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— Podemos fazer isso toda vez que eles vierem nos obrigar a ter um encontro com essa palhaçada de relacionamento — Luara fala — Eles vão ficar com muita raiva, eu não vejo a hora de ver a cara deles quando a gente chegar aqui — Ela torna a falar mas não obtém resposta.

Quando ela olha para ele, Luara viu que Théo havia adormecido, ela solta uma risada e pegou o celular, tirou uma foto com ele dormindo e guardou o celular novamente.

Luara o fez apoiar a cabeça no ombro dela e assim eles ficaram ali por horas, em silêncio. Luara solta um longo suspiro e se ajeita no banco, fazendo Théo acordar e olhar para ela.

— Desculpe-me — Ele se ajeita no banco — Eu estou exausto, acabei adormecendo.

— Não há problema, acho que já podemos ir para casa, ficamos tempo o suficiente nesse encontro falso — Ela diz.

— Concordo, vou chamar um motorista — Ele diz em concordância.

Théo pega o celular e envia uma mensagem, ele fica mexendo no celular por alguns minutos até que ele guarda.

— O motorista já está vindo — Ele diz.

— Eu não pensei que você fosse esse tipo de homem que faz essas coisas — Ela fala afim de puxar assunto.

— Como assim? — Ele pergunta.

— Ah, você não é aquele CEO todo serio que sempre aparenta ser — Ela explica.

— Na verdade, eu sou sim, você que é uma péssima influência — Ele diz seriamente.

— Não sou, não — Ela cruza os braços.

— Sinta-se privilegiada, não é com qualquer pessoa que eu sou assim — Ele diz.

— Assim como? — Ela pergunta.

— Eu mesmo, não é com qualquer pessoa que eu posso ser eu mesmo.

— Então esse é você mesmo? — Ela solta uma risada alta — Que careta! Você é um caretão!

— Careta? Eu não sou careta! — Ele fica ofendido.

— É sim, senhor!

— Se eu soubesse que você é irritante assim teria deixado você ser humilhada por aqueles dois no dia em que conheci você — Ele fala estressado.

— Não ia nada!

Ele olha para ela e vira o rosto cruzando os braços, Luara solta mais uma risada achando a maior graça em vê-lo todo estressadinho. O carro que Théo pediu para buscá-los chega e eles entram no carro, eles foram primeiro na casa de Luara.

— Até... Vamos ver o que me aguarda — Ela suspira.

— Espero que você leve muita bronca da sua mãe, até mais... — Ele acena a mão para ela.

Luara revira os olhos e entra para dentro de casa, na sala ela viu sua mãe sentada no sofá mechendo no tablet.

— Cheguei! — Ela informa a mãe.

— De quem foi a brilhante ideia de fugir daquele jantar? Estão todos comentando o quanto vocês devem se amar para fugirem e ficar a sós — Anita pergunta com um sorriso radiante no rosto.

— Como é? — Luara pergunta surpresa.

— Estão todos comentando sobre a sua roupa, estão falando que a queridinha da moda e o bilionário dos carrões estão.... Como diz os jovens? Estão abalando corações por aí — Anita ri — Sabe o quanto as nossas vendas estão aumentando? Todas querem as suas roupas.

— Isso só pode ser brincadeira — Luara sussurra e esfrega a cabeça.

— Disse alguma coisa, filha? — Anita pergunta.

— Vou ir para o meu quarto, estou me sentindo muito cansada hoje, amanhã ainda tenho que ir trabalhar.

— Vá descansar, meu amor — A mãe sorri sem tirar os olhos do tablet.

Luara suspira e vai subindo as escadas que dão no segundo andar, onde ficam os quartos, ela entra em seu quarto e se joga na cama. Ela pega o seu celular e vê algumas notícias que haviam saído sobre esse encontro.

— Que coisa mais ridícula — Ela diz para si mesma e joga o celular ao seu lado na cama.

Luara soltou um longo suspido ao ouvir o som de seu celular a informando que havia recebido mensagem, ela pegou para ver quem mandou mensagem e se separou com a mensagem de Ju.

A mensagem dizia: Amiga, fim de semana vamos ao shopping? Preciso fazer algumas compras, e você precisa espairecer.

Ela então respondeu: Claro, vamos sim, também estou precisando ir às compras.

Luara sorriu pensando que a sua melhor amiga de hoje em dia é a mesma menina a qual ela relutou em fazer amizade, mas elas se amaram assim que as duas tiveram que fazer um trabalho escolar juntas, desde então nunca mais se separaram.

...----------------...

Théo chegou em casa e foi direto para o seu quarto, ele tomou banho e deitou-se na cama. O seu celular começou a tocar e ele percebeu ser uma ligação de seus amigos.

— Oi! — Ele diz em um tom de voz cansado ao atender.

— Nosso amigo casado... — Dylan começa a dizer, mas é interrompido.

— Théo, vamos fazer algo esse fim de semana? Você pode escolher o dia, um dia em que você não vá ver a sua namorada — Santos diz.

— Claro, vou ver um dia certo e aviso a vocês. Nesse fim de semana eu provavelmente estarei livre.

— Ok então, nós veremos nesse fim de semana, eu vou arrumar umas gos... — Dylan estava falando, mas foi abruptamente interrompido.

— Cala a boca, Dylan — Santos diz, enquanto pega o celular da mão do amigo — Tchau, Theodor — Ele diz encerrando a ligação.

— É Théo, só Théo — Diz, mesmo após o amigo encerrar a ligação.

Théo solta uma risada e foi até a varanda pegar um pouco de ar fresco, os pensamentos de alguns momentos do passado surgiram em sua mente. As lembranças das quais ele queria esquecer brotou em sua mente o perturbando.

Théo negou com a cabeça e apoiou-se sobre o corrimão da varanda, as cenas do passado o deixando um tanto inquieto.

— Que merda! — Ele diz para si mesmo.

Théo olha em volta, a noite estava linda, ele foi até a sua cama e jogou-se novamente, ficou olhando para o teto até que finalmente adormeceu.

A madrugada aproximou-se enquanto Théo se revira na cama, até que ele acordou mergulhado em uma poça de suor a sua volta, Théo respirou fundo ao sentar na cama.

Ele passou a mão em seu cabelo o jogando todo para trás, quando olhou para suas próprias mãos pode ver o tremor.

As vozes, os gritos, o arrepio que ele sentiu no dia fatídico, tudo voltou o fazendo parecer a mesma criança daquele dia. Théo não pode dizer por quanto tempo ele ficou assim, mas sabe que ficou horas encolhido na cama e ele despertou apenas quando o alarme ao seu lado despertou.

— O que? — Ele olhou assustado para o despertador, ainda sem entender bem o que estava acontecendo.

Théo se levantou rapidamente da cama, desligou o despertador e caminhou até o banheiro, onde ele se banhou de água gelada e deixou os seus pesadelos irem por ralo abaixo. Pelo menos durante o dia.

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Comments

Vilma Alice

Vilma Alice

Eu desconfio que o pai do Theo não é o pai biológico dele.O homem é tão arrogante e tão grosseiro com o filho.Será que estou certa?????

2025-01-31

0

Marta Ginane

Marta Ginane

Amando o livro... sinto que esse casal vai dar o que falar.

2025-04-02

0

Áurea Costa

Áurea Costa

Theo tem traumas!

2025-02-07

0

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