Capítulo 8

— Ômega encarcerado, ômega malvado, cometeu um crime no passado, ômega quer liberdade, não pode mais tê-la, porque é um ômegaaaa~ da prisão. — uiva.

— Cale a boca, são três da manhã e você não deixa ninguém dormir. — grita o prisioneiro ao lado.

— Cale a boca, sua cadela maldita. — grita outro.

— Venham me calar se puderem, ratos imundos... ops, não podem, porque estão presos como eu. — Solta uma gargalhada.

E assim começa a confusão nas masmorras no meio da noite, todos gritando e insultando uns aos outros, enquanto Beryl continua cantando. Na manhã seguinte, os guardas informam Frederick sobre o ocorrido durante a noite e, mesmo agora, Beryl está discutindo com os prisioneiros.

— Podem tirá-lo de lá. — ele ordena.

Ele nunca imaginou que um único ômega seria uma dor de cabeça tão grande.

— Sabe, Majestade, talvez já esteja na hora de você arranjar uma esposa, e o jovem Beryl é um ômega muito bonito. — sugere Rina enquanto lhe serve chá.

— Casar com ele? Você deve estar brincando, Rina. De qualquer forma, se eu quisesse me casar, não seria com ele. — ele reclama.

— Por que não? Eu gosto dele, os cavaleiros gostam dele, e os criados também. Acho que, se ele for embora, todos sentiremos falta de sua alegria pelo castelo. — expressa Rina.

— O que esse ômega tem que todos gostam? Pelo menos vocês, porque sua família não. — Ele mostra um documento a Rina.

É um relatório sobre a vida de Beryl. O espião relata que Beryl é filho ilegítimo do Conde Farreli, nascido de um caso com uma criada. Mas quando ela morreu, Beryl ficou sob os cuidados do Conde. Obviamente, a esposa sabia que ele era filho do marido, por isso o tratava como um servo. O Conde não se importava, nem mesmo dizia nada quando a Condessa castigava o pequeno Beryl fisicamente, golpeando-o nas costas com uma vara de madeira. Algumas vezes, o irmão da Condessa foi visto tentando abusar de Beryl, mas ele era salvo por uma criada que era a única que o tratava bem. Mas essa mulher faleceu há um mês e, como a filha da Condessa havia iniciado um caso com o Príncipe Herdeiro, eles decidiram entregar Beryl como um substituto. Rina parecia triste ao terminar de ler as informações.

— Faz sentido que ele não queira ser um servo, ele viveu assim a vida inteira e isso não lhe traz boas lembranças. — menciona Rina.

— Mesmo assim, deixá-lo ficar aqui sem fazer nada… —

— Não me importo, Majestade. Eu escolhi ser uma criada neste castelo, minhas ancestrais escolheram ir embora. Não acho que haja nada de errado em deixar este jovem ficar. — responde Rina.

— Não me parece justo, e não acho que ele possa trabalhar como meu assistente. Ele não teve a oportunidade de estudar. —

— Majestade… — Rina suspira. — Você tem a palavra final.

Rina se retira para deixar Frederick trabalhar. Embora ela tenha ficado para trabalhar como criada, sua vida tem sido boa. Além disso, ela teve uma boa infância, pois não foram seus pais que a entregaram como um sacrifício. Ela foi escolhida pelo templo, e seus pais foram espancados quase até a morte quando se recusaram a deixá-la ser levada. O dragão fez contato com eles e por isso Rina teve a oportunidade de ir embora, mas ela quis ficar e trabalhar. Seus pais estavam doentes por causa do que havia acontecido, e ela cuidou deles em uma pequena cabana dentro das muralhas do castelo até que faleceram de velhice. Mas com Beryl tudo era diferente; ele foi maltratado desde criança. Faz sentido que ele não queira continuar vivendo como um servo, porque isso lhe traz más lembranças.

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Beryl finalmente recuperou sua liberdade, embora nunca se esquecesse do quão mau anfitrião aquele dragão era, prendendo-o com aquela corja de delinquentes. Ele, o ômega mais bonito do mundo! Isso ele não perdoaria. Ele havia decidido, ele sairia daquele castelo, conquistaria reinos e, quando fosse poderoso, retornaria para se vingar. Sim, era isso que ele faria. Mas ele não revelaria seus planos. Ele bateu na porta do escritório do dragão e, ao receber permissão para entrar, assim o fez. Frederick pode notar que o ômega estava chateado, ele presume que uma noite na masmorra não foi do seu agrado.

— Eu vou embora. Decidi que quero ver o mundo, não viverei como um servo e prisioneiro. Serviço péssimo, a aveia estava velha. — ele franze os lábios.

Frederick fica surpreso com a decisão, ele pensou que ele continuaria insistindo em ficar sem fazer nada.

— Viajar? Isso é muito mais perigoso para um ômega. Você não tem escolta, será um alvo fácil. — responde Frederick.

— Eu me viro, mas viver em uma masmorra não é para mim, aqueles prisioneiros são escandalosos. — ele reclama.

— Acho que foi o contrário. Enfim, se você decidir ir, posso te dar uma quantia em ouro, vai depender de você como usá-lo, mas não será fácil para você. — ele acrescenta novamente.

— Sim, eu já entendi, que sendo um ômega eu corro perigo, você repete tanto… — ele sorri ironicamente. — Você não está gostando de mim e não quer que eu vá? Kkkkk… — ele ri.

Frederick apenas revira os olhos para o comentário dele.

— Só estou te mostrando a realidade do mundo. Mas se essa é sua decisão… — Ele abre uma gaveta e tira uma pequena caixa, que coloca sobre a mesa. — Aqui tem ouro suficiente para você conseguir uma casa pequena e poderá usá-lo para abrir um negócio que o ajude a sobreviver.

— Bem. — Ele pega a caixa. — Agradeço, Sr. Dragão. Agora, se me permite, vou fazer as malas. —

Ele se vira para sair do escritório. Para Frederick, tudo tinha sido estranho, o ômega estava muito quieto e, nas vezes em que conversou com ele, era muito falante. Seria melhor vigiá-lo, ele estava tramando alguma coisa e, por isso, estava tão tranquilo.

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No dia seguinte, ele preparou uma pequena bolsa com as poucas mudas de roupa que Rina havia lhe dado e escondeu sua caixa de ouro entre elas. Rina ainda insistia que ele deveria pensar melhor, ele não podia ir sozinho, era perigoso, a floresta era extensa e ele não podia dormir lá, os demônios poderiam atacá-lo. Mas Beryl não pensava em mudar de ideia, então ele subiu na carruagem que havia sido preparada para levá-lo à aldeia com alguns guardas. E embora os cavaleiros do castelo fossem bem treinados, Rina ainda estava preocupada; os demônios saíam à noite e eram perigosos.

— Rina, agradeço por ter me ajudado, e você também, Angela. Vocês me trataram muito bem nestes dias. — Ele faz uma reverência.

Angela estava triste, ela havia se acostumado com a presença do ômega, era divertido conversar com ele, era uma pena que ele tivesse decidido ir embora.

— Jovem Beryl, se você sentir que a aldeia é perigosa, por favor, volte. — implora Angela.

— Jovem Beryl. — Ela lhe entrega um bilhete e um envelope. — Vá até este endereço e entregue esta carta, esta pessoa irá ajudá-lo. — Rina queria que o ômega estivesse seguro.

— Tudo bem, agradeço a vocês duas. Espero vê-las em breve. — Ele olha para trás das moças. — Você não. — Ele aponta para Frederick.

Frederick apenas revira os olhos, aquele ômega era muito dramático.

— Pelo menos agradeça por salvar sua vida, você não está mais nas mãos daquela família. — ele responde.

— Na verdade, eu já estava planejando escapar, mas aquela idiota da minha meia-irmã estragou tudo. — Ele não conseguia descrever o quanto queria se vingar.

Quando ele fosse rico, enviaria uma mulher sensual para seduzir o príncipe para arruinar seu casamento, sim, era isso que ele faria. Ele subiu na carruagem e eles partiram. Rina e Angela voltam ao trabalho, embora sentissem falta do ômega. Por outro lado, Frederick apenas observa a carruagem se afastar.

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Comments

zè do fumo

zè do fumo

os prisioneiros não gostam dele

2025-01-20

1

Ana Lúcia

Ana Lúcia

😂😂😂😂😂😂😂

2025-02-20

0

Ana Lúcia

Ana Lúcia

abusado kkkkkkkkk

2025-02-05

0

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