visão

Na noite passada eu quase não consegui pregar os olhos para dormir de tanta animação, para o festival. Então assim que o sol nasceu eu já pulei da cama, e comecei a me preparar, eu corria de um lado para o outro, arrumando os doces na minha sesta, as geleias de morango que eu fiz o gosto estava maravilhoso. Max foi o meu degustador profissional, ele provou uma por uma das minhas guloseimas e segundo ele "são os melhores desse mundo".

pelo que ele me explicou do festival a parte da manhã é apenas a feira onde as mulheres vendem artesanato comidas doces e as crianças participou de gincanas isso vai seguindo até a tarde à noite acontece uma grande festa ao redor de uma fogueira e alguns jovens celebram sua maioridade pelo que eu entendi esse ano vai ser ainda mais especial já que uma das vilas próximas vai participar eles estão tentando entrar em um acordo para manter a paz, o fundador da vila ao lado era morador daqui mas ele não queria seguir as regras então decidiu fundar sua própria vila e algumas pessoas foi com ele, e isso foi há muito tempo atrás e se criou uma rixa que foi passando de geração em geração pelo que eu entendi essa briga foi bem pesada e teve sangue derramando, já que o chefe da outra vila queria reivindicar terras próximas que fica dentro do nosso território, bom essa e uma rixa boba que eu não entendo.

As risadas e os cantos das crianças se estendiam por todo o vilarejo, todos estavam animados. Havia jogos, música e muita comida, nem preciso dizer que meus doces fizeram sucesso, não sobrou um para contar história, tudo era animado e colorido que fazia meu coração palpitar de uma forma única, meus olhos se admirava com tudo, o que me fez lembrar dos meu amados irmãos, eles adorariam cada pedaço desse festival. Me peguei imaginando como seria os ver correndo, cantando por todos os lugares e lágrimas se formaram em meus olhos.

- Você está triste?

Uma voz baixa e suave veio por de traz de mim, quando me virei, vi uma pequena garota de pele pálida, olhos brilhantes e um cabelo long loiro, o topo da sua cabeça estava enfeitado por flores, seu vestido era alegre e luxuoso.

Ela tinha um sorriso sereno nos lábios, suas feições eram doces. Algo naquela garota me parecia familiar, me peguei enfeitiçada nos olhos dela, era como se ela me puxasse para si. Limpei a lágrima que havia se formado e então me aproximei da garota.

- eu só lembrei de umas pessoas que eu amo, e isso me fez ficar um pouco triste.

- toma!

Ela me entregou um livro que ela carregava consigo.

- esse livro era da minha mãe. Eu também me sinto triste quando lembro dela e esse livro me trás conforto.

- ha! Eu não posso aceitar isso, eu...

Era algo visivelmente importante para ela, mas então porque ela me entregou?

- e um agradecimento.

- agradecimento?

Ela balançou a cabeça e olhando com mais cuidado vi os seus olhos marejados. Então me abaixei e olhei dentro dos seus olhos e algo doeu dentro do meu peito, uma dor de saudade, uma dor de ausência ou sei lá como explicar isso. Passei a mão bem de leve nos seus cabelos.

- como é o seu nome?

- Alícia.

- que lindo nome o meu e...

- Amélia! Eu sei

- como?

- eu posso te pedir uma coisa?

- claro.

- você pode me abraçar bem forte.

Balancei a cabeça confirmando e logo em seguida eu a abracei, a sensação era reconfortante e acolhedora. Assim que eu abracei um pouco mais forte um flex de uma memoria que não era minha veio na minha cabeça, a imagem era embaçada eu via uma mulher se balançando em uma cadeira de balanço com um bebê no colo cantarolando uma música, de frente a uma lareira, uma voz masculina vinha do fundo. Minha cabeça estava explodindo e meu peito doía de forma inexplicável, comecei a ficar tonta e então eu consegui me afastar da garota e as lembranças, ou seja lá o que isso for foram embora.

- você tá bem? Você tá pálida, quer que eu chame ajuda?

- Não! Eu estou bem, só preciso de um momento

o mundo ao redor estava rodando, eu me senti enjoada e com vontade de vomitar. No meio da minha visão embaçada eu vi o rosto do Max correndo até mim.

- Amélia!

Ele me segurou em seus braços e seu rosto parecia irritado, ele olhou para a garota e gritou com ela.

- o que fez com ela? Eu avisei para não sair de perto do seu bando.

- Eu não fiz nada.

Ao fundo a figura de um homem muito bonito, ele devia ter a altura do max, os cabelos eram longos e quase brancos, os olhos de um tom único de azul, forte e bem robusto. Ele gritava o nome da menina, e ela correu até ele o chamando de pai, ele se agacha e abraça.

- pai e ela.

- eu sei, eu também senti o cheiro.

Eles falavam baixinho, mas eu conseguia ouvir e o max também, que gerou uma comoção desnecessária.

- Leve sua filha daqui.

- Max, para, tá tudo bem.

Ele me olha nos olhos.

- seu cheiro tá ficando muito forte, vou precisar de outro amuleto.

- cheiro? Eu não estou sentindo nada.

Ele me pega no colo e me leva para um celeiro, o lugar estava vazio e silencioso e bem escuro mesmo ainda estando de dia lá fora, ele tranca a porta e me põem sentada em um punhado de feno e me abraça bem forte.

- preciso amenizar o seu cheiro.

Ele me beija tão forte que achei que ele iria entrar dentro de mim, ele levanta a parte do meu vestido, a excitação foi rápida quando eu dei por mim estavamos fazendo sexo alí mesmo, tão forte e ardente e de uma forma estranha me fazia sentir tão bem e quando eu estava oreste a gozar outra lembrança dessa vez era minha ou não pos era do ponto de alguém já que eu me vi quando jovem cuidando de alguém era uma lembrança doce mas muito confusa. Um orgasmo tomou conta do meu corpo, ele veio junto comigo chamando o meu nome.

- Amélia!

- max!

Ele me ajudou a me recompor, mas ele estava estranhamente calado.

- aquele cara e pai daquela garota?

- sim!

- eles são da outra vila?

- sim, ele é o chefe dos Polares.

- Polares?

- por causa da aparência, viu a cor dos cabelos?

- sim!

- exato! Todos eles têm cabelos assim.

- então eu poderia fazer parte da tribo deles.

Nesse mesmo estante, max agarra meu braço.

- nunca mais repita isso.

Advertiu ele com os olhos em chamas.

- eu só brinquei por causa do meu cabelo

- você é minha, no passado, no presente e no futuro você pertence apenas a mim

Ele me puxa para perto do seu corpo, o seu peito rígido me aperta, sua respiração tá rapida e ofegante, mesmo ele falando de uma forma firme e brava, não me fez ter medo mas de uma forma estranha me senti bem. Ele puxa minha cabeça para bem perto da sua e me olha bem no fundo dos olhos.

- repita: eu sou sua.

- Eu sou sua!

- Amélia não importa o que você seja, nem em que momento você esteja nada e ninguém vai me tirar de mim. Você deve amar a mim somente a mim, entendeu?

- entendi!

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Comments

morena

morena

Q bom q voltou 🥰

2024-11-26

1

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