Matt liga para Oliver preocupado. Acreditava que Zoe iria permanecer ao lado de Oliver, mas vendo a angústia do amigo saindo apressado atrás da jovem, sua maior esperança de ver o amigo feliz não estava se concretizando. Oliver atende o telefone e Matt pergunta:
— O que aconteceu com a Zoe, Oliver?
— Ela foi embora e eu... — Oliver responde e Matt o interrompe desacreditado.
— Ela não quis ser a sua secretária? A Sullivan conseguiu o que queria, não é? Não acredito! E você deixou escapar sua secretária exemplar, Oliver? — Matt faz perguntas sucessivas. Então Oliver o interrompe declarando:
— O quê? Não! Eu não peguei as informações dela antes... Esse dia foi muito estranho...
— Isso significa que ela vai continuar? — Matt indaga esperançoso.
— Sim. Claro que vai! — Oliver responde.
— Que ótimo! Um alívio... Agora me diz por que você saiu feito louco? Não era só esperar ela voltar amanhã ou ligar para ela? — Matt questiona.
— Eu não sei explicar, ok! Ela saiu e eu fiquei estranho sentindo a falta dela. Não sei porque, mas aqueles olhos dela, a presença dela... E além disso, eu não peguei o número de telefone dela também. — Oliver se justifica.
— Sério isso? Tudo bem... Espero que você a alcance, mas só por vias das dúvidas... Vou te mandar o número de telefone dela. Por hoje, mas só por hoje mesmo, eu vou no jantar com a senhora Taylor. — Matt comunica.
— Eu não revisei o projeto a tempo. — Oliver comenta preocupado.
— E a Sullivan não deixou a Zoe ler, pelo visto, já que a Zoe não me disse nada. A senhora Taylor já é uma cliente antiga. Então só vou entregar para ela avaliar. Boa sorte! Leve a Zoe para jantar, você não comeu nada, não é mesmo? Estou vendo a comida aqui na sua mesa. Talvez seja melhor cozinhar para ela, já que você é bom nisso, quem sabe ela não se apaixona por você...— Matt provoca e Oliver contesta indiferente:
— Engraçadinho!
— Amanhã eu te ligo e... Divirta-se! — Matt declara e desliga o telefone antes de Oliver contestar novamente.
Enquanto o táxi de Zoe seguia pelas ruas, ela fica imersa em pensamentos, sorrindo de orelha a orelha pelo seu primeiro dia de trabalho. As luzes da cidade nunca pareceram tão encantadoras quanto agora. Tempos depois Zoe chega em frente ao seu prédio, paga a corrida e sai do táxi que vai embora logo em seguida. Um carro preto se aproxima de Zoe com rapidez e de dentro dele sai um homem furioso. Zoe reconhece ser o patife que a assediou no elevador da empresa Gautier e antes de conseguir correr para entrar em seu prédio, George a puxa pelo braço.
— Você vai me pagar, vadiazinha! — George vocifera e empurra Zoe para que essa entre no carro dele.
— Me solta! Você está me machucando! — Zoe grita e George dá um tapa na cara de Zoe e brada:
— Vou fazer você ficar mansinha! Não te perdoo por ter me rejeitado e nem por fazer aquele idiota marica me demitir!
— Maldito! Você... Covarde! — Zoe rebate.
—Entra aí! — George ordena zangado.
— Eu não vou! Socorro! — Zoe nega lutando para ser solta das garras do assediador.
Quando estava na empresa Zoe conseguiu se salvar, mas agora com a filha e a bolsa dela nos ombros, ficou em grande desvantagem.
— Ninguém vai te socorrer, vadia! — George brada. E quando estava prestes a bater novamente em Zoe. Oliver aparece e empurra George.
— O garanhão veio em defesa da vadia!? — George diz furioso, debochado e parte para cima.
— Covarde! Como ousa atacar uma mulher! — Oliver grita tomado pela fúria descarregando-a em socos.
Zoe corre até a entrada do prédio e pede para o porteiro chamar a polícia. Enquanto isso os dois trocam xingamentos, socos e pontapés. Zoe com a filha no colo não pode fazer nada a não ser torcer para que o seu chefe fique bem.
Oliver consegue derrubar George que se levanta ainda mais enfurecido. Porém, ao escutar o som da sirene da polícia, George se apressa, pega um saco de lixo numa lixeira próxima, joga em Oliver e corre para dentro do seu carro.
— Isso não vai ficar assim! — George brada e sai dali em alta velocidade.
Zoe vai até Oliver que treme as mãos furioso.
— O senhor, está bem? — Zoe indaga.
— Estou. — Oliver diz firme, mesmo com a sua feição dizendo o contrário.
— Obrigado por me defender! O senhor foi o meu herói hoje! Se o senhor não estivesse aqui aquele infame teria me levado... Não quero nem pensar nisso! — Zoe declara aliviada.
— Ainda bem que você não me disse seu endereço, nem seus dados, senão eu não teria vindo até aqui. — Oliver diz com um meio sorriso.
— Eu pedi para chamar a polícia... Devem já está chegando. — Zoe informa.
— Se não se importar, não quero prestar depoimentos. Vou resolver isso pessoalmente. — Oliver pede.
— Claro. Venha comigo, então. O senhor precisa de um banho. — Zoe diz e Oliver a acompanha.
Zoe entra no prédio, pede para o porteiro informar para a polícia que os brigões fugiram, e o porteiro consente. Zoe e Oliver sobem até o andar do apartamento de Zoe e ela abrindo a porta diz:
— Entre! Não é um apartamento luxuoso, mas é aconchegante.
— Obrigado. — Oliver agradece e os dois entram.
Oliver fica parado perto da porta enquanto Zoe corre até o seu quarto e coloca a filha na cama dela. Retorna e Oliver permanece inerte.
— O senhor realmente precisa de um banho. — Zoe diz colocando a mão no nariz.
— Com quem você mora, Zoe? — Oliver pergunta interessado.
— Com a minha tia Liz e a minha prima Sarah. Porém, elas estão no hospital.
— Ah... Claro. — Oliver balbucia.
— Venha comigo até o meu banheiro. O senhor está fedendo demais. — Zoe chama e Oliver a acompanha.
Oliver adentra o quarto e observa os detalhes do quarto de Zoe: uma mesa com um computador e uma impressora, uma cama espaçosa e nela Helena deitada sorrindo e conversando com os anjinhos. Oliver fica perdido em pensamentos observando o quarto tão bem adornado. Zoe pega uma toalha no seu guarda-roupa que fica próximo à entrada do banheiro e diz:
— Aqui é o banheiro, senhor Gautier.
Oliver se desperta e segue para o banheiro.
— Aqui não temos roupas masculinas, pois só temos mulheres na casa, mas eu sempre gostei de moletom e comprei um de tamanho grande quando estava grávida de Helena. Enquanto o senhor toma banho eu vou procurar ele. Fique à vontade. — Zoe comunica.
— Obrigado. — Oliver agradece e entra no banheiro.
Oliver tira as suas vestimentas sujas. Entra debaixo do chuveiro e toma um banho quente. Pega o sabonete e sorri, pois, o mesmo tem um cheiro tão agradável de rosas que combina perfeitamente com Zoe. Com os olhos vendados, Zoe anuncia a sua entrada no banheiro e coloca a calça na pia saindo rapidamente do cômodo fazendo Oliver sorri da sua atitude. Após o banho tomado Oliver veste a calça e sai do banheiro.
— Desculpa, só tinha essa que cabe no senhor. — Zoe declara envergonhada ao ver o chefe com o peitoral desnudo.
Oliver percebendo a vergonha dela sorri e indaga:
— Um moletom de bichinhos?
— Pelo menos é azul e coube direitinho no senhor. — Zoe retruca desviando o olhar.
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Atualizado até capítulo 94
Comments
Dinanci Macorin Ferreira
Esplêndido autora, essa intimidade está surreal!
2025-01-21
0
Anatrix0509
eu queria foto
2025-01-04
0
Anatrix0509
ainda bem que o Oliver seguiu ela
2025-01-04
1