nova vida

Mudar para o interior não estava nos meus planos iniciais, mas ver nossa fortuna se desfazer foi o começo de tudo, tentei reverter a situação algumas vezes, o que não contei para a Suzie que foi seu irmão quem fez o rombo, tirou dinheiro de nossas contas pessoais e também da empresa, ela morreria de desgosto só em saber que ele sumiu com parte dos valores que lhe era indevido, a primeira impressão da cidade foi que teríamos sucesso logo, pois era uma terra promissora, quando avistamos os campos cobertos por lavanda e outras coisas, os animais, que as outras propriedades não tinham isso, vi que tinha feito a escolha certa, Liz não ficou feliz e George ficou muito, apesar da cara de lugar mal-assombrado que ficou a noite aqui.

Teremos um longo dia amanhã, a parte externa da casa precisa de vários reparos, pelo menos aqui dentro mantiveram em bom estado- falou Suzie me abraçando, era estranho estar em outra casa, mas se estivéssemos juntos seria a nossa casa.

 Acordamos com um som de galinhas cantando e a sensação foi boa, levantamos e minha esposa foi fazer um café, Liz já estava de pé se arrumando, pois a levaria na escola local para matricular ela, tinha muito serviço, arrumar trabalhadores locais para a colheita.

Onde está George? - falou Liz e a mãe me pediu que fosse ao quarto chamar ele.

Cheguei no quarto e ele não estava, no mínimo foi explorar a propriedade e eu já sabia inclusive onde ele estava.

George não está no quarto, ele deve ter ido ver os animais- falei.

Não é perigoso? - sua mãe questionou preocupada.

Estou indo procurar, não se preocupe, vamos até a escola e na volta já trago as coisas para os reparos, se vier alguém para trabalhar na colheita peça que me aguarde- falei e ela assentiu, sai de dentro da casa e aproveitei para ver tudo que precisava trazer da cidade, desde pregos, tintas, telhas, sementes e essas coisas não tem necessidade, nós temos alguns animais e preciso vistoriar a alimentação e remédio de cada um, a ida até lá é longe então preciso trazer tudo de uma vez só.

Um bom corte de grama e pintura, trocar algumas janelas e lavar essa calçada é o suficiente- falou um homem que se aproximou.

Você é?- perguntei.

Robert, sou quem fez a manutenção da casa nos últimos anos, estava a serviço da prefeitura já que os últimos moradores não apareceram depois da primeira noite- ele disse.

Ótimo, se quiser trabalhar comigo será bem-vindo, mas não responderá mais à prefeitura e sim a mim- falei e ele assentiu.

O menino loirinho foi brincar, ele é curioso, está todo animado na casa da árvore- ele disse e me dirigi até lá.

George, filho- chamei lá embaixo e ele apareceu na janela, Robert que estava do meu lado disse:

Essa casa na árvore foi feita a anos, fiz a reforma dela toda a quatro meses apenas, ele tem um bom lugar para brincar.

Vou subir aí para conhecer sua nova casa filho- falei e ele negou.

Não papai, aqui é para mim e meus amiguinhos, proibido papais- ele disse e sorri, ver meu filho com a imaginação a mil era bom, ele desceu a escada e me deu a mão.

Vamos na cidade com o papai e o nosso novo amigo Robert?- falei e ele sorriu, então correu para tomar café e logo saímos de casa.

Fui até a escola e deixei Liz lá, minha filha era rebelde, mas, no fundo, uma boa menina, tinha meu sangue quente, então não poderia culpar ela por ser bocuda.

Se sua filha se manter assim revoltada não será aceita- disse Robert e assenti, mas ela aceitaria logo eu esperava isso.

Suzie fez alguns cartazes falando da oportunidade de vaga na colheita e Robert fez as colagens enquanto eu ia comprar as coisas.

Bom dia! Quero comida para cavalo e boi- falei entrando na loja e vendo todos os olhares caírem sobre mim.

Novo na cidade? - perguntou o senhor e assenti.

Mudei para a Blood oak, começamos os preparos hoje, estamos a procura de trabalhadores também para a colheita, conhece alguém?- falei e ele me olhou sério.

Não conheço ninguém louco o suficiente, a fazenda é amaldiçoada, quer um conselho? Tire sua família de lá- ele disse e bufei.

Claro, a única propriedade que dá lucros nesta cidade, a única terra fértil, eu já entendi o que querem fazer, não vou abdicar dela não- respondo pegando o dinheiro e pagando, logo levam no carro as coisas que vim comprar e me despeso indo para a prefeitura.

Chegando na prefeitura que era logo ao lado sou direto, peço o contato dos homens que fizeram a primeira parte da colheita, e aviso o preço que quero pela próxima parte dela, não venderei tudo, pois fazer os perfumes será o próximo investimento, agradeço e sob o olhar de reprovação deles saio dali.

Quando chego em casa começo com Robert e Suzie a ligar para os números, incrivelmente dos 50 números apenas três aceitam participar da colheita, os outros números não aceitam ou dão assunto, ao saber de onde é desligam imediatamente.

Já vi que teremos um longo caminho- afirma Suzie servindo um café para nós.

__ Não vamos ter medo, tenho os maquinários e faremos dar certo, agora vamos nos preocupar com a adaptação e iniciar a pintura e reforma aqui na fachada- falei e ela concordou, George ao chegar foi brincar na casa da árvore, ao ver que não tinha perigo deixamos e focamos somente ali.

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Comments

Márcia Jungken

Márcia Jungken

esse Robert é suspeito, já que todos fugiram e só ele ficou na fazenda 🤔🤔

2025-03-08

0

Cecilia geralda Geralda ramos

Cecilia geralda Geralda ramos

que amiguinhos eh/Frown/

2025-01-25

1

Rute Almeida

Rute Almeida

É PQ VCS SÃO BURROS VEI

2025-01-20

0

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