dia após dia

Brenda (narrando):

Quando acordo, abro os olhos e vejo que estou em um quarto de hospital. Olho para o lado e vejo o Lucas sentado ao meu lado.

– Me diz que foi só um pesadelo. – Falo, olhando para ele.

– Ele está morto, sinto muito. – Ele responde com um olhar triste.

– Não pode ser, Lucas. Deve ter havido algum engano, pode não ter sido ele naquele carro. – Digo, com esperança.

– Não sobrou nada do corpo, mas acharam isso dentro do carro. – Ele fala, me entregando uma pulseira que o Alisson nunca tirava do braço. Eu dei a ele quando ainda namorávamos. Meus olhos enchem de lágrimas e não consigo mais segurar. Me permito chorar, e meu mundo parece que desaba. Minha vontade é morrer também.

– Tu tem que ser forte, Brenda. A vida não acabou, tem um morro para cuidar. – Ele fala, me encarando.

– Não quero cuidar de porra de morro nenhum. – Levanto-me, tiro o soro do meu braço e saio do postinho, com ele falando atrás de mim.

– Para onde está indo? Está maluca, tu não está bem. – Ele pergunta.

– Para minha casa. Preciso ficar sozinha, por favor, me deixa. – Falo e vou para casa.

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Quinze dias depois

Estes foram, sem dúvida, os piores dias da minha vida. Não como mais, não me levanto dessa cama para nada. Dei ordens aos meus seguranças para não deixar ninguém entrar, nem mesmo o LC.

Esta noite sonhei novamente com ele, e no sonho ele não estava morto. Pedia perdão e dizia que ia voltar para mim. Acordei chorando, como das outras vezes. Realmente estou acabada. Tomei um banho e vesti uma camiseta dele para poder sentir seu cheiro. Quando estou voltando a me deitar, escuto uma gritaria lá em baixo. Vou até a sacada e vejo Dona Fátima discutindo com os seguranças.

– O que está acontecendo aí? – Pergunto.

– Patroa, ela quer entrar, e eu já disse que a patroa não quer ver ninguém. – Ele responde, e ela me encara.

– Vai embora, tia, não quero conversar. – Falo.

– Brenda, tu vai ter coragem de me deixar para fora? – Dona Fátima grita.

– Deixem ela entrar. – Falo e volto para a cama. Logo ela entra no meu quarto, já falando comigo.

– Pode levantar dessa cama, já é uma hora da tarde, e tu está toda jogada nessa cama. Vem, levanta, eu trouxe uma comidinha que tu adora. – Ela fala, abrindo as cortinas do meu quarto.

– Para, tia, não quero nada, me deixa sofrer em paz. – Falo, chorando.

– Menina, para com isso. Não te reconheço mais. Cadê aquela menina forte e decidida que tu era? – Ela fala.

– Essa menina morreu junto com o Alisson. – Falo, virando na cama.

Ela puxa meu lençol e fala séria comigo.

– Tu vai levantar agora, e vais comer a comida que eu trouxe, e eu não quero desculpas. – Ela fala séria, e com muito custo, levanto-me e desço com ela para a cozinha. Ela trouxe lasanha, e ela sabe que eu amo a lasanha dela. Como, e ela fica ali me olhando.

– Obrigada, tia, por se preocupar comigo. – Falo, tomando um gole de suco natural que ela também trouxe.

– Tu sabe que te amo como uma filha, e me preocupo contigo. Já está na hora de tu sair dessa depressão. Sei que amava ele, e sei que é difícil. Já passei por isso e sei como é. Mas a vida não para, Brenda, e tu tens que seguir em frente. – Ela fala, e eu fico pensando no que ela me disse.

– Vê se atendes o teu celular, o Lucas precisa falar contigo, e parece que é coisa séria sobre o morro. E tem que ir na ONG também, a Jéssica veio me perguntar de ti e disse que as crianças estão com saudades. – Ela fala, e lembro das crianças, e meu coração aperta de saudades.

– Está bom, tia, mas está tão difícil. Não imagina quantas vezes peguei minha arma e pensei em me dar um tiro para acabar com todo esse sofrimento. – Falo, com tristeza no olhar, e ela vem me abraçar.

– Por isso, não é bom tu ficares sozinha. Vou ficar aqui contigo até tu ficar melhor. Já mandei o Lucas trazer as minhas coisas. – Ela fala, me abraçando e beijando minha cabeça.

– Obrigada, tia. – Falo, sentindo-me confortável com ela.

Depois do almoço, ela passou a tarde comigo, vendo filmes na Netflix. Quando anoiteceu, ela foi fazer a janta, e eu fui tomar banho.

Tomei um banho, vesti uma roupa confortável, passei hidratante, fiz um coque frouxo no cabelo e desci para a sala. Quando cheguei lá, vi o Lucas na sala, esparramado no meu sofá.

– Oi. – Falo, sentando-me ao lado dele.

– Oi, como tu está? – Ele pergunta.

– Estou melhor, obrigada. – Falo.

– Temos uma reunião com o CV amanhã, e tu tens que estar presente. – Ele fala sério, olhando para mim.

– Tu sabes sobre o que é a reunião? – Pergunto, curiosa.

– Com certeza é sobre a morte do Chacal. Deve ser sobre o teu luto, essas coisas. – Ele fala.

–Lucas o Alisson não tá mais aqui e sei que isso não vai trazer ele de volta, mas eu quero que tu mande investigar tudo sobre esse mafioso, eu vou me infiltrar na máfia, e vou vingar a morte do Alisson. Eu falo olhando pra ele.

–Tu não vai fazer uma merda dessas Brenda, eu não queria que tu ficasse sabendo dessa merda, mais o Alisson procurou pra cabeça, ele ficou com a filha do mafioso e parece que a menina perdeu a virgindade com ele e o cara queria a cabeça do Chacal ou ele assumisse a mina lá.

Quando ele fala aquilo, eu não consigo acreditare o meu coração erra as batidas.

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Comments

Thaliaa Vieira

Thaliaa Vieira

Só acho que antes dele ter morrido, ela deveria de ter sabido por ele oq ele fez com ela!

2025-02-25

1

Josy Leite

Josy Leite

o Alisson está vivo forjaram a morte dele para ele se casar com a filha do mafioso

2024-10-07

7

Expedita Oliveira

Expedita Oliveira

Eita que agora o 🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲🪲 pega e a 🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🐍🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬🚬

2024-07-24

0

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