Logo que Frederick entrou no quarto, Beryl lançou-se em seus braços, abraçando-o e até mesmo enrolando suas pernas na cintura dele.
— Não pensei que diria isso, mas que bom te ver senhor sequestrador. — deu-lhe um beijo na bochecha.
Frederick ficou paralisado com essa reação e até mesmo Angela e Rina estavam atônitas com o ocorrido. Frederick reage e afasta o ômega para deixá-lo novamente sobre a cama, sentindo-se meio envergonhado pelo que fez.
— Sabe que, prefiro continuar naquela cela comendo aveia rançosa, não tenho intenção de voltar para a floresta. — senta-se abraçando o travesseiro.
— Vejo que você percebeu que eu não estava brincando quando disse que a floresta é perigosa. — zomba. — Os demônios estão sempre à espreita.
— Deixa os demônios de lado, quase fui devorado por um dodo. Olha minha mãozinha. — mostra as marcas vermelhas que se formaram em seu pulso.
— Dodo? O que é isso? — pergunta confuso.
— Ele se refere a uma ave carnívora. — responde um dos guardas que veio com Frederick. — Pequeno, que bom que acordou.
— Oh! Olá, Jack, espero que os outros estejam bem. —
— Estão sim, pequeno, vou avisar que você acordou. — diz emocionado.
Jack se retira, assim como Rina e Angela, então Frederick se senta na beira da cama segurando a mão do ômega, para examinar as marcas vermelhas em seu pulso, surpreso que a ave não tenha arrancado sua mão ao fechar o bico. Frederick coloca sua mão sobre a ferida e, ao dizer um feitiço, as marcas desaparecem.
— Os cavaleiros disseram que você fez magia, uma que assustou e matou os demônios. — menciona Frederick.
— Sim, algo assim, mas depois desmaiei. Foi por causa da magia? A gente desmaia depois de usá-la? — pergunta.
— Não, mas seu corpo não está acostumado, foi um peso grande para você. Mas é questão de se acostumar. — explica.
— Que complicado, agora não vou poder conquistar os impérios. — infla as bochechas.
— Conquistar impérios? Essa é a ideia mais louca que você já teve até agora. — sorri levemente.
O ômega era sem dúvida alguém divertido, não entendia de onde tirava essas ideias, ou pior, acreditará mesmo que são boas ideias? Conquistar os impérios sozinho não é algo que se possa fazer, mesmo ele sendo um dragão, jamais conseguiria.
— Não zombe, eu poderia conseguir, nunca se sabe. Mas se não posso sair da floresta, como farei? — fica em silêncio por um momento, enquanto se perde em seus pensamentos.
— Melhor descansar e deixar essas ideias de lado. —
Frederick se levanta, chamando Rina para que examine o ômega e pede a Angela que traga uma sopa com raízes de árvore sagrada, isso ajudará o ômega a recuperar a energia que perdeu ao usar magia.
Em seu escritório, Frederick observa o desenho feito por Jack, era o que lembrava do selo que Beryl fez ao atacar os demônios. Frederick passa seu dedo sobre o desenho.
— Um feitiço sagrado, como ele conseguiu aprendê-lo? Ou, quem o ensinou? — pergunta-se.
— Ele passou lendo livros de magia da biblioteca, mas, ainda assim... essa magia... — Jack se preocupa.
— Ninguém mais pode usá-la... a menos que seja um dragão... — diz Frederick.
Esse feitiço, um que apenas os dragões podem fazer, foi criado por seus antepassados para combater os demônios, mas, por mais que os humanos tentassem aprendê-lo, sua mana não era adequada. Os magos mais poderosos recorriam aos dragões para pedir que lhes ensinassem esse feitiço, os dragões aceitavam, mas era impossível para eles invocar um feitiço tão poderoso, por isso, os magos começaram a dizer que os dragões lhes ensinavam um feitiço diferente, porque não queriam que aprendessem dito feitiço, já que isso faria com que os humanos não precisassem mais dos dragões para sua proteção.
Diante disso, roubaram o livro do rei dragão, onde estavam escritos os feitiços que os dragões criavam, mas, ainda assim, os magos não conseguiram fazer nada e os dragões decidiram abandonar os humanos devido à audácia de roubar do rei dragão, levando-os a pensar que os humanos não eram confiáveis e não mereciam sua proteção. Foi assim que os dragões deixaram de ser vistos no mundo, com exceção de alguns poucos que viviam isolados, como Frederick.
Para Frederick era estranho que um humano tivesse conseguido fazer esse feitiço, mas explicaria porque sua energia se esgotou e terminou inconsciente.
— Jack, investigue sobre a família da mãe do ômega, deve haver algo nele que lhe permite usar esse feitiço. —
Jack concorda com a cabeça e se retira para cumprir com a ordem do dragão. Frederick fica pensativo, talvez o ômega seja uma mistura de dragão e humano, ele ouviu falar de dragões que se uniram a humanos, talvez sua mãe fosse uma dragão fêmea ou o antepassado da mãe poderia ser, talvez por isso ele seja capaz de usar esse feitiço, é a única coisa que ele pode pensar, que nas veias desse ômega anão, corre sangue de dragão.
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Atualizado até capítulo 47
Comments
zè do fumo
ja ta com a sindrome de estolcomo
2025-01-20
1
Ana Lúcia
wou meu bebê e um dragãonzinho kkk
2025-02-05
0