Bren e Sken pegam o carro dele e voltam a aquela trilha onde fica o misterioso cemitério. No carro..
– O que? Ela questiona percebendo que Sken está encarando ela curioso.
– O que, o que? Ele disfarça.
– Porque tá me olhando assim? Ela questiona.
– Eu não tô te olhando, tô dirigindo.
– Da pra sentir o seu olhar na alma, ela rebate encarando ele.
– Tá legal. Você falou na aula de história sobre a sua família, a sua infância. Você tinha lembranças da sua mãe, mas.. Não tem como você ter. Você tem quase a mesma idade que ela foi morta. Você mentiu? Porque você mentiu? Ele questiona olhando para ela.
– Eu não menti, eu me lembro dela. Sken fica confuso. – Ela morreu naquele noite mas, não foi embora naquela noite.
– Ah.. Eu acho que eu vou ficar quietinho aqui só dirigindo mesmo, ele diz apontando para o volante e para estrada.
– Eu recomendo, ela diz meio irônica.
– Aham. É, ele acena.
– Tá aqui. Achamos! Sken se expressa levantando os braços, eu falei que não tava perdido! Ele diz chegando ao local.
– Eu não tenho que te lembrar que isso aqui é um cemitério de coisas que pessoas assassinadas deixaram pra trás, preciso? Bren diz despercebida olhando em volta.
– Ah, porque? Ele questiona desconfiado um pouco atrás dela.
– Cuidado onde você pisa, alguém pode não gostar.
– Isso não é engraçado! Ele diz.
– Eu tô falando sério, Você tá pisando. – Ah.. Sken salta de susto.
– Aí! Não vá assustar os mortos! Ela diz seguindo em frente ao final da trilha.
– Hilário! Sken diz sarcástico seguindo atrás dela.
– Ta! O assassino original foi há uns 40 anos, certo, ele diz.
– Aham, ela acena. O mais provável é que algum maníaco assumiu o lugar, talvez alguém que o conhecesse.. E ela fica pensando nisso.
– É, talvez. E o que exatamente nós estamos fazendo aqui? O que estamos procurando? Ele questiona ainda confuso.
– Jack deixou o anel da família cair quando veio pegar o colar, ela diz observando o chão.
– E isso ajuda em que mesmo?
– Primeiro, recuperar o anel da família que o idiota perdeu!
– Entendi..
– Depois, a polícia acha, ela dizia.
– A polícia? Pra não dizer, meu pai?
– Ele também, ela expressa. Mas, enfim, eles acham que o Jack sumiu com a Tori e que ele pegou o colar no dia que ela sumiu.
– No dia que ele a matou. Bren encara Sken e ele continua, Supostamente, é claro!
– O anel da família vai provar que o Jack esteve aqui recentemente. Isso quer dizer que ele teve que vir até aqui pra pegar o colar.
– Se ele veio até aqui pegar é porque ele não pegou no dia que ela sumiu.
– É, ela consente.
– Tá, mas, ainda podem alegar que ele trouxe pra cá depois. É um lugar bem conveniente pra assassinos.
– Exatamente, ela diz! Mas, como esse lugar é uma antiguidade, da pra diferenciar muito bem o que foi colocado aqui 40 anos atrás, 17 anos atrás e meses atrás. E se ele deixou o colar dela aqui quando desapareceu porque ele voltaria pra pegar agora que outra garota desapareceu e levaria pra casa dele só pra ser encontrada pelo primeiro policial que entrasse na casa. O Jack pode parecer muitas coisas mas, burro ele não é. E também.. O anel.. Ah o anel!
Bren diz se abaixando e pegando o anel pelo chão.
– Esse é o anel? Maneiro!
– Valeu! Ela diz limpando a terra do anel.
– E o plano é entregar pro meu pai? Sken questiona ainda confuso com o plano, um plano que eles não tem.
– Ah, era. Eu acho.. Ah, agora eu não sei! Ela se expressa confusa e nervosa.
– Eu não sei o quanto isso ajuda, Bren, diz Sken.
– Nem eu! Mas, eu sei que se pudermos plantar o mínimo de dúvida, de curiosidade na cabeça dele.
– Temos que procurar mais alguma coisa? Sken diz encarando ela com as mãos na cintura
– Não. Por enquanto não, porque? Ela diz meio despercebida.
– Então, será que dá pra gente dá o fora daqui! Ele Exclama! Eu realmente, definitivamente, não quero tá aqui quando anoitecer. Bren sorri e diz, vamos dá o fora.
Sken vai na frente e antes que ela possa seguir, ela ouve uma voz. Ela ouve um homem dizer, “oi garota.” Bren olha e não vê ninguém. Sken a chama, vamos logo! E ela ouve outra voz, um homem diz, “vá garota.” E Bren corre dali..
Bren entra no carro respirando forte. Sken pergunta o que aconteceu mas ela não fala.
– É esse lugar, ela diz. É pesado!
– É sim, ele concorda. E ainda mais pra você. Eu sinto muito, ele diz olhando para ela e ela olha para ele com um pequeno sorriso.
Enquanto Sken dirige, Bren segue distante olhando pra trás.
– Bren? Bren..? Sken tenta chamar sua atenção. Bren! Bren desperta de repente, Você tem visto o Tom?!
Sken se assusta e responde, Não, não vejo o Tom desde o outro dia que ele me sacaneou pra ir patinar com vocês. Parece que ele tá doente.
– Doente? Doente de que? Ela diz confusa.
– Ah, não sei, gripe, infecção, nada demais, eu acho. Porque, tá preocupada com ele? Ele questiona um pouco confuso.
– Eu tava ajudando o Tom com umas coisas e parece que eu ignorei completamente ele esses dias, ela diz.
– Aí, tenho certeza que o Tom sabe o que tá acontecendo com você, ele tenta fazer ela se sentir melhor.
– É, com certeza ele sabe. Mesmo assim, eu acho que posso arrumar um tempo pra ver como ele tá, ela fala mexendo no porta malas aparentemente agitada. Aham, Sken concorda encarando Bren e confuso, meio desconfiado.
Então tá, né, Sken continua dirigindo e Bren não tira o olho da estrada muito distante nem por um segundo.
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Atualizado até capítulo 78
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