Na manhã seguinte eu acordei e estava sozinha na cama, eu me sentia bem, o lençol tinha um pouco de sangue, eu agora sou uma mulher de verdade, eu estava com um pouco de vergonha, eu fiquei um tempo no quarto criando coragem até alguém bater na minha porta.
- tá acordada?
- sim
- você vai se atrasar pra sua aula
- tá eu já vou
eu estava a um tempo escolhendo que roupa usar ou como agir perto dele, eu escolhi usar um vestido azul ele tinha um bordado de flores e mangas bufantes ele tinha um corser branco que marcava bem minha cintura e fazia meus seios saltarem, fiz uma trança no cabelo e passei uma fita entre as tranças eu apertei as bochechas pra deixar ela corada, depôs de um tempo eu saí Max tinha preparado um café da manhã ele me olhou por um longo tempo eu caminhei até a mesa e ele me acompanhou com os olhos eu me sentei e comecei a tomar café.
- sobre, ontem a noite....
ele limpou a garganta e mudou de assunto
- vamos escrever sua primeira carta
- eu não sei escrever direito ainda
- você fala e eu escrevo
- ok
o clima estava estranho durante o café ele não tocou no assunto e fingiu que não tinha acontecido nada, já na sala de estar ele preparou o tinteiro, papel pra carta e se preparou eu me sentei na cadeira perto dele e ele fez questão de se afastar indo pro outro lado da sala aquilo me encontrou um pouco eu quis socar a cara dele.
- Está pronta?
- oque eu falo?
- oque quiser.
- tá bom
- quando estiver pronta e só começar a falar
eu fiquei pensando um pouco, havia muitas coisas que eu queria falar então eu precisava me organizar pra não esquecer nada.
- se você não conseguir, podemos tentar amanhã
eu organizei as ideias e comecei.
- Olá! queridos irmãos, como tem estados? espero que bem, eu sinto sua falta todos os dias e todos os momentos, ainda me lembro quando fugimos do trabalho pra colher amoras e passávamos o dia brincando como simples crianças normais. No vale só havia felicidade a fome não doía a pobreza não nos atingia éramos apenas crianças; desculpa não ter me despedido de vocês desculpa não poder pegar em suas mãos quando tiverem medo desculpa por não conseguir mantê-los seguros ao meu lado quero que saibam que eu penso em vocês todos os dias e não vejo a hora de velos. o senhor Max me falou que vocês estão na cidade seguros e estudando então se dediquem aprendam tudo e usem todas as oportunidades pra crescer na vida tenham boas refeições e sejam educados e cuidem um do outro, sejam cuidadosos quero que saibam que eu também estou bem que desde que cheguei aqui nunca mais dormi com fome eu tenho roupas bonitas até tenho um pintinho chamada margarida vou enviar um desenho dela, aqui eu estou aprendendo a ler e a escrever e também a me defender eu também vivo em uma casa quentinha e confortável tenho até um quarto só pra mim que e claro dividirei quando virem visitar aí dormiremos juntinhos como os velhos tempo; meus amados irmãos não esqueça que os amos e que nunca deixarei de os amar fico aqui torcendo pelo seus futuros brilhantes eu sei que conseguem não tenham medo aguente firme como sempre e se a saudade for grande pense em mim pós estarei pensando em vocês, espero receber suas notas suas em breve.
meus olhos estavam marejados de lágrimas, minha garganta doía e eu já não conseguia falar pois minha voz embargou meu peito estava apertado, a única coisa que consolava era saber que eles estavam bem tendo uma vida boa com tudo que eles merecem.
- tudo pronto
- aqui coloca meu desenho
eu fiz um desenho da margarida que coloquei junto com a carta no envelope, Max me deixou decorar o envelope, eu corri no jardim e peguei um ramo de pequenas flores e coloquei no carimbo assim eles teriam algo meu.
- quanto tempo vai demorar pra eles receberem a carta?
- uma semana talvez
- talvez?
- o caminho e logo então vai depender da estada do clima etc.
- o importante é que chegue.
eu fiquei um pouco triste então levei margarida até a cachoeira, me sentei sobre as pedras e fiquei ali observando a água correr e o dia passar eu me deitei na grama fechei meus olhos e me concentrei o som da água caindo a brisa batendo no meu rosto aquele silêncio me deixava calma fiquei por horas ali só existindo.
- vai passar o dia deitada aí?
- ah oi Max (eu me levantei me sentando na grama)
- como você tá ?
- bem
- ótimo..
ele se levantou e estava saindo andando
- eii espera (grito)
eu me levantei irada gritando com ele
- só isso?
- como assim?
- você tá muito estranho
- para Amélia você não tá bem pra conversar
- como assim eu não tô bem?
- você está triste e só quero respeitar o seu tempo
- não parece ser isso, parece que você esqueceu de algo.
- do que você tá falando?
- nada, esquece
se ele esqueceu ou também vou esquecer não viu dá a mínima pra ele nos dias seguintes apenas me preocupei em treinar minha caligrafia e a leitura se eu estivesse na cozinha e o mas chegasse eu me retirava eu só falava o necessário com ele ignorei ele.
- vou na aldeia quer ir Amélia?
- não
- quer algo de lá?
- não
assim que ele saiu depois de meia hora eu também sai eu queria ir na cidade só não iria com ele. Quando eu cheguei comecei a olhar em volta eu fui na taberna e comprei um vestido e doces coloquei na conta do Max, não levei dinheiro na verdade eu não tinha. Eu caminhava pelo vilarejo quando uma barraquinha com bijuterias me chamou atenção e comecei a dar uma boa olhada e tudo a vendedora me mostrou as jóias quando vi um colar ele tinha uma pedra rosa em volta tinha um trabalho manual perfeito em forma de flor.
- uau, que linda
- e perfeito leve ele (vendedora)
- ah não eu não posso, eu não tenho dinheiro
eu deixei o colar e fui pra casa Max chegou uns 5 minutos depois.
- eu comprei bolinhos Amélia
- não tô com fome
eu estava na sala sentada olhando meus livros quando Max se sentiu ao meu lado.
- desculpa
- tá se desculpando porquê?
eu levantei pra sair quando ele segurou minha mão me fazendo parar.
- eu fiquei com vergonha e com medo
- de quer?
- eu pensei que talvez você pudesse se arrepender então decidi agir como se nada tivesse acontecido.
- não era isso que eu queria
- você é nova e bonita e eu gosto de você só tive medo
- repete oque você disse
- você é nova e bonita
- não, não; a outra coisa
- que eu gosto de você
- fala de novo
- eu gosto de você...
eu pulei nele e dei um beijo caloroso e ardente
- eu também gosto de você Max
- sério?
- sim
- aqui eu te trouxe um presente
ele me mostrou o colar e pra minha surpresa era o mesmo que eu vi no vilarejo
- como você soube?
- eu te vi na barraquinha de jóias, ele combina com você.
ele me virou, eu levantei meus enquanto ele passava o colar que ficou lindo no meu pescoço.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Vivi
estória maravilhosa ❤️
2023-05-10
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