Na manhã seguinte Luara acordou bem cedo, ela se levantou, banhou e vestiu-se. Ela não quis acordar as meninas então foi sozinha passear um pouco pelo resort para o conhecer melhor.
Andando pela beira da piscina ela observou o mar a distância e sorriu sentindo o vento soprar seu cabelo, era como se estivesse voando para bem longe disso tudo.
Ela se sentiu sendo vigiada, quando olhou para trás não viu ninguém por ali, ela então olhou em direção as varandas, foi quando viu Théo olhar para ela. Théo acenou e ela fez o mesmo, ele fez um sinal com a mão para ela o esperar ali, ela concordou e Théo foi para dentro de seu quarto.
Luara voltou a olhar para o mar, passando-se alguns minutos Théo parou ao lado dela, os dois então se encararam, e ela sorriu, ele logo pensou: “mas que maldito sorriso”.
— Então... — Ele coçou a garganta — Vamos tomar café da manhã e ir passear por aqui?
— Vamos — Concordou — Mas acho que não tem muito o que fazer aqui, a nossa viagem é mais para relaxar e esquecer do trabalho por um final de semana, nós fechamos tudo durante esse final de semana, nem os nossos funcionários trabalham.
— Então é tipo umas férias anual? — Ele perguntou.
— Exatamente, então aproveite esse fim de semana para descansar também, não pensa em trabalho hoje e vamos somente aproveitar — Ela passa o braço dela em volta do dele e os dois começam a andar.
— Então viemos a essa ilha para não fazer nada? Eu acho que não consigo ficar sem trabalhar, o que eu vou fazer? Não há mais nada para fazer se não for trabalhar!
— Para! Para! Você está pensando demais, parece até que nunca teve férias!
— Não perco o meu tempo com isso — Ele diz e ela o olha espantada.
— Que isso, Théo! Vou ter que ensinar você como se relaxa, você parece até um robô — Ela fala o fazendo rir.
Os dois sentam-se em uma mesa e são atendidos por um funcionário, eles pedem o café da manhã e ficam esperando.
— Já estão acordando — Luara fala olhando em uma certa direção.
Quando Théo olhou na mesma direção ele pode ver os seus pais indo em direção a eles para se juntarem para tomar o café da manhã.
— Bom dia! — Edgar disse, o seu sorriso radiante.
— Nunca o vi acordar tão feliz — Théo disse.
— O seu pai tem motivos — Nadja disse — Mas ainda não pode ser revelado — Ela se apressou em dizer antes que Théo perguntasse qual seria o motivo.
— Certo! — Théo suspirou.
— Seja lá qual for o motivo estamos todos aqui para nós sentirmos bem, vamos aproveitar esse nosso final de semana para relaxar e esquecer tudo fora da Tailândia — Luara mudou o rumo da conversa.
— Até por que é exatamente para isso que viemos para esse paraíso — Vivian apareceu com Anita.
— Bom dia! — Anita disse.
— Agora só faltam as duas dorminhocas, quando eu saí do quarto estavam roncando — Luara falou.
— Eu ainda não sei o motivo de vocês três insistirem tanto em dividir um quarto se podiam cada uma dormir em um diferente e ter mais conforto — Anita falou.
— Para fazermos companhia uma para outra, jogar conversa fora, essas coisas — Luara respondeu.
— Mulheres são tão... — Théo começou a falar, mas logo parou assim que viu que todas as mulheres na mesa olhando para ele.
— São tão...? — Luara perguntou.
— Esquece — Ele forçou um sorriso.
Ela cerrou os olhos para ela, logo a atenção foram para Ju e Elise que estava se aproximando deles, o café da manhã chegou e todos comeram juntos.
Após o café da manhã eles se separaram e cada um foi fazer uma coisa diferente. Enquanto os pais foram procurar fazer uma relaxante massagem, os filhos foram passear pela praia, conhecer mais sobre o resort em que estavam hospedados, e ver mais um pouco da famosa ilha em que eles estão.
Ju e Elise andavam mais a frente, elas caminham na beira da praia, molhando os pés nas ondas que chegavam até elas. Luara e Théo andavam atrás das meninas, um pouco mais afastados.
— Lua? — Ele a chama.
— Oi?
— Não julga que os nossos pais estão um pouco estranhos demais? — Ele perguntou.
— Como assim? — Ela ficou confusa.
— Não reparou como estão a agir ultimamente?
Luara pensou por poucos segundos, e realmente, ela se lembrou dos olhares estranhos entre Edgar e Anita nesses últimos dias.
— Tem algo em mente? Será que estão armando mais alguma coisa para nós dois?
— Não sei o que é, mas tenho a sensação de que logo vamos descobrir, e não vamos gostar nada do que seja lá o que eles estão armando.
— Olha — Ela mostrou o braço a ele — Chegou até me arrepiar!
Théo sorriu, ele colocou a mão nos cabelos dela e os bagunçou, fazendo ela dar uma tapa na mão dele e o encarar de semblante fechado.
— Não faz isso! — Ela falou entre os dentes.
— Você é pequena, mas é assustadora! — Ele fez uma carta para ela.
— Ainda bem que você sabe! — Ela sorriu.
O dia se passou rapidamente, a noite estavam todos em seus quartos e novamente Luara não conseguia dormir, quando ela foi até a varanda por ver que Théo estava sentado na beira da piscina, com os seus pés dentro da água.
Ela sorriu e decidiu ir até ele, quando chegou ela se sentou ao lado dele. Théo se assustou, mas sorriu assim que viu ser ela.
— Você não dorme, não? — Ele perguntou.
— Eu é quem deveria te perguntar isso — Ela apoiou seu ombro no braço dele, como um empurrãozinho amigável.
— Não consigo dormir — Ele suspirou.
— Então vamos conversar — Ela sugeriu.
— Pensei que estávamos fazendo isso agora — Ele soltou uma risada.
— Você e sua irmã parecem ser bem próximos — Ela falou mudando completamente o assunto.
— Eu tento protegê-la — Ele contou — Depois do que aconteceu! — Acrescentou, já que Luara parecia um pouco confusa.
— Não entendi, o que aconteceu? — Ela perguntou.
— Você sabe, o que aconteceu a anos com o meu irmão — Ele disse.
— Você tem um irmão? — Ela parecia ainda mais confusa.
— Eu pensei que todos soubessem dessa história trágica da família Haider — Ele suspirou.
— Pode me contar? — Ela perguntou.
Ele fechou os seus olhos por um momento, como se estivesse revivendo aquela terrível noite. A sua voz, que é normalmente firme e controlada, ficou tremula ligeiramente quando começou a falar.
— Era uma noite como qualquer outra. Os nossos pais estavam fora, ocupados com seus afazeres, e eu estava em casa brincando com a minha irmã, a Elise. Então, de repente, o silêncio da mansão foi quebrado pelo som ensurdecedor de vidro quebrando e passos pesados ecoando pelos corredores — Ele fez uma pausa, engolindo em seco antes de continuar — E eu sabia que algo estava terrivelmente errado. Segurei a mão da minha irmã e corri para o quarto do meu irmão mais velho, Brendo, esperando encontrar segurança lá. Mas antes que pudéssemos chegar, eles apareceram. Homens armados, mascarados, sem piedade.
Luara arregalou os olhos já imaginando o desespero de três crianças sozinhas em uma enorme mansão que estava sendo invadida. A voz de Théo ficou rouca, carregada de angústia e raiva reprimida.
— Eu não podia proteger a todos, eu tinha somente oito anos de idade. Enquanto tentava manter minha irmã a salvo, ouvi gritos, tiros. E então, quando finalmente a polícia chegou e tudo acabou, o meu irmão... ele não sobreviveu. Eles o tiraram de nós de uma maneira tão brutal, tão impiedosa... E isso, isso nunca vai embora. Essa dor, esse vazio... — Theo deixou a frase morrer, incapaz de encontrar palavras para expressar a profundidade do seu sofrimento.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Marta Ginane
Perder um irmão é uma dor imensurável, perdi um irmão e foi difícil superar.
2025-04-02
0
Carleuza Almeida
Que triste 😔😔
2025-02-06
0
Edimaria Santos
que acontecimento triste 😔😔😔😔😔
2024-12-20
2