Durante a noite Mel acorda com uma sensação ruim no peito, olha pro lado e vê Cris dormindo.
Ela levanta e vai até a janela e fica olhando a lua e faz um oração silenciosa pra que Deus guarde sua casa e sua família.
Depois vai até o quarto das meninas e elas estavam dormindo. Ela sobre a Clara e dá um beijo na Caterine. Passa no quarto de Cecília e ela dormia segurando o chaveiro na mão.
Ela sorri e deposita um beijo na testa da filha. Se ajoelha e faz uma oração pela filha. Quando se levanta da de cara com o Cris na porta.
Ela sai e fecha a porta ficando de frente pra ele. Que sorri ao vê-la cuidando das filhas.
CRIS - Senti sua falta na cama.
MEL - Senti um aperto no peito e vim ver como elas estavam.
CRIS - Elas estão bem. Eu amo ver você cuidando delas. Obriagdo por ser tão incrível.
MEL - Espero que eu possa ser pra ela tudo o que eu não tive.
CRIS - Você é uma mãe maravilhosa e incrível. Te amamos. Vem vamos deitar.
Eles voltam pra cama, Cris coloca ela no seu peito e deposita um beijo na sua cabeça e depois dormem.
Pela manhã, após o café da manhã, Cris vai pra empresa e deixa Ceci na faculdade. Ela chega e encontro logo as meninas sentadas no pátio conversando e vai até elas.
CECI - Bom dia. Vontade zero da aula de hoje.
ANNA - Também. Mas minha nota é ruim então tenho que né matar pra aprender a matéria.
MAÍSA - Eu gosto.
Elas se olham e riem. Porque Maísa era a melhor aluna da tirma, tinha o melhor CR e sempre sabia tudo. Então era de se esperar que ela gostava da matéria.
Logo Bernardo e Arthur chegam e se juntam a elas. Anna vai com Arthur até a cantina comprar alguma coisa e Maísa e Ceci vão ao banheiro entes da aula.
Quando estavam saindo do banheiro Ceci sente uma mão no seu ombro e olha pra tras.
HENRIQUE - Bom dia gata.
CECI - Bom dia. E o meu nome é Cecília.
HENRIQUE - Qual é Cecília? Até quando vai continuar com isso? Eu não tive culpa de nada não.
CECI - Me deixa em paz Henrique.
HENRIQUE - Eu não soube lidar com tudo aquilo tá ok? Mas isso não quer dizer que pode me tratar assim. Eu sempre fui legal com você. Eu até te perdoo por não ser o seu primeiro.
Ele diz isso e olha pra ela com um olhar estranho e Cecília se sente mal e no mesmo instante lhe vira um belo tapa na cara que o faz ficar com o rosto vermelho e marcado.
HENRIQUE - Tá maluca? Perdeu o juízo?
Ceci - Quem perdeu alguma coisa aqui foi você. Perdeu a noção e a falta de senso. Idiota. Soma de perto de mim.
Henrique - Você acha que isso vai ficar assim? Eu vou acabar com você.
Bernardo - Então tenta. Eu quero muito ver você tentando. Na verdade eu vou ficar de camarote vendo você quebrae a cara.
Henrique- Mais um do seu leque de capachos né? Por isso que eu ouvir dizer que não tinha muito o que ser feito. Porque o lacre já tinha sido usado.
Ele fala isso se referindo a virgindade dela e a olhando com cara de riso e no mesmo instante Bernardo acerta um soco na cara dele. Sendo mais algo e mais forte ele não teve nem tempo de reagir. Quando viu já estava no chão com o olho roxo e a boca sangrando.
Muitos alunos já estavam em volta e logo Arthur e Anna se aproximaram puxando os dois dos fora da briga e o deixaram caído no chão.
Quando saíram de lá, Cecília tremia mais que cara verde e chorava muito. A coordenadora veio e a chamou até sua sala, junto com os demais. Henrique estava na enfermaria com a boca sangrando e o olho roxo.
Coordenadora - Podem me explicar o que houve!
ANNA - Simples. Há 3-2 meses atrás a Cecília foi abusada numa festa e desde então o Henrique tem usado isso pra perturbar ela. Hoje foi o cúmulo dizendo que o Bernardo tinha sido um dos homens que se deitaram com ela. Além de ter ido até a casa dela insultar ela. Isso é o bastante?
Coordenadora - Eu soube do que aconteceu e todos sentimos muitos. Não compactuamos com isso. E repudiamos todo e qualquer ato de injúria e exposição. Mas agressão não justifica.
Bernardo - Sei que não. Mas não é a primeira vez que isso acontece. Acabei explodindo. Me desculpe. Não vai mais acontecer.
Coordenadora - Espero que sim. Tomaremos as médicas cabíveis nesse caso é isso não acontecerá novamente. Como está Cecília?
Ceci - Bem. Não tenho culpa dele ser mal cárter. Tudo o que aconteceu não é culpa minha. Quero ir pra aula.
Coordenadora - Ok.
Ela se levanta sem ouvir mais nada e vai pra sala de aula. Ela senta e sem se importa presta atenção na aula. Ou pelo menos tenta. Ela sabia que tudo isso iria acompanhar sua vida acadêmica até o fim. É precisava passar por isso. Já estava acabando e não ia desistir agora.
Saber que ser mulher é ser desrespeitada era uma realidade que não deveria existir.
Quando a aula acaba ela sai da sala e se despede das amigas porque Thaylor já estava a esperando.
Ela havia esquecido completamente que Tinha marcado com Alessandro de irem tomar um suco, e agora não tinha clima pra isso.
Quando chega na porta olha e vê o carro de longe e mais à frente a 4x4 de Alessandro que estava a esperando e se assusta ao lembrar que tinha marcado com ela.
Sem graça e com vergonha ela vai até ele e sorri. Thaylor vendo ela vai até ela e os cumprimenta.
Thaylor - Olá! Bom dia.
Ceci - Thaylor me desculpe, esqueci de avisar que vou sair com o Alessandro.
Thaylor - Tudo bem. Então vou indo. Bom passei pra vocês.
Ceci - Obriada.
Alessandro - Bom dia e obrigado.
Ele sai e eles ficam ali parados se olhando e ele nota que seu semblante estava triste e seus olhos vermelhos.
Sem querer ser invasivo e intrometido ele abre a porta pra ela entrar e depois fecha. Da a volta e entra afivelando o cinto e da partida.
Não anda muito ele para o carro numa sombra e olha pra ela.
Alessandro - Oi?
Ceci- Oi!
Alessandro- o que houve?
Ceci - nada!
Alessandro - Quer ir pra casa?
Ceci - Não. Não quero.
Alessandro - Me diz o que aconteceu? Eu não tô gostando de ver você assim. Seus olhos estão vermelhos e você está muito triste. Me parte o coração ver você assim.
Ceci - Deixa só eu me acalmar pode ser?
Alessandro - Posso te levar há um lugar?
Ceci - Sim.
Ele liga a caminhonete e sai em direção a estrada novamente. Ela não entende, mas só de estar ao lado dele ela estava se sentindo mais calma e segura.
Ele segura na mão dela de leve e ela não retira a mão dele. Pelo contrário retribui o carinho alinhando com o dedo.
Se sente bem com o toque dele e não tem nenhuma reação, apenas um sorriso sai dos seus lábios e aparece em seu rosto o deixando ainda mais feliz.
Ele estava certo sobre seus sentimentos quanto a ela. E agora só queria que ela sentisse o mesmo que ele.
Alessandra - Vou comprar uma coisa pra gente ir comendo pode ser?
Ceci - Vamos pra fazenda?
Alessandro- Não. Um lugar que eu vou quando quero me acalmar. Pode ser?
Ceci- Pode sim. Só vou avisar meu pai.
Alessandro - Tá bem.
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Atualizado até capítulo 94
Comments
odia Costa
Que situação pra Cici
2023-10-05
3
Jussara Botelho
Bem feito pra esse idiota!! acho é pouco pra ele.
2023-06-12
5