– Vocês acham que pode ser o mesmo? Diz Tom. Quer dizer, o primeiro foi a 60 anos e o último já fazem o que? 30 anos.
– Não cara, o último tens 20 no máximo, diz Sken.
– Na verdade, são 17. 17 anos, 4 meses e 9 dias.
– Caramba! Faltou as horas, diz Sken!
– 17 anos, 4 meses, 9 dias, supostamente 25 horas e 34 minutos. Bren olha para o relógio do celular e completa, e 17 segundos. Sken e Tom olham um para o outro disfarçando..
– Ah é, isso foi bem específico, diz Sken. Caramba! Você é mesmo fã da lenda, Sken dizia e Tom balança a cabeça para Sken dizendo, “não, fica quieto”!
– Não é uma lenda! Bren Exclama! Ela olha em volta com os olhos com lágrimas.. ela anda mais um pouco e para em uma árvore, ela toca a árvore, onde tem esculpido HH.
Viajamos a outro flashback onde três garotas brancas de longos cabelos lisos e castanhos escuros se preparam para dormir quando se assustam com o vento que bateu a janela. Uma delas pede para que a outra abra mais a janela para que possam dormir melhor com o som da chuva..
Mas agora elas estão correndo apavoradas por aquele lugar, claramente fugindo de alguém. Elas corriam na chuva com a noite chegando usando camisolas e correndo descalço pela lama.. Uma delas para na frente de uma árvore, e a toca..
Bren toca as letras esculpidas naquela árvore, e uma lágrima cai no canto do olho. Ela olha para as pegadas que deixou no chão, olha para o lado pensativa, e diz com um sorrisinho mostrando uma pequena tristeza.. – Meu pai nunca quis que eu viesse aqui!
Na delegacia ao anoitecer.
– O terror de Fallown? Ela diz entrando na sala do xerife.
– Pensei ter dito pra ir pra casa, ele diz sentado em sua mesa.
– Pensei ter dito que não ia a lugar nenhum!
Fredd é o xerife e como um tio para Bren, e assim como seu pai e seus tios, também a viu crescer e sempre cuidaram e ensinaram ela. E sendo a filhinha única e a sobrinha favorita, também é muito protegida e mimada por eles. Fredd é o pai de Sken.
– Bren, você é como uma filha, ele diz, e eu entendo que deve ter muita coisa passando pela sua cabeça agora. Primeiro, eu não quero ter que chamar seu pai, você não vai querer um momento como esse aqui agora. E segundo, são muitas suposições, estamos em investigação. Eu não sei como, porque você fez essa ligação entre essa garota e o que aconteceu antes, mas, não tem nada que ligue. Na verdade, ainda não temos nada que leve a caminho nenhum no momento. Bren, querida, Vá para casa.
– Pai, Bren diz entrando pela porta.
– Filha, onde você tava?! John se levanta do sofá e a abraça forte.
– Eu tava ajudando na busca. Tava com uns amigos e perdi a hora. Foi mal pai.
– Tudo bem mas, não faz isso de novo assim. Não até..
– Aham, ela acena, Tá bom.
– Você tá bem?
– Eu acho que eu só tô cansada, só tô cansada, Bren abraça o pai e chora.
Eu fui tomar um longo banho quente. Eu fiquei um bom tempo embaixo d’água deixando toda terra do dia escorrer. Eu chorei e deixei a água levar tudo que tinha que levar.
Eu desliguei o chuveiro, estiquei a mão pra pegar a toalha e por um segundo eu olhei para baixo e vi o que parecia um pé do lado de fora, um pé branco pálido, eu congelei! Eu parei, e trouxe minha mão de volta pra dentro devagar e me afastei, pai?! Eu estava com medo e falei de novo mas, dessa vez eu gritei, pai?! Mas, sem respostas! Depois de ficar parada alguns minutos no chuveiro, eu tomei coragem pra sair. Eu sai do banheiro abrindo a cortina de uma vez mas, não tinha nada lá, isso não me deixou mais tranquila. Eu estava muito assustada e a presença no lugar não era nada confortável.
Eu coloquei uma roupa e sai do quarto procurando meu pai, quando me lembrei que ele tinha saído, eu mandei mensagem pra saber onde ele estava e como estava. Eu estava aflita mas, um pouco mais tranquila em saber que o meu pai está bem.
Eu parei, encostei na parede entre o escritório e a sala, tentando voltar a respirar tranquilamente, quando ouvi um sussurro que parecia vir de trás de mim – Ele está por perto! Eu congelei e sai correndo com muito medo! Eu corri para fora de casa e cai perto do jardim de trás. Eu cai e fiquei lá deitada no chão, eu chorava e continuei deitada lá, até que em um momento eu abri os olhos e por alguns segundos eu vi aqueles pés brancos ao meu lado. Eu paralisei ali, não olhei para cima, eu continuei deitada no gramado olhando para aqueles pés.
Depois de um tempo ali, tomei fôlego, levantei e sai correndo novamente pra dentro de casa. Eu entrei, tranquei a porta e fui para o escritório do meu pai, verifiquei as câmeras de segurança, que faziam um chiado estranho mas, não mostravam ninguém. Eu corri pro meu quarto e fiquei lá na cama encolhida até conseguir adormecer.
No meio da noite, Bren rola em sua cama, claramente tendo um pesadelo.
Tom está em sua cama, agindo da mesma forma.
Sken está saindo da delegacia onde seu pai trabalha muito tarde da noite e indo em direção ao seu carro. Enquanto ele andava em direção ao carro ele sentia como se alguém tivesse o seguindo, Sken continua andando e sentindo cada vez mais pesado aquela sensação, cada vez mais próximo. Sken se vira e não vê nada, não tem ninguém nem perto, ele fica observando em volta mas está muito escuro e realmente não tem ninguém. Então, Sken entra em seu carro e vai embora desconfiado.
No outro dia, pela manhã, Bren anda pela floresta se questionando se a noite passada foi real ou um bom, muito bom, pesadelo. Ela caminha e para sentindo alguém se aproximar, ela fica quieta por uns segundos e se vira atirando com uma arma de choque.. que não funciona! Ops, ela Exclama!
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Atualizado até capítulo 78
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