a segura com firmeza.
— Acho que isso é uma boa noite para todos. — Matteo comenta, enquanto nos dirigimos para fora do salão.
Finalmente conseguimos chegar ao meu carro. Os outros meninos devem pegar um motorista, ou sei lá; no momento, só estou me importando com a minha namorada de mentirinha. Eles que se virem. Seguro Ísis enquanto ela tenta encontrar as chaves na bolsa, mas suas mãos estão trêmulas e a bolsa parece um buraco sem fundo. Depois de alguns minutos, percebo que isso não vai funcionar.
— Ísis, cadê suas chaves? — Pergunto, tentando manter a paciência.
Ela franze a testa, parecendo confusa, antes de finalmente desistir e me olhar com olhos marejados.
— Eu... eu não sei. Acho que perdi. — Ela murmura, a voz começando a embargar.
Respiro fundo, tentando não me desesperar.
— Tudo bem. — Digo, tomando a situação nas mãos. — Você vem comigo.
Ela não protesta, o que só mostra o quão bêbada ela realmente está. A conduzo até o meu carro e, antes que eu perceba, estamos a caminho da minha casa. Não posso deixá-la sozinha, sem ter certeza de que está segura.
Quando finalmente chegamos, ajudo Ísis a sair do carro, mas percebo que ela está ainda mais pálida do que antes. Ela se agarra ao meu braço, respirando fundo e parecendo prestes a desmoronar.
— Lorenzo... — Ela sussurra, com os olhos fechados. — Acho que vou vomitar.
— Droga. — Murmuro, rapidamente abrindo a porta da frente e praticamente carregando-a para dentro.
Mal conseguimos entrar quando Ísis coloca a mão na boca, e eu corro para o banheiro com ela. Assim que chegamos lá, ela se ajoelha em frente ao vaso sanitário, e eu seguro seu cabelo castanho para trás enquanto ela vomita. A cena é um caos, mas tento ser o mais tranquilo possível, faço carinho nas costas dela e vou tirando o suor de sua testa, murmurando palavras de conforto que eu nem sabia que tinha em mim.
— Tá tudo bem, só deixa sair... — Digo, tentando acalmá-la. — Respira, vai passar.
Ela finalmente para, ofegante, e me olha com os olhos marejados e cansados.
— Me desculpa... — Ela sussurra, parecendo completamente vulnerável.
— Não precisa se desculpar. — Respondo, sentindo uma estranha necessidade de protegê-la nesse momento. — Vamos te limpar e te colocar na cama, tudo bem?
Ela concorda com a cabeça, e eu a ajudo a se levantar. Levo-a para o quarto de hóspedes, mas antes que ela possa se deitar, percebo que precisa de algo mais confortável para vestir.
— Espera aqui. — Digo, saindo rapidamente para pegar uma camiseta minha.
Quando volto, ela está quase desabando de cansaço, mas ainda consegue me olhar com gratidão enquanto entrego a camiseta.
— Veste isso. Vai se sentir melhor. — Digo, tentando ignorar o jeito como ela me olha, como se eu fosse seu único ponto de apoio no mundo nesse momento.
Ela obedece, trocando o vestido pela minha camiseta larga, e, antes que eu possa sequer pensar em arrumá-la na cama do quarto de hóspedes, ela desaba na minha cama, adormecendo instantaneamente.
Fico parado por um momento, observando-a dormir. Ela parece tão diferente do que normalmente é, tão vulnerável e tranquila. Linda. Mas sei que essa situação é apenas temporária. Amanhã, ela vai voltar a ser a mesma Ísis de sempre, e nós dois teremos que lidar com as consequências dessa noite.
Com um suspiro, pego uma manta e a cubro com cuidado, tentando não pensar demais no que isso tudo significa.
Decido que é melhor dormir no quarto de hóspedes. Enquanto me deito, não consigo evitar o pensamento de que essa noite foi apenas o início de algo que ainda não consigo entender completamente.
E sei que, quando o sol nascer, tudo pode ficar ainda mais complicado. Ísis, Ísis, Ísis... Você é um problemão...
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
essas meninas bebem muito kkkkkkkk
2024-10-21
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