Enquanto nossos olhos se encontraram ficamos nos encarando por alguns segundos, os segundos pareceram horas ele foi o primeiro a recuar.
- já tá bom assim
- espera, eu não terminei ainda.
ele saiu cambaleando pela casa até chegar no quarto eu consegui escutar o som da porta se fechando ele ficou no quarto o dia todo eu bati algumas vezes oferecendo comida e ele me mandava sair eu quis respeitar o seu espaço então resolvi sair pra dá uma olhada ao redor eu sei que a vila não ficava muito longe eu acho que lembro do caminho.
- Max, eu vou dar uma volta, deixei leite com biscoito aqui na porta pra você.
peguei uma pequena cesta de palha que tinha na cozinha coloquei um pedacinho de pão e um bolinho de abóbora vai que me desse fome no meio do caminho. Eu não gosto da sensação de passar fome e horrível e apavorante; ainda tinha sol e eu fui adentrando a floresta.
eu estava na trilha porém em algum momento a trilha ficou confusa e eu não sabia se ainda estava indo pra vila ou voltando pra casa do Max, dentro da floresta escurecia bem rápido eu não tenho medo do escuro nem de ficar sozinha porém tem muitos risco animais selvagens como estava finco escuro escolhi me esconder de baixo de um grande salgueiro as horas foi se passando e a única luz e do brilho da lua estava tão frio que eu podia ver minha respiração meu estômago roncou eu comi o bolinho mas acho que que não foi uma boa ideia o cheiro deve ter atraído algum animal selvagem eu escutava alguns ruídos vindo de uma moita o barulho ficou cada vez mais alto, aquilo seja lá oque for chegava cada vez mais perto eu peguei o pão que ainda tinha e joguei bem longe pra tentar mudar o foco do animal más não deu muito certo aquilo correu em minha direção eu me levantei rápido e saí correndo eu tropeçava em galhos e me cortava meu sapato acabou se perdendo no caminho eu não conseguia gritar só tentava me salvar em algum momento eu torci o pé e acabei caindo no chão eu me virei e aquele animal que tinha olhos gigantes e era um urso, ele dava passos curtos em minha direção rosnando quando ele foi me ataca algo avançou no urso era um lobo de pelos escuros ele mordeu o urso o lobo uivou e logo outros lobos cercou o urso a briga acabou logo em quanto tudo acontecia eu saí de fininho e continuei correndo com muita dificuldade meu pé estava doendo muito eu andava cambaleando e algum momento aquele lobo apareceu na minha frente ele tinha olhos tão azuis e brilhante meu coração batia tão forte minha respiração muito ofegante e de repete eu desmaiei talvez por causa de tantas emoções eu não me lembro de mais nada quando eu recobrei a consciência eu estava no meu quarto deitada na cama alguém já tinha feito curativos me limpado e colocado remédio nas minhas feridas eu tentei levantar da cama mas não consegui o meu pé tava doendo muito eu não consegui firmar ele no chão foi quando o Max entrou no quarto com uma tigela com sopa.
- você não pode levantar o seu pé, tá machucado
- como eu vim parar aqui? tinha um lobo, um urso? você, como me achou?
- eu te achei desmaiada na floresta
- e o lobo?
- quando cheguei só tinha você por falar nisso você e bem burra em
ele foi colocando a sopa na mesinha do lado da cama.
- burra? eu só me perdi
- você tava querendo fugir ?
- não, eu só queria ir no vilarejo, acabei pegando o caminho errado
- come a sopa e descansa, temos trabalho pela manhã
- eu tô machucada e tá quase amanhecendo
ele não ligou, apenas saiu e fechou a porta
- você é muito insensível ( grito )
eu comi toda a sopa e tentei dormir, às vezes eu acordava por causa da dor no meu pé tá bom eu estou sendo bem exagerada foi só alguns arranhões só que aquilo ardia muito de manhã bem cedo Max batia na minha porta.
- te dou dois minutos pra levantar da cama
eu não dei ouvidos e o ignorei continuei dormindo ele passou outras duas vezes pelo quarto gritando pra mim levantar da cama eu estava morrendo de sono só levantei quando um balde de água fria caiu sobre minha cabeça, sim literalmente um balde de água fria eu levantei aos pulos da cama.
- oque e isso?
- levanta agora
- pra que tanta ignorância?
- se não tirar essa bunda da cama vai ficar sem jantar
quando ele falou isso eu levantei mais rápido dique um raio eu me troquei e sai nem senti encômodo no meu pé.
- Já levantei, tá bom pra você?
- vamos lá pro quintal
- espera, eu nem tomei café ainda
- nem vai tomar café
- espera oq?
- se você tivesse levantado quando eu chamei pela primeira vez você teria tomado café mas como você fez corpo mole perdeu o horário
- desde quando tem essas regras?
- desde que você agiu como uma tapada e se perdeu na floresta.
- cara, como você é arrogante
andamos até o quintal e ele me entregou um bastão de madeira.
- pra que isso?
- você precisa aprender a se defender nem sempre vai aparecer alguém pra te ajudar
- eu sei me defender
ele deu uma olhada de cima a baixo no meu corpo e fez uma cara de desdenho como se estivesse debochando das minhas palavras, oque ele tinha de bonito ele tinha de trevoso, passamos a manhã com ele me ensinado alguns golpes eu não parava em pé.
- anda levanta empunha esse bastão direito
- eu tô cansada e com fome como você quer que eu faça isso?
- e só você se dedicar
- não dá pra pegar leve comigo?
- todo perigo vai pegar leve com você?
- eu só quero comer um pouco
- se você conseguir me acertar eu te levo no vilarejo pra comer.
- ok, combinado.
acho que ele ficou com pena de mim ou eu estava tremendamente forte do nada, por um milagre eu acabei acertando sua perna bem de leve eu acho que nem acertou de fato, mas eu tinha feito minha parte.
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Edameres Ferreira de Araújo
estou amado
2025-01-25
0
Juliana Sousa
eita. estou gostando
2024-12-11
0