Clara abraça seu irmão e diz:
—Jamais, nem em meus melhores sonhos imaginei que viria aqui hoje, você está muito mudado irmão, mais forte, com barba estou muito feliz em te ver.
—E não vamos esquecer que estou muito mais bonito—ele falou tocando em seus cabelos, com um olhar de sedução para a Allana.
—E vocês duas, espera, você é a Allana, a artista que deixou os quadros aqui não é mesmo?—Clara perguntou, enquanto se aproximava delas.
—Sim, por coincidência ou destino, também sou a tia da Manuela—Allana falou tocando no ombro da sua sobrinha que olhava com timidez para Clara.
Clara abraça Manuela e o avô dela se senta, após tanta emoção, bebe um copo de água que uma das filhas de Clara traz e depois ele chama a sua neta, filha do Claus e a abraça.
—Eu te liguei duas vezes a pouco, justamente para lhe dizer que vendi seus quadros que deixou aqui, caso possa trazer mais, venderei com muito prazer.
—Sério? Os dois quadros foram vendidos?—Allana perguntou incrédula.
—Sim, um homem bastante generoso e rico, comprou eles dois e me pediu que lhe entregasse o cartão dele, pois o mesmo tem interesse em comprar outros e queria fazer uma encomenda—Clara falou tirando o cartão de seu bolso e indo até o caixa e entregando o dinheiro a Allana.
—Espera, algo está errado, não foi esse o valor que te passei, aqui tem muito mais do que havia lhe informado—ela falou, enquanto segurava a quantia em suas mãos.
—Quem comprou os seus quadros, fez questão de ir ao banco, trouxe essa quantia e ainda me deu uma comissão de trinta por cento por estar vendendo seus quadros, quando eu informei a ele que o preço não era o que ele me pagou, o mesmo disse que eles valem vinte vezes mais do que você estava cobrando, eu não ia discordar dele, afinal dinheiro é sempre bem-vindo—Clara falou enquanto olhava para suas filhas e seu pai, que conversavam com a Manuela.
—Você é uma artista então?Quando eu terei a chance de ver um dos seus quadros?—Claus disse, após ouvir toda conversa entre Allana e sua irmã.
—Eu comprei um dos quadros dela para lhe dar de presente no natal—Clara falou com um sorriso no rosto.
—Então só vou recebê-lo no natal?
—Mas você é muito apressado mesmo não é?Seu aniversário é só no natal, então só darei no natal—Clara falou apertando as bochechas do seu irmão.
Claus sorri com a sua irmã que está apertando o rosto dele e diz:
—Não sou mais uma criança, solta minhas bochechas logo ou irei fazer com que se arrependa.
Clara continua e ele começa a fazer cócegas na sua irmã que solta gargalhadas altas.Um cliente chega e eles param com as brincadeiras e ela vai atendê-lo.
Claus se aproxima de Allana e diz:
—Você é um mistério, mas eu amo isso, quero que saiba que você pode fazer o que ama, não se sinta como babá da sua sobrinha, mas como família em nosso lar, afinal, eu espero que não seja apenas a tia da Manuela por muito tempo.
—E o que você espera que eu seja, além da tia da Manuela?—ela perguntou o encarando e sem disfarçar, olhando para a boca dele.
—Eu espero muito, quando falo isso, quero dizer que também possa ter essa mesma vontade que eu tenho de lhe beijar, amar e mostrar que posso ser um homem de família, você sendo a minha única mulher—ele falou tocando em algumas mechas de cabelo dela e as colocando para trás, tocando na nuca dela suavemente.
—Eu ainda estou pensando, prometo que não demorarei para decidir, mas enquanto não lhe dou uma resposta, eu espero que demosntre em ações o quanto está disposto a mudar sua vida por nós—ela falou se afastando dele e indo em uma das estantes que tinha livros de Enola Holmes.
Allana pegou vários livros, para doar as crianças do orfanato, pediu que Clara embrullhasse para presente a coleção de livros da Enola Holmes e uma outra coleção de livros de leis, os demais livros ela apenas colocou em sacolas.
Após pagar por tudo que comprou, foi até o Claus e disse:
—Eu vou até o final dessa rua ver duas amigas e volto logo.
Manuela foi até a sua tia e perguntou onde ela iria, logo a Allana disse:
—Irei até o orfanato, onde você ficou por um tempo, quer ir comigo?
—Papai, eu posso ir com a tia Allana?—ela perguntou enquanto unia suas duas mãos, como um gesto de que estaria implorando para que ele deixasse ela ir.
—Claro, mas não demorem muito—ele falou, enquanto olhava para o seu pai e sua irmã.
—Papai, poderia comprar naquela confeitaria que fica bem ali na frente um bolo grande?
—Já está com fome filha?—ele perguntou curioso com o pedido dela.
—Não é para mim, é para as meninas do orfanato—Manuela falou, lembrando de como as meninas gostavam de bolo, mas nem sempre poderiam comer.
Claus foi com Manuela até a confeitaria que ficava em frente a livraria da sua irmã e comprou dois bolos recheados, todos cupcakes e doces que tinham prontos, Manuela agradeceu ao seu pai e dois funcionários ficaram de levar até o orfanato, assim que embalassem tudo.
Allana saiu com Manuela até o final da rua, chegando ao orfanato, ela deu duas viagens para levar os livros, mas o Claus ajudou Allana, levando os mais pesados.
Ele voltou para a livraria após dar um beijo na bochecha de sua filha e um selinho roubado na Allana que estava distraída.
Laura estava passando pelo corredor quando viu vários livros e a Manuela com sua tia, ela foi depressa com passos rápidos até elas e disse:
—Eu pensava que não voltariam mais.
—Como não voltaríamos?Se aqui tem boas amigas que eu e a Manu conhecemos.
Manuela abraçou a Laura e foram até o quarto para chamar a Olívia e logo as três voltaram até o local que Allana estava.
Continua...
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Maria Gomes
o reencontro familiar foi muito emocionante 😍😍😍😍😍😍 Allana e Manuela são os melhores presentes 🎁 enviado por Deus 👏👏👏👏👏👏👏
2024-12-09
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Ely Ana Canto
será que irmã na carta pede perdão por ter mentido e tirado claus da vida dela.
2025-01-28
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Erlete Rodrigues
curiosa pra saber da carta 💌
2025-03-08
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