invasão

Brenda (narrando):

Acordo com o meu rádio tocando, abro os olhos com dificuldade e pego o rádio para ouvir.

– Barbie na escuta - respondo quando LC me chama no rádio.

– Pode falar - me levanto, tentando acordar completamente.

– Vamos ter invasão, acabaram de ver a Bope subindo pelo mato, preciso que você venha me dar reforço - ele fala com autoridade.

– E cadê o Alisson? - pergunto enquanto me visto.

– Não está no Morro, só sei que ele saiu para o asfalto.

– Marca dez que eu chego aí.

Desligo o rádio, visto uma calça jeans, uma camiseta preta, amarro o cabelo em um rabo de cavalo, escovo os dentes, lavo o rosto, pego minha Glock e coloco na cinta com mais dois pentes carregados. Pego o fuzil, coloco nas costas, desço as escadas e encontro dona Lu.

– Está acontecendo alguma coisa, filha? - ela pergunta enquanto ouvimos fogos.

– Estamos tendo uma invasão, por favor, vá para o cofre e só saia de lá quando eu voltar - peço a ela antes de sair.

Subo na minha moto, uma CB 500 F, chamo LC no rádio e vou direto para lá. Ao chegar, encosto minha moto em um beco, saco minha arma e avanço pelo beco, deparando-me com um inimigo e atirando sem hesitar. Subo na laje, onde LC já estava atirando, e junto-me a ele.

Depois de quase duas horas, as coisas começam a melhorar para o nosso lado, eles parecem estar recuando, finalmente posso respirar aliviada.

– E aí, está tudo bem - ele pergunta.

– Não estou nada bem, o Alisson está me escondendo alguma coisa e eu sei que você sabe o que é - desabafo.

– Eu não sei de nada, Brenda, só sei que ele está metido em um problema enorme, só isso - ele responde, carregando a arma.

– Achei que você fosse meu amigo, mas me enganei - levanto-me irritada, ignorando-o.

Desço da laje, saio com meu fuzil na mão, matando mais dois inimigos que encontro na rua. Os fogos anunciam o fim da invasão, eles recuaram. Encontro dois vapor na rua e dou ordens.

– Chama os vapor e faz uma limpeza, joga os corpos deles para baixo da entrada do morro - ordeno.

Pego minha moto e dou uma volta no morro para avaliar os danos, felizmente, só tivemos três feridos, nenhum morto.

Decido ir até a casa da dona Fátima. Peço a um dos meus seguranças para tirar dona Lu do cofre, pois não estou com pressa para voltar para casa. Estaciono minha moto na frente e entro, chamando por ela.

– Estou entrando - abro a porta e vejo-a vindo da cozinha.

– "Véia" é seu passado, menina, me respeita - ela brinca, abraçando-me, e eu confesso que precisava desse abraço.

Sentamos no sofá e conversamos.

– Estava com saudades, tia - uma lágrima escorre dos meus olhos.

– Você é como uma filha para mim, quando precisar, pode vir aqui, essa casa também é sua - ela me conforta.

– Obrigada.

– Garanto que você nem tomou café ainda, né? - ela vai para a cozinha.

– Não tive tempo, tia, acordei com a invasão.

– Então vem cá, vou preparar um café fresquinho - ela põe o café na cafeteira.

Deixo meu fuzil no canto da sala e vou para a cozinha, onde ela já arrumou a mesa. Comemos e tomamos café juntas.

– O que foi, tia? Por que está me olhando assim? - pergunto.

– Quer me contar o que está acontecendo, Brenda? Eu te conheço e sei que você não está bem - ela me analisa. – O Chacal aprontou alguma coisa?

– Ai, tia, eu sei que ele está me escondendo algo, só não sei o que é. Ele anda preocupado, atende o celular longe de mim, fica irritado... Tem algo errado. O Lucas não comentou nada com a senhora? - confio nela.

– Ele não comentou nada, mas vi os dois discutindo no celular esses dias. Só ouvi o Lucas dizendo que ele se meteu em um problema e o morro está em perigo por causa da irresponsabilidade dele - ela conta, e eu fico pensando no que ele pode ter feito.

– Mas não fique pensando negativo, se for algo grave, você vai descobrir - ela tenta me tranquilizar.

– Às vezes, eu penso: será que ele teria coragem de me trair? - confesso.

– Minha filha, eu acho que não, né? - ela opina.

Nesse momento, a porta se abre e Lucas entra, surpreendendo-me na cozinha.

– Estou morrendo de fome, e aí, Brenda, está mais calma? - ele pergunta ao se sentar ao meu lado.

– Calma? Eu não quero nem papo contigo - levanto-me para pegar meu fuzil e ir embora.

– Muito obrigada pelo café, tia, estava maravilhoso, mas eu preciso saber onde está meu marido - digo antes de sair.

– Fica, vou fazer um almoço para nós - ela oferece.

– Obrigada, tia, mas eu preciso saber onde ele está - respondo, fechando a porta.

– Espera aí, loira, quero conversar contigo - Lucas pede ao me alcançar no portão.

– Eu não quero que você fique desse jeito comigo, tu sabe que te considero, mas tem coisas que não posso falar - ele tenta explicar.

– Se não vai me falar, pra que me chamou então? - pergunto, irritada.

– Só posso te dizer para abrir os olhos com teu marido, pode ser que ele não seja tão perfeito assim. Aperta ele para ver se ele te conta o que está acontecendo - ele sugere, e eu sei que ele sabe

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Comments

Expedita Oliveira

Expedita Oliveira

Eita que agora vai ter treta 🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺

2024-07-24

2

margarida Alves

margarida Alves

Ele não pode falar é amigo dos dois,ela tem que dar uma prensa no safado

2024-06-27

0

marlene cardoso dos santos

marlene cardoso dos santos

Muito lindo cada capítulo fica melhor

2024-05-27

1

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