Pela manhã, Bren ainda está deitada na cama enrolada enquanto espera Sken tentar subir pela janela e continua lá deitada ouvindo ele esperando até que horas ele ia conseguir fazer isso.. Quando Sken chega na janela, Bren pega um travesseiro e joga nele. Ele cai da janela no chão do quarto.
Au.. Porque fez isso?
Bren – Porque tá entrando pela janela?
Sken – Ah, achei que seria legal entrar pela janela.
Bren – Foi legal.
Sken – Porque eu caí?
Bren – É isso aí. Ela se levanta e se estica um pouco pra conseguir ver ele que ainda está deitado no chão.
Bren – Tá confortável aí?
Sken – Não.
Bren – E porque não levanta?
Sken – Cai em cima do meu braço. Tô esperando aparecer a coragem de mover.
Bren pega outro travesseiro e joga nele de novo. – Sério? Ele pergunta ainda deitado no chão com um travesseiro na cara!
Bren sai do banheiro e do quarto e Sken vai andando atrás.
– Eu não quero saber de nada, de ninguém, de lugar nenhum, diz Bren
– Qual é, vai ser legal! Diz Sken andando atrás dela.
Bren segue descendo as escadas para o andar de baixo. – Sabe o que não seria legal? Você poderia cair acidentalmente da escada, ou perder acidentalmente os dedos na cozinha, ou sei lá, acidentalmente levar um tiro.
– Como eu acidentalmente levaria, Sken dizia.. Bren fala se aproximando dele, meu pai tem armas no escritório dele e é uma bela coleção, nós não resistimos e eu atirei em você acidentalmente. Bren faz carinha de inocente e Sken pega uma almofada do sofá e coloca na sua frente como um escudo.
– Uma almofada, sério? Ela diz, podia pelo menos pegar o abajur, um abajur poderia pelo menos desmaiar alguém.
– E um travesseiro sufoca! Ele revida.
Bren e Sken já estão na frente da casa de Bren. Olha como o dia tá lindo! Ele diz! Quando um carro passa por uma poça de água e a molha toda.. Bren está toda molhada e indignada.
– Ah.. Viu só como é bom sair de casa de vez em quando..
Bren olha para Sken com uma cara muito feia e volta pra dentro de casa. Na verdade, Não. Ela correu atrás dele rodando o bairro umas quatro vezes. Naquele dia ele até esqueceu que tinha asma.
Bren está correndo atrás de Sken, ele olha pra trás e quando olha pra frente de volta bate numa lixeira grande e vira pra dentro dela..
Sken está no hospital e Bren está com ele.
– Tudo bem, agora me digam como isso aconteceu? Diz Jannette, a enfermeira. – Eu tava fugindo, diz Sken. – Meu Deus, fugindo de quem? Contou ao seu pai? Ela pergunta preocupada. – Fugindo dela, Sken diz apontando para Bren, Bren sorri cínica e disfarçando e Jannette rir dos dois. Jannette é enfermeira, ela é morena, tem os cabelos pretos cacheados e olhos castanhos, ela é bonita, legal e divertida.
Bren está andando por um corredor da delegacia procurando pelo Xerife, ela anda pelo corredor quando sente alguém a puxar pelo braço, ela imediatamente olha pra trás pra ver quem é e não tem ninguém, Bren começa a se sentir estranha ali e vai embora antes mesmo de falar com Fredd. Ela sai da delegacia já escurecendo e o estacionamento parece assustador naquele momento, ela vai embora e nem se lembrava mais o que ia fazer lá. Ela caminha da delegacia até em casa cada vez mais aumentando os passos tentando não mostrar que está com medo. Bren não tinha medo e sempre via e sentia essas coisas desde criança mas, ela estava mentalmente mais cansada que o normal e aquela sensação a cercando dia após dia e naquele momento era apavorante demais, era algo muito pesado e estava direcionado especificamente a persegui-la. Não era o novidade, ela sabia contornar essas situações mas, o que era aquilo?
Bren fica aliviada quando encontra Sken no caminho.
– Eu ia falar com o seu pai mas, não me lembro o que, ela diz meio confusa.
– Será que você ia dizer a ele que eu tava no hospital, revida Sken sarcástico.
– Ah, é! Pode ter sido isso, ela diz apontando despercebida.
– Muito gentil da sua parte, ele fala indignado olhando bem para ela fechando os olhos e cruzando os braços.
– Imagina! Ela responde desentendida expressando com as mãos. O celular de Bren toca, é seu tio, Bob.
Bren e Sken conversam com Bob na sala dele na escola.
– E como? Como isso aconteceu? Bob pergunta curioso e se expressando, Sken olha pra Bren que disfarça encarando ele, Eu posso ir? Sken pergunta. Deve! Vaza! Diz Bob mandando Sken ir pra casa. Bren vai saindo atrás de Sken e Bob a chama, você não, você fica! Bren volta desconfiada, o que foi? Queria falar comigo? – Não! Eu chamei você até aqui a essa hora só pra olhar pra essa sua cara cínica, diz Bob sorrindo com uma expressão sarcástica e Bren se expressa fazendo careta e bico. – Já que você não quiz entrar em nenhum time, nenhum grupo esse ano, imagino que esteja com muito tempo livre, diz Bob sentando em sua cadeira. – Defina livre, ela diz olhando para o teto e disfarçando. – Preciso de ajuda para encontrar e selecionar novos jogadores, ele diz. Eu preciso de novos jogadores competentes pra compor a equipe, eu perdi muitos dos meus melhores, diz Bob colocando alguns arquivos de alunos sobre a mesa e Bren é atingida por lembranças em um grande impacto.
Bren vê aqueles arquivos e pergunta curiosa, o que aconteceu com seus jogadores? Bob começa a falar, Ah! Começamos pelo capitão que quebrou a perna naquele incêndio, o outro um pé e um braço..
Bren viaja completamente, ela está ali parada olhando aquelas fotos e vendo Bob falar, mas ela estava tão longe que só via sua imagem, ela não podia nem ouvir o que Bob falava, como se estivesse presa em um pesadelo lúcido. Bren volta a si e Bob está dizendo, enfim, mesmo se um dia eles voltarem a jogar de novo.. bom, não vai ser nesse ensino médio, então..
Aqueles arquivos em cima da mesa era uma caixinha, era uma caixinha de lembranças e de surpresas, uma caixinha de dor.
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Atualizado até capítulo 78
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