Adams: Vou por trabalho, chego lá e o John vem falar comigo!
John: Cara, eu já iria te ligar, eu achei que você não iria vir, hoje está em lua de mel, temos um problema em uma das fábricas de Londres, parece que o lote de comida foi feito nessa filial. Algumas pessoas passaram mal, umas chegaram até ser hospitalizadas, a vigilância sanitária já até interditou a fábrica.
Adams: Não fode John mais, que você já sabe que meu casamento é de fachada. O que você está me falando é muito grave. Você já entrou em contato com os familiares das vítimas, quero que todo o custo do hospital seja por conta da empresa.
John: Eu vou providenciar essa questão, você vai ter de ir para lá, você sabe.
Adams: Sim, obrigada, irmão, você vai comigo, preciso do meu advogado, vou pedir à secretaria para deixar tudo ponto para nossa ida à noite.
Mary: Fico o dia todo em casa sem fazer nada, amanhã e domingo vou ficar longe do Adams, provavelmente ele não deve trabalhar.
Berenice: Mary, sua coisa chegou, vou pedir para arrumar no closet.
Mary: Não é necessário eu mesmo arrumar, pois preciso saber onde fica cada coisa, para poder memorizar, assim fica mais fácil. Você pode me mostrar onde fica? Vou contar os passos até o closet.
Berenice: Posso fazer perguntas se não quiser responder, tudo bem, porque você conta tudo enquanto caminha.
Mary: Sem problema, eu conto para eu poder memorizar onde fica cada cômodo da casa para que eu não precise de ninguém.
Berenice: Entendi, você já nasceu cega?
Mary: Não, eu sofri um acidente de carro quando tinha 15 anos. O carro do meu pai derrapou no gelo e bateu em uma árvore bem do lado onde eu estava. Minha mãe, quando acordei no hospital, tinha falado que ela morreu na hora. Eu fiquei internada em coma por um mês. Achei que tinha sido no mesmo dia, porém já tinha se passado um mês, nem pude nem me despedir. Eu achei que estava algum curativo nos olhos. Quando pedi para tirar, os médicos falaram que não tinha nada. Daí descobriram que rompeu uma veia ocular principal dos meus olhos.
Berenice: sinto muito, e não tem cura?
Mary: Até três anos atrás, não tinha o meu pai falando que tem uma possibilidade na Rússia, porém o tratamento experimental é muito caro.
Adams: Vou para casa para me preparar para arrumar a viagem. Procuro a Baba, não acho. Vou até o meu quarto, a porta está aberta. Fico a ouvir a conversa da Mary e Baba, eu não sabia que ela tinha pedido a visão em acidente que também perdeu a mãe, isso de certa forma mexeu comigo. Quando penso em sair, a Berenice, ao sair do quarto, pergunta se tinha muito tempo, tinha chegado, falo que não e peço que me acompanhe no meu escritório.
Berenice: Ao ouvir a história da Mary fez-me amar ela, mas ainda é menina forte, apesar das suas perdas, não deixou a escuridão tomar conta dela. Saio do meu quarto quando dou de cara com Adams. Ele pede para falar comigo até o escritório.
Adams: Baba, não me trata dessa forma, eu sei que devo uma explicação, mas quero te pedir um favor, não me intromete no meu casamento com Mary, não somos um casal comum e acordo de casamento por contrato. Ela tentou me fazer de bobo, depois eu te explico, não se deixe enganar, eu preciso viajar e quero que você me ajude a conhecer a casa e informar-me de tudo que ela faz. Com quem ela fala, ela só pode sair com que ela fala, ela só pode sair com minha autorização.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
elenice ferreira
eu já li uma estória, praticamente = , cega num acidente de carro salvando um irmã que era pura escrotice, um pai calhorda e a mãe morreu e ela ficou em coma! OPS, coincidência?
2025-03-04
3
Tânia Principe Dos Santos
Adam é muito idiota
2025-03-22
0
Bernadete Barros Rocha
Nem ouvindo a estória dela vc amoleceu um pouco que seja aff
2024-12-31
1