Talvez vocês queiram saber um pouco mais sobre mim. Meu nome é Humberto Siqueira. Muitos podem me rotular como cafajeste. Talvez até seja mesmo.
Conheci Helena em minha segunda faculdade. Minha primeira formação foi em mecânica. Mas depois de dois anos atuando na área, resolvi fazer outra faculdade.
Já estava casado com Priscila e tinha dois filhos pequenos com ela, mas nosso relacionamento tinha esfriado após o nascimento de Gilberto. Ainda tentamos manter o casamento e veio o Gilmar.
Aí que a coisa desandou de vez. Priscila só tinha tempo para as crianças. Trabalhava meio período como professora e o restante do dia era cuidando dos meninos.
Nosso fogo se apagou por completo. Mas não tinha coragem para separar dela e dos meninos. O salário na oficina era razoável, mas decidi uma outra especialização. Fui fazer Administração de Empresas.
Na faculdade, conheci uma garota ainda adolescente. Era muito estudiosa. Era uma princesa. Quando começamos com o curso, ela estava tentando uma bolsa de estudos, uma vez que a tia que criou ela não tinha condições financeiras para pagar todas as despesas da faculdade. A menina trabalhava meio período para completar os valores.
Fui me aproximando mais, ao saber que a única vaga para bolsista que sobrou na faculdade era para jogadores profissionais de videogame. Eu já era fera em todos os jogos. Jogava desde moleque.
Me ofereci para ajudar a garota a conquistar a bolsa de estudos. Ela topou. Criamos uma amizade forte. Todos os dias eu tirava tempo do trabalho e dos estudos para ajudar Helena a ganhar a bolsa de gamer. Ela disputou a vaga contra as feras da faculdade, um grupo de nerds. Ganhou a disputa e ficou com a vaga.
Logo depois, a tia dela faleceu. A única renda que Helena possuía era a bolsa de estudos. Conseguiu entrar em campeonatos locais e venceu todos. Participou de campeonatos regionais e também demonstrou que era fera.
Ninguém acreditava que aquela jovem era uma jogadora em nível profissional. Principalmente por ser muito jovem e mulher. Poucas mulheres se aventuram no mundo dos games profissionais.
Helena venceu o campeonato regional e partiu para o desafio maior. O campeonato nacional. Teria que enfrentar as grandes feras dos games do país. Quem disse que isso abalou sua convicção? Eu me sentia orgulhoso por ter feito com que ela aprendesse os macetes e tivesse uma garra tão grande.
Posso dizer que ver Helena vencendo o campeonato nacional foi a minha maior emoção. Logo de primeira ela venceu cada etapa do campeonato e foi direto disputar contra o maioral, que estava invicto há quatro anos.
Humberto: Essa é a minha garota! Venceu o campeonato regional, depois o nacional. O céu é o limite!
Helena: Infelizmente, vou parar por aqui. Não tenho condições financeiras ou emocional para disputar o campeonato Sul Americano e depois o mundial.
Humberto: Podemos correr atrás de patrocínio. Basta querer, que podemos fazer isso acontecer.
Helena: Acabei de completar 18 anos, já é suficiente ser campeã nacional. Ano que vem, quem sabe...
Humberto: Tudo bem. Vamos continuar trabalhando no seu jogo. Vamos cobrir todas as vulnerabilidades. Vamos tentar novas estratégias. Vou continuar guiando o seu caminho nessa jornada.
O meu maior prazer era ver Helena ouvindo as minhas dicas e colocando em prática em seus jogos. E apesar dela se dedicar integralmente ao trabalho como bolsista, ainda era a aluna nota 10 do curso de Administração junto comigo.
Aos poucos, nossa amizade foi se transformando em algo mais. Helena foi chamada para estagiar numa empresa desenvolvedora de games, mas não abriu mão da bolsa de estudos. Eu queria que ela fosse trabalhar na tal empresa, mas ela recusou. Ela poderia continuar sendo bolsista até o final do curso. Ela optou por isso.
Durante os anos de curso, ela venceu todos os campeonatos para a faculdade. Dava assessoria aos mais diversos tipos de jogos, mas sempre se manteve como bolsista. Quando surgiu o estágio na multinacional da capital, nós dois entramos.
Eu estava cada vez mais distante da minha família. Consegui na oficina que liberassem meio período para cumprir o estágio da faculdade.
Quando nos formamos, já éramos namorados há dois anos. Conseguimos ser contratados pela multinacional. Ambos como Administradores.
Decidi convidar Helena para morar comigo. Avisei que ela não sonhasse com casamento, que eu não era chegado nessas coisas. Apenas para esconder o fato de que já era casado e não tinha coragem para separar judicialmente.
Enquanto estudante, Helena morava no campus da faculdade. Agora formada, aceitou morar comigo, afinal, já estávamos namorando há tempos.
Fui o seu primeiro, infelizmente, ela acabou engravidando. Eu não queria mais filhos. Já tinha dois. Dei um jeito dela abortar sem saber que fui eu.
Helena sofreu muito com a perda do seu primeiro filho. Eu não consegui fingir que estava sofrendo. Agi como se fosse normal. Ela me deixou de molho por mais tempo do que o necessário para sua recuperação.
Infelizmente, quando voltamos a ativa, ela engravidou outra vez. Dessa vez, ela não aceitava nada oferecido por ninguém, nem mesmo eu. Todas as refeições eram feitas por ela e para ela. Nove meses depois, nasceu Carolina.
Durante a gravidez ela participou do campeonato e venceu, mesmo com a barriga grande e alguns desconfortos de gravidez. Helena era de fato uma guerreira.
Depois do nascimento da Carolina, nosso relacionamento deu uma esfriada. Ela dava total atenção para a criança, igual a Priscila, minha esposa. Mas não tive coragem para separar dela.
Eu sempre reclamava por ela ainda amamentar a criança, mesmo depois da introdução alimentar e da creche. Mas Helena não prestava atenção a mim. Vivia apenas para a filha.
Helena não sabia, mas durante a gravidez dela, envolvi-me com uma funcionária da empresa. Ela também engravidou. O filho dela era meses mais novo que Carolina.
E por falar em Carolina. No hospital, acabei sendo forçado por enfermeiras e médicos a registrar Carolina como filha. Realmente era a minha cópia em versão miniatura e feminina. Não fiz exame de DNA. Também não faria mesmo. Tinha certeza que Helena nunca iria me trair. O cafajeste era eu.
Pouco antes de Carolina completar um ano, minha esposa apareceu no trabalho e contou tudo para Helena, não apenas do nosso casamento e filhos, mas também da traição com Virgínia. Contou que o filho da Virgínia também era meu, embora eu não o tivesse reconhecido legalmente.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Rose Gandarillas
Este não é pai de nenhum dos quatros, os dois da ex esposa, da Carolina, filha de Helena e do filho de Virginia que não registrou. Ele apenas foi o doador de esperma!! Um ordinário!!
2024-07-21
0
odia Costa
Humberto canalha mal caráter
2024-04-25
1
odia Costa
Esse homem é um trastre
2023-12-24
2