LC (Narrando):
Acordei cedo e tomei um banho, vesti uma roupa confortável e passei o meu perfume bem amadeirado porque eu gosto. Desci para a cozinha e tomei café com a minha coroa.
– E aí, veia, bom dia. – Eu me sentei à mesa.
– Bom dia. – Ela se senta para tomar café comigo.
– Como a Brenda está? – Ela pergunta.
– Parece que está bem melhor, mas tu sabes que ela não é de demonstrar os sentimentos dela, então nunca sei realmente como ela está. Pelo menos não está bebendo como antes.
– Que bom, meu filho. Ela é uma moça boa e merece ser feliz. Coitada já passou por tanta coisa, ainda tem essa questão de não poder ter filhos. Para uma mulher, isso é muito difícil. Todas querem ser mãe um dia. – Minha mãe fala e eu fico em silêncio.
– Já pensaste nisso, se um dia, sei lá, vocês ficassem juntos, tu não iria ter filhos com ela. – Minha mãe fala.
– Nunca parei para pensar nisso, mãe. Na verdade, acho que ela nunca vai me olhar com outros olhos. Para ela, eu sou como um irmão. Mas se isso acontecesse um dia, eu não me importaria. Para mim, não teria problema nenhum em adotar um bebê. – Eu falo tomando o meu café.
– Tenho muito orgulho de ti, meu filho. Tu é um homem de verdade e não um moleque. Espero que um dia ela te ame do mesmo jeito que tu a ama. Eu sei que, no fundo, ela gosta de você também. Mas ela está passando por um momento muito difícil, e para ela, o Chacal era perfeito. Então, até ela realmente se desligar dele, vai demorar um pouco. Tenha paciência.
– Mais do que eu já tenho é impossível, mãe. Tu acredita que já dormi de conchinha com ela, cuidando dela depois de estar chapada? Pensa na tortura que foi. – Eu falo e ela sorri.
– Imagino. Mas deixa eu te falar, ouvi esses dias os caras da segurança da boca comentando sobre ela, e só acho que eles deviam ter mais respeito. Afinal, ela é a patroa.
– O que estavam falando, mãe? – Eu pergunto, já bolado.
– Que ela é muito gostosa, que iam fazer aposta para ver quem conseguia pegá-la primeiro, essas coisas que esses desocupados ficam falando. – Minha mãe fala e eu fico bolado com isso. Termino o meu café e me despeço da minha mãe, indo direto para a boca.
Chego lá e já chamo os quatro que ficam na contenção da boca para a minha sala.
– Bora os quatro para a minha sala agora. – Eu falo e eles vêm todos quietinhos.
– A patroa já chegou? – Eu pergunto e um deles responde.
– Ainda não. – Ele fala e eu apenas balanço a cabeça em sinal de concordância.
– Eu fiquei sabendo que vocês andam falando merda aí na frente. Qual é? Está pouco o trabalho para vocês? – Eu pergunto bolado, encarando os quatro.
– Que isso, chefe , eu só estou fazendo o meu trampo de boa. Não sou velho para andar fofocando. – O Giba fala.
– Só vou passar a visão para vocês, que se eu pegar ou ficar sabendo que algum de vocês está soltando piadinha com a patroa, eu mesmo vou cobrar o vacilo, tá ligado?
Eles ficam em silêncio, e arregalam os olhos.
– Se é que vocês esqueceram, é ela que dá trabalho para vocês, e vocês devem respeito a ela. Se ela imaginar que vocês andam falando no nome dela, pode ter certeza que ela mesma cobra. Então isso acaba aqui, estamos entendidos. – Eu falo e os quatro só balançam a cabeça dizendo que sim.
– Agora bora trabalhar, porque aqui não é Disney. – Eu falo e eles saem de fininho. Eu fico puto só de imaginar que eles ficam desejando ela, bando de Cuzão.
Mando uma mensagem para Brenda avisando que vou conferir o armamento que chegou e a carga de drogas, e faço isso.
Passo a manhã toda fazendo isso. Na hora do almoço, vou para casa almoçar. Chego lá e encontro a Any sentada na mesa com a minha mãe.
– E aí. – Eu falo indo para o banheiro lavar as mãos.
Volto para a cozinha e as duas estão esperando eu chegar para almoçar.
– Muito trabalho? – Any pergunta, me encarando, enquanto sirvo o meu prato.
– Hoje está meio corrido mesmo. – Eu falo.
– Eu vim ver se você estava em casa e a sua mãe me chamou para almoçar com vocês. Espero que não se incomode. – Ela fala e dá um sorriso.
– Claro que não, pode ficar tranquila.
– Eu queria te chamar para ir comigo hoje no pagodinho que vai rolar no bar do seu Zé, se tu não tiver muito ocupado. – Ela fala me olhando nos olhos.
– Vamos ver, Any. Eu não posso prometer, mas se der, eu passo te pegar às oito. Se eu não chegar, pode ir sozinha. – Eu falo e ela só balança a cabeça concordando. Minha mãe só observa e não fala nada.
Quando estou levando o meu prato para a pia, o meu rádio começa a apitar. Pego e respondo.
– LC tá na escuta. – O Neguinho fala.
– Pode falar. – Eu falo.
– Não sei o que aconteceu, mas a Barbie está quebrando tudo na sala dela. Daqui do beco dá para ouvir os barulhos, a mina parece que surtou.
– Já colo aí, não deixa ela sair do jeito que está. – Eu falo e desligo o rádio.
– Meu Deus, o que será que aconteceu? – Minha mãe fala.
– Não sei, mãe. Eu preciso ir nessa. Qualquer coisa, eu te ligo se eu puder ir, Any. – Eu falo e saio de dentro de casa, pego a minha moto e saio rasgando até a boca. Chego lá, estaciono a minha moto no beco, e já dá para ouvir barulho de coisas sendo quebradas.
– Eu vou lá ver o que está acontecendo. Não deixem ninguém entrar. – Eu falo para os vapor e vou para a porta. Abro a minha e depois chego na porta da sala dela. Quando eu abro, quase que um quadro acerta o meu rosto. Eu me desvio dele e falo com ela.
– O que está pegando aqui, Brenda? Está doidona, porr@?
Ela se senta no chão e começa a chorar, um choro descontrolado. Eu nunca a vi assim, nem no dia que aquele miserável morreu.
Eu olho em redor da sala dela e está tudo quebrado, até os vidros da janela. A mesa está virada, papéis no chão, tudo uma verdadeira bagunça.
– Meu Deus, Brenda, o que aconteceu? – Eu falo, me abaixando e pegando ela nos meus braços. Eu a abraço e ela parece que chora ainda mais. Depois de um tempo, ela enfim se acalma e limpa o rosto com a blusa dela mesma. Estamos sentados no chão, eu estou de frente para ela. Ela me olha e fala.
– O Alisson não só me traiu, como me enganou esse tempo todo. Eu o odeio e como eu queria que ele estivesse vivo para eu o matar com as minhas mãos. – Ela fala inconsolada.
– Eu não estou entendendo, Loira. Fala o que aconteceu. – Eu falo e limpo o seu rosto com a mão.
– Tu sabe o quanto eu sempre quis ser mãe, e tu sabe o quanto eu sofri quando descobri que eu não podia ter filhos, não sabe? – Ela fala.
– Claro que sei, pô. Mas também acho que tu não ten que ficar assim por isso. Tu pode adotar um menino quando quiser. – Eu falo, tentando consolar ela.
– Não se trata disso, Lucas. Ele forjou os meus exames. Eu posso ter filhos e ele é que não pode ter. – Ela fala e eu fico em choque.
– De onde tu tirou isso, Brenda?
– Achei um cofre aqui atrás do nosso quadro na parede. Eu consegui abrir, e os resultados estavam ali, junto de um celular que com certeza ele usava para me trair, esse desgraçado. – Ela fala e eu nem sei o que dizer a ela. Eu fico bolado com tudo que está acontecendo.
– Eu cansei de ser trouxa. Chega. Chega. – Ela fala gritando.
– Preciso tirar o dia de folga. Cuida de tudo para mim. – Ela fala e eu fico preocupado com o que ela pode fazer.
– Mas tu vai ficar bem? Eu posso ficar contigo se quiser?
– Não, obrigada. Eu preciso ficar sozinha. Mande alguém arrumar essa bagunça e tenta falar com o chefe do CV, marque uma reunião para mais tardar amanhã, e já organize um baile para sábado. – Ela fala, pegando as coisas de dentro do tal cofre.
– Tem certeza disso? – Eu pergunto.
– Tenho. Chega de luto nesse caralho. Eu vou dar um baile para comemorar a morte desse desgraçado. – Ela fala e sai da sala dela indo para fora, e eu fico ali sem saber o que fazer por ela
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Grace Chuma
Ela ainda nem sabe da tramoia que o Chacal fez para lhe separar do LC
2025-02-17
1
TRAIÇÃO NÃO TEM PERDÃO
Paciência ? o Cara Diz Que Vai Conquistar Ela Desfilando Cm Outra ? Pfv Né
2024-11-28
2
Expedita Oliveira
Show 💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞💞 Agora eles vão ver com quantos paus se faz uma canoa 🛶🛶🛶🛶🛶🛶🛶🛶🛶🛶🛶❤️❤️❤️❤️❤️👏👏👏👏👏🌹🌹🌹🌹🌹
2024-07-25
4