Quando estava a ser tratada pelo Dani, Nana sentiu uma certa dor nos seios. Pensou que talvez o seu período estivesse para chegar, mas só tinham passado cinco dias desde o último. Não era possível que viesse duas vezes num mês. Como a dor era suportável, Nana não se importou muito. Estava mais preocupada com o arranhão na testa; se ficasse uma marca, seria um problema, pois a sua beleza seria afetada. Nana não queria que o título de "flor da aldeia" fosse dado a outra pessoa; ela realmente não suportaria isso.
Dani estava a limpar cuidadosamente o arranhão de Nana, furioso com a Nani por ter tentado magoar o rosto bonito de Nana. Ameaçou que se vingaria, fazendo Nani sofrer mais do que agora. A relação entre as irmãs nunca foi boa por causa da aparência. Nana costumava insultar a irmã por causa da sua pele escura e cabelo encaracolado, o que magoava muito Nani. Se Nana nunca a tivesse provocado assim, talvez elas não fossem tão inimigas. Mas Nana, que se achava bonita, tornou-se arrogante, insultando os outros como lhe apetecia.
"Da próxima vez, não briguem tanto assim", aconselhou Dani.
"Você não viu? Foi a Nani quem tentou me machucar!", disse Nana furiosa.
"Sim, mas você não deve provocá-la o tempo todo. Tenha pena da Nani", aconselhou Dani.
"Por que você está defendendo aquela feiosa?!", perguntou Nana, irritada.
"Não fale assim da sua irmã, Nana! Seja como for, ela é sua irmã. Você só teve a sorte de nascer bonita", disse Dani, que era guarda-costas e primo de Nana, ousando repreendê-la.
"A culpa é dela por não ter nascido bonita", Nana continuou furiosa.
"Você pediu para nascer assim tão bonita? Ninguém quer nascer feio, Na", disse Dani, muito paciente com Nana.
A jovem revirou os olhos, irritada por Dani parecer defender Nani. Afinal, ela era feia e não merecia ser defendida. O coração de Nana estava cheio de raiva por ainda haver quem defendesse a sua irmã. Foi então que, enquanto estava a ferver em fúria, Nana sentiu novamente uma dor nos seus seios fartos. Dani fingiu não reparar quando Nana os massajou com a mão.
"Vou descansar um pouco", disse Nana, entrando apressadamente em casa.
Nana entrou no quarto massajando suavemente os seios doloridos. Estava muito estranho, pois não era normal sentir essa dor, exceto quando estava prestes a menstruar, mas só tinham passado cinco dias desde a última vez. Ela ignorou a dor e fechou os olhos, tentando esquecer a fúria que sentia.
Enquanto isso, Nani estava a enfrentar o seu pai. A jovem chorava e sentia-se muito injustiçada. O Sr. Irwin estava a dizer que ela estava assim porque tinha inveja da beleza de Nana.
"Eu tenho inveja dela! Mas tenho inveja porque ela está sempre a insultar-me!", gritou Nani.
"Cuidado com o que diz, Nani!", gritou o Sr. Irwin.
"Porque sou feia? A Nana não precisa de ter cuidado com o que diz porque é bonita, certo? Alguma vez o pai se preocupou comigo, que sou constantemente insultada pela Nana?", perguntou Nani, sentindo o coração apertado.
"Meu Deus!"
O Sr. Irwin passou a mão pelo rosto, frustrado com o comportamento das filhas. Não podia defender nenhuma delas, pois ambas eram suas filhas. Ele também compreendia os sentimentos de Nani.
"Se eu pudesse escolher, preferia não ter nascido", disse Nani, com tristeza, antes de sair.
"Pai não está a tentar colocar-te contra a parede, Nani", tentou explicar o Sr. Irwin.
"Defenda a sua filha bonita. Eu não sirvo para nada", disse Nani, afastando a mão do pai.
Nani entrou no quarto e começou a arrumar as suas roupas numa mala, decidida a ir-se embora. Iria fazê-lo naquela mesma noite para que a sua mãe, Asih, não soubesse, pois esta ficaria histérica se descobrisse. A sua família era grande naquela aldeia, por isso Nani não se importava para onde ir. Tinha uma tia, irmã da sua mãe, que gostava muito dela, pois sabia que a sua sobrinha mais nova era frequentemente insultada pela irmã mais velha e arrogante.
"Nani, para onde vais a esta hora?", perguntou Dani, ao ver Nani sair.
"Vou-me embora!", respondeu Nani.
"Não sejas precipitada. Deixa a Nana dizer o que quiser! Ela é assim. Tens de ser paciente", disse Dani, tentando convencê-la a ficar.
"Eu sei que você é nosso primo, Dani! E também sei que és homem. Diz-me para ser paciente porque estás a defender a Nana. Porquê? Porque ela é bonita!", disse Nani, furiosa.
"Não é por isso. Eu também me preocupo contigo", disse Dani, honestamente.
"Já não aguento mais. Ela sempre me insultou por eu ser feia e negra", disse Nani, enxugando as lágrimas que lhe corriam pelo rosto.
"Não fiques assim. A tua tia vai ficar preocupada", disse Dani.
Nani deu um sorriso amargo. Mais uma vez, era ela quem estava errada e a quem pediam para ser compreensiva, independentemente da crueldade dos insultos de Nana, que a magoavam profundamente. Nani estava muito magoada, mas todos pareciam querer que ela se sujeitasse e aceitasse os insultos da irmã.
"Não me julgues sem saber o que é viver como eu! Quero ver-te no meu lugar, a ver se consegues ser tão forte", disse Nani, em voz baixa, antes de se afastar com a sua mala.
Dani observou Nani afastar-se. Suspirando profundamente por duas vezes, decidiu segui-la. Já era noite e não seria seguro para ela ir sozinha. Nani estava a ir para casa da sua tia Las, irmã da sua mãe.
"Meu Deus, menina! O que aconteceu?", perguntou a tia Las, ao ver a sobrinha a chorar.
"Quero ficar a viver consigo, tia", disse Nani, com a voz embaraçada.
"Entra. Já chega de chorar", disse a tia Las, convidando Nani a entrar.
Ao ver Nani entrar em casa da sua mãe, Dani regressou imediatamente a casa do Sr. Irwin, onde ele dormia. A casa de Nani ficava apenas a dez minutos a pé da casa da tia Las.
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Atualizado até capítulo 128
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