Brenda (narrando)
Ao chegar em casa, avistei ele estacionando sua moto na frente da casa. Entrei logo atrás dele. Abri a porta do escritório e o encontrei, servindo-se de whisky.
– Onde você estava? Fala logo, não quero mentiras. - Disse, batendo a porta do escritório.
Ele me olhou assustado e respondeu:
– Que é isso, loira? Está desconfiando de mim, amor? Estava resolvendo uns BO, e quando soube da invasão, já tinha acabado. - Disse, bebendo seu whisky.
– Sei que está me escondendo algo, Alisson. Ficou fora a manhã toda, onde esteve que não pode me falar? - Gritei com ele.
– Não sei porque sua paranoia, sabe que nunca iria te trair. Estou lidando com uns BO relacionados ao morro, não é nada com a gente, Brenda. Sabe o quanto te amo. - Disse, aproximando-se de mim.
– Não me toque, não quero papo contigo até me falar a verdade. - Respondi, apontando o dedo para ele, e saí do escritório. Fui para o quarto, entrei no banheiro, enchi a banheira e fiquei um tempão pensando no que ele poderia estar me escondendo. Levantei-me, fui para debaixo do chuveiro, tirei o sabão do corpo, me sequei, passei hidratante e vesti uma roupa confortável.
Vesti uma blusinha azul e um shorts jeans , fiz um coque frouxo no cabelo, passei perfume e calcei um tênis branco.
Desço para a cozinha, onde a Dona Lu já tinha a comida pronta. Almocei e percebi que Alisson já havia saído. Subi, escovei os dentes, peguei minha glock, coloquei na bolsa e fui direto para a ONG na minha moto. Cheguei lá e brinquei com as crianças até que Jéssica veio falar comigo. Jéssica trabalha na ONG há dois anos e se tornou minha amiga.
– O que foi, Brenda? Não está bem, né? Quer conversar? - Perguntou.
– Coisas da vida, amiga. Nem tudo são flores. Que tal irmos tomar um açaí na lanchonete da praça? - Sugeri.
– Pode ser, depois que sairmos daqui vamos pra lá. - Respondeu.
Ficamos lá ajudando com as crianças. Às seis horas da tarde, saímos e fomos até a quadra, na lanchonete que tem lá, pedimos um açaí e ficamos ali esperando ficar pronto quando vi um carro diferente chegando e parando na praça. Um cara desceu e percebi que era o chefe do comando. Ele veio na minha direção e cumprimentou-me.
– E aí, Barbie, firmeza. - Disse, me cumprimentando.
– Firmeza, Don. O que te traz aqui? - Perguntei.
– Preciso falar com o teu marido, estou tentando no celular desde ontem, sabe onde acho ele? - Perguntou sério.
– Deve estar na boca, e deve ser algo muito importante pra tu vir aqui. - Respondi.
– Só BO, minha querida. Vou lá ver se acho esse vacilão. Sabe, tu merecia um cara melhor. - Disse, indo para o seu carro. Fiquei pensando qual seria o motivo dele falar isso. Dom já é um homem de idade e era muito amigo do meu pai adotivo.
Meu açaí chegou e fiquei ali conversando com Jéssica.
– Nossa amiga, que cara estranho, por que será que ele falou aquilo? - Perguntou, tomando o seu açaí.
– Também gostaria de saber o porquê dele estar falando isso.
Fiquei um tempo ali com ela e já estava escurecendo. Peguei minha moto e fui para o alto do morro, meu lugar de paz.
Aqui está a correção:
Eu chego lá, estaciono minha moto e me sento em uma pedra, observando a vista do morro à noite. A visão daqui é linda. Sempre que me sinto insegura ou triste, venho para cá. Este é o meu lugar de paz. Fico ali por um tempo até sentir alguém sentar ao meu lado, e eu imagino quem seja, pois só ele conhece este lugar.
–O que você está fazendo aqui? –Eu olho para Lucas.
– Te vi subindo e imaginei que estaria aqui. –Ele responde, me abraçando.
– Ah, Lucas, por que a vida é tão complicada às vezes? –Uma lágrima escorre dos meus olhos.
–Nem tudo é como a gente quer, Brenda. A vida é assim mesmo, mas você não tem motivo para estar assim. Você não depende de ninguém para ser feliz. –Ele me olha e eu encosto minha cabeça no ombro dele, ficando ali por um tempo enquanto ele alisa meu cabelo.
–Sabe, lembro quando seu pai brigava com você por qualquer bobagem e você sempre vinha para cá. Quando você sumia, eu já sabia que estaria aqui. –Ele passa a mão no meu braço.
– Naquele tempo éramos felizes e não sabíamos. Não tínhamos nada para nos preocupar. A vida era só brincar e correr por essas ruas.– Eu falo.
–Verdade. –Ele concorda.
–Lucas, posso te fazer uma pergunta?– Pergunto.
–Claro, pode perguntar. –Ele responde.
– Por que você nunca assumiu ninguém, nunca quis construir uma família? –Pergunto, e ele respira fundo antes de responder.
– Porque nunca achei alguém que valesse a pena. No passado, amei demais uma pessoa, e depois dela nunca encontrei alguém que realmente mexesse comigo. –Ele me encara e eu sorrio para ele quando ouvimos alguém batendo palmas.
–Que cena ridícula é essa? –Alisson pergunta com os olhos vermelhos de ódio. Eu e Lucas nos levantamos.
–O que você está fazendo abraçado com minha mulher, LC? – Alisson está furioso.
– Não é o que você está pensando. Nós somos amigos e estávamos apenas trocando uma idéia . –Lucas se defende.
–Conversando o quê? Quero você longe dela, entendeu? –Alisson avança em direção a Lucas, que o encara. Eu entro no meio dos dois.
–Pare com esse show. Você não tem o direito de reclamar de nada. Vamos para casa. –Eu falo, puxando-o pelo braço.
Essa roupa👆
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Atualizado até capítulo 64
Comments
Ana Maria Silva Almeida
ele um safado
2024-08-18
2
Natalia Maia
esse Alisson enganou os dois, disse pra ela que o Lucas tava namorando outra mina e pra ela, disse que o Lucas nem perguntava dela
2024-07-27
3
Expedita Oliveira
Safado, invejoso, babaca, escroto 🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜🤮😜
2024-07-24
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