Capítulo 4

Beryl caminha pelo jardim, sendo seguido de perto por Angela, ao parar em frente ao muro, observa o lugar e se lembra daquele homem que viu na noite passada, quem era?, talvez fosse um dos guardas, bom, isso não importa, o que importa é pensar no que fará, será que o dragão o deixaria ir?, se sim, para onde ele iria? Ele é apenas um ômega sem família e também fracote, seus braços parecem um par de fios de espagete, por pura sorte não foi espremido como um tomate maduro quando o dragão o agarrou em suas garras.

Ele solta um longo suspiro.

— Senhorita Angela, quais as chances de um ômega sobreviver sozinho? — pergunta curioso.

— Sendo sincera, não muitas, os ômegas às vezes são atacados, especialmente quando estão no cio, que é quando são vulneráveis. — explica.

É verdade, ele tinha esquecido desse detalhe, os ômegas têm um período de cio que dura três dias e costuma ocorrer a cada três meses, durante esse tempo, eles emitem seus feromônios e são alvo fácil para abusadores. Se ele saísse daquele castelo, correria perigo, pois mesmo que pudesse abrir um negócio, ele ainda seria um ômega, e o pior de tudo, é que ele tem um corpo fraco. Talvez ele devesse ficar e aproveitar para pedir aos guardas do castelo que o treinem, talvez assim ele pudesse ficar forte.

— A magia, todos nós possuímos magia?, você sabe, por causa da mana...— pergunta curioso.

— Você realmente não sabe?, Rina disse que você é um ômega nobre, essa informação deveria ser ensinada pelos professores.— menciona curiosa Angela.

— Sou um filho bastardo, fui tratado como um servo, não sei nada sobre isso. Se você sabe, eu agradeceria a informação. — ele a olha com olhos de gatinho pidão.

— Hum!, todos nós temos mana, é só uma questão de treinar para poder fazer magia, embora nem todos consigam. Eu só sei alguns feitiços de cura. — explica.

— Oh! Isso é útil, não é? O que mais pode ser feito? — a curiosidade o picou.

— Se você praticar, pode aprender vários feitiços, tanto de ataque quanto de defesa. Venha. — a garota faz um sinal para ele.

Depois de caminhar por alguns minutos, eles chegam a uma biblioteca e Angela procura por alguns livros.

— Você sabe ler?, se não, eu posso ler para você. — ela mostra um livro.

Ele não sabe, então pega o livro e o abre, observando o conteúdo, as letras eram muito diferentes, mas ele conseguia entendê-las, então acena com a cabeça.

— Sei ler um pouco. Com isso eu posso aprender? — pergunta.

— Sim, você só precisa saber como os feitiços funcionam, leia o quanto quiser e depois você pode praticar. —

Beryl agradece por Angela ser gentil, pois ela está sendo de grande ajuda, ele reencarnou há pouco tempo e ignora muitas coisas.

Angela recomenda que ele vá para a sala de leitura que fica ao lado da biblioteca, lá há grandes janelas que o ajudam a ter uma luz melhor e ninguém pode incomodá-lo, pois ela viu que outros servos entraram para limpar as estantes. Beryl concorda, mas ao entrar, uma jovem de cabelos escuros e olhos castanhos estava naquele local, ela parece jovem e elegante, como uma dama da sociedade.

A garota, ao ver Angela e depois Beryl, franze os lábios, parecendo descontente com a presença de ambos.

— O que estão fazendo aqui?, os servos não têm permissão para entrar nesta sala. — expressa com raiva.

— O jovem não é um servo e veio ler, até onde eu sei, a sala não é privada e você não é a dona. — reclama Angela.

Beryl apenas fica atrás da criada, carregando alguns livros, embora não saiba bem o que está acontecendo.

— Sou a esposa do senhor deste castelo, você me deve respeito, uma serva não pode ser arrogante com sua senhora. — a jovem parece chateada.

— Esposa?, a cerimônia nem é válida e, mesmo que fosse, você está diante da atual esposa do senhor. — aponta para Beryl.

— O quê?, não, eu não sou...—

— Que bobagem, eu jamais tomaria um ômega sujo como esposa, eu sou a esposa, sou eu quem possui os privilégios de senhora da casa, agora saiam daqui e expulsem esse ômega do meu castelo. — ordena furiosa.

— Bem, vamos ver o que o senhor tem a dizer sobre isso. —

Angela pede a Beryl que a siga, eles irão para outro lugar, mas enquanto caminham, era óbvio que Angela estava furiosa.

— Q-quem era ela?, ela é realmente a esposa? — pergunta Beryl.

— Ela foi o sacrifício há dez anos, ela tinha quinze anos, o senhor permitiu que ela ficasse porque ela parecia tão miserável, mas agora, ela está tomando liberdades e pensa que é a senhora da casa porque o senhor lhe deu o trabalho de ser sua assistente. — explica Angela.

— Hmm...e ela me chamou de ômega sujo... — ele franze os lábios. — ela ainda vai ver o que este ômega sujo pode fazer.

Se há algo que ele mantém de sua vida anterior, é seu rancor. Angela o leva para a estufa, onde ele poderia ler livremente, lá, ela aponta para as cortinas, dizendo que atrás delas há um sofá, onde ele pode se sentar à vontade, enquanto isso, ela vai buscar alguns petiscos. Beryl deixa os livros sobre a mesa de chá que está por perto para explorar o local, era um lugar bastante grande, ao ver que há uma espécie de cortinas, ele se aproxima e as abre, encontrando um jovem atraente recostado em um sofá elegante. O rapaz tinha cabelos ruivos e vestia-se de forma elegante, mais do que um guarda, parecia uma espécie de príncipe.

***

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Comments

Ana Lúcia

Ana Lúcia

como você se vê Beryl kkkmkkkkkk braços de espaguete kkkkk

2025-03-01

0

caroline souza

caroline souza

bebê encontrou sua megera kkkkk

2025-01-31

0

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