Mary: Estou achando a Ana muito calada e triste, apesar de nos conhecermos apenas há cinco anos e nunca ter visto seu rosto. Eu consigo ler ela pelo jeito de respirar e de falar, sinto que está me escondendo alguma coisa.
Ana: Bom dia! minha linda, vamos acordar e andar um pouco no central Park.
Mary: Sim, mas ante você vai me contar o que está acontecendo para você, está tão tensa.
Ana: Mary não é nada, só estou com muita coisa na cabeça e estou no final do meu curso.
Ana pensando... Como vou falar para Mary o que estou escondendo dela, preciso falar com nosso pai primeiro.
Mary: Me arrumar, já desço para a gente tomar café e passear no Central Park. A Ana sabe como gosto de natureza, por isso ela me leva sempre ao parque. Às vezes me sinto triste, apesar de sentir, mas independente também, coisa que não consigo fazer sozinha, principalmente em lugares públicos.
Ana: bom dia, mamãe!
Gloria: bom dia, querida, a Mary já levantou?
Ana: Sim, mamãe, ela está se arrumando, vamos ao parque hoje, vamos com a gente?
Gloria: Nada, minha filha, estou velha para isso, vão vocês e se divirtam.
Mary: Bom dia, Gloria, onde está o papai?
Gloria: desde ontem que está trancada no escritório, acho até que dormi lá.
Mary: Vou lá falar com ele.
Ana, pensando... não posso deixar Mary falar com papai, agora preciso falar com ele antes.
Ana, vamos comer, o papai está trabalhando, vamos ao nosso passeio, quando voltamos você fala com ele.
Mary: Tá bom, começo a comer, sou bem independente, consigo ouvir e sentir tudo ao meu redor depois desse acidente. Os meus sentidos da audição, paladar, olfato e tato ficaram tudo puro. Consegui saber que está perto de mim só pelo Cheiro.
Ana: vamos? Quero aproveitar bastante o sábado, pois na semana que vem estou terminando meu TCC. Quero aproveitar para finalizar, mas preciso relaxar.
Chegamos no Central Park o tempo todo, fico narrando para Mary como é o Park, pois ela não se lembra de pouca coisa daqui. Tenho um amor muito grande pela Mary, eu faço qualquer coisa por ela.
Mary: Ana, vamos à roda gigante, quero sentir o vento no meu rosto.
Ana: Vamos sim, só vou pegar algodão-doce e já volto.
Mary: Ana, saia, eu fico esperando-a, quando estou com o olho fechado para poder visualizar e ouvir o canto dos pássaros, sinto alguém esbarrando em mim.
Adams: Estou tão estressada, vou correr um pouco no Center Park esbarro em uma moça.
Mary: Olha onde anda, não me levanto e arrumo minha roupa.
Adams: Eu não respondo, pois estou muito estressada. Ao sair, a moça fala que sou mal-educado, sem pedir desculpa.
Mary: Seu mal-educado nem pede desculpas.
Adams: Você parece que uma cega, não olha onde andar, ainda anda com o olho fechado, seu semblante muda de uma hora para outra. Chega outra moça e acabo saindo sem falar nada.
Mary: Quando fala que pareço cegar as pessoas, não entende que nem todo cego tem alguma lesão visível no olho. Quando aquele homem fala aquilo, pareço cegar, fico muito triste.
Ana: ou buscar algodão-doce de longe. Fico de olho na Mary quando olho, vejo cara esbarrando nela, que sequer ajuda a levantar. Saio correndo e, quando chego, o homem saiu corrEndo. Vejo o semblante da Mary triste. Está tudo bem, se machucou.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Marcia Cristina Carneiro
cará foi um babaca
2025-03-28
0
Tânia Principe Dos Santos
Adam foi um babaca
2025-03-21
1
Solaní Rosa
estou começando a ler estou gostando
2024-11-01
2