Capítulo 3

Por mais que se esforce, não consegue dormir e não entende o que está acontecendo. Então, levanta-se e sai do quarto com muito cuidado, ainda era madrugada e parecia que nem havia guardas, o que era perfeito para escapar. Caminha pelos corredores até finalmente chegar à cozinha, onde vê que há uma porta que dá para a parte traseira do castelo, assim, sai com muito cuidado e corre até chegar aos muros, que eram altos, portanto, seria complicado escalar, especialmente com esse corpo fraco que tem. Busca uma árvore, mas esta estava muito longe, então tenta subir pelas videiras, por sorte são resistentes, sobe, mas ao chegar ao topo, só havia escuridão, mal se podiam distinguir as árvores da floresta.

— se sair, os demônios tomarão sua alma, pequeno rato rosa. —

Beryl sente um arrepio ao escutar aquela voz profunda e com um toque de sensualidade, ao virar-se, mal pode perceber que se trata de um homem alto e aparentemente atraente, que estava de pé sobre o muro e seus olhos brilhavam na escuridão.

Beryl rasteja para trás, mas escorrega e cai do muro, soltando um grito de menina, mas, justo quando acreditou que se quebraria a alma, seu corpo se sente flutuar, percebendo que estava quase flutuando e cai suavemente na grama, os guardas do palácio o agarram pelos braços e o arrastam de volta para o palácio.

— soltem-me, montes... eu não serei comida de dragão, sou muito jovem e bonito... e não acho que ele goste de chiclete, meu sabor é amargo — grita enquanto se debate.

No fim, foi trancado no quarto e continuou gritando até adormecer encolhido no tapete. Na manhã seguinte, alguém bate e, ainda sonolento, dá permissão para entrar, vendo que é a camareira-mor, que se apresenta como Rina, a chefe das camareiras e que o senhor do castelo pediu para cuidar dele e explicar tudo, o que deixa Beryl confuso.

Rina conta que ela, assim como Beryl, foi uma das moças entregues como sacrifício, isso foi há 20 anos e desde então, ela tem vivido nesse castelo como camareira, Rina conta que o dragão não as assassina como se diz no reino, simplesmente as traz ao castelo e lhes dá duas opções, ir embora ou ficar para trabalhar no lugar, algumas escolheram ir, então o dragão lhes dá ouro e as leva a um lugar onde possam viver em paz e começar um negócio que as ajude a sobreviver.

— espere, se não as assassina, por que pede um sacrifício? Isso não é ilógico? — cruza os braços.

— Sua majestade nunca pediu nada, é algo que o reino inventou, o templo disse que para a proteção era necessário um sacrifício... — Rina abaixa o olhar.

Ela continua relatando, que a primeira vez, há mais de 100 anos, para oferecer o sacrifício, o dragão viu como a jovem escolhida foi assassinada nas portas do castelo, enquanto o sacerdote falava dizendo que o sangue da virgem era para o dragão, pois pediam sua proteção, mas, ao ver que isso não funcionou e não tiveram resposta, levaram mais moças e justo antes de que essas fossem assassinadas, o dragão os deteve, dizendo que não protegerá um reino que derrama o sangue das jovens inocentes e que inclusive queimaria o povoado, ao que o sacerdote suplica que os perdoe e que os proteja.

O dragão os ignora e se afasta. Pouco depois, um servo do dragão conta que aquelas jovens que não foram sacrificadas, foram vendidas como escravas e quase todas morreram nas mãos de seus compradores, além de que o templo já estava planejando sacrificar mais mulheres virgens, desta vez na floresta para que os demônios tomassem suas almas e não atacassem seu reino, o pior de tudo, é que o rei estava de acordo com isso.

Após saber disso, o dragão chegou até aquele penhasco, onde as jovens estavam por ser assassinadas e ordenou que parassem, salvando assim as moças e as levou consigo. Mas isso não acabou aí, o templo tentou novamente o sacrifício, estavam desesperados por não poderem se defender dos demônios, então o dragão propôs um acordo, entregar-lhe uma jovem virgem, para consumir seu mana e assim protegê-los dos demônios. Assim, a cada dez anos, uma jovem é entregue ao dragão, mas este, tal como disse antes, as deixa ir ou ficam como pessoal do palácio.

— esse templo apenas busca qualquer desculpa para fazer sacrifícios. — murmura.

Embora estivesse surpreso ao saber a verdade por trás dos sacrifícios, algo que jamais foi dito na história, pelo qual, os ineptos protagonistas, assassinaram um ser inocente.

— então, você será livre para ir ou ficar. O senhor voltará em breve, então poderá informar sua decisão. Enquanto isso, pode dispor de tudo neste castelo. — informa Rina.

— de tudo? Há ouro? — esfrega as mãos como mosca.

— o ouro não está à sua disposição, refiro-me à comida, roupas e outras coisas. — Responde Rina.

— ah não, então qual é a graça. Bem, então, posso sair para caminhar? — pergunta.

— sim, apenas não saia dos muros, os demônios rondam pela floresta. Uma camareira o acompanhará. —

Rina chama uma garota um pouco mais jovem que ela, que se apresenta como Angela. Beryl cumprimenta e sai do quarto para explorar o lugar, era um castelo bastante grande, sente que se quisesse explorar todo o edifício, levaria pelo menos uma semana. Angela o guia ao jardim, este era bastante bonito, nem parecia que estava no meio da floresta.

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Comments

caroline souza

caroline souza

Então o dragão é bonzinho e meigo ,😍

2025-01-31

0

Ana Lúcia

Ana Lúcia

kkkkkkkkk

2025-03-01

0

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