—A minha mãe se chama Ava Lopez, ela me deu essa foto e disse que esse era o meu pai—Manuela falou mostrando a foto que segurava.
Claus pega a foto e a olha, logo ele lembra da Ava e da única vez que estiveram na cama, ele anda de um lado para o outro e depois liga para sua irmã, desesperado.
Clara estava lavando os pratos do jantar quando escuta o seu celular tocar, ela vê que era o seu irmão e logo diz:
—Você está bem?Qual milagre o fez ligar para sua irmã mais velha?Achei que tinha até perdido o meu número.
—Eu preciso da sua ajuda Clara,uma criança de dez anos está aqui de frente para mim, dizendo que é minha filha e eu não faço a menor idéia de como ela veio parar aqui, como vou encontrar a mãe dela?Você lembra da sua amiga Ava?—ele perguntou.
—E eu que sou a criança aqui, que pai bobão que a minha mãe me deixou—Manuela falou.
—Ela está aqui me chamando de bobão—ele falou.
—A Ava minha melhor amiga que você passou a noite com ela e depois sumiu?Ela se mudou daqui da cidade já faz onze anos, eu p eu perdi o contato.Você não sabe o que é se comprometer com nenhuma mulher, é um solteirão que leva a cada noite um mulher diferente para a cama, eu já tenho três filhas e já é noite, cuida da sua filha—Clara falou.
—Mas você não acha estranho ela ter só aparecido agora?—ele perguntou.
Clara respira fundo, olha para o porta-retrato dela com seu irmão e sua mãe, quando eles eram novos e diz:
—Talvez ela seja o seu presente de natal durante todos os anos que estão por vir, cuide bem dela e seja um bom pai, eu espero que esse ano você possa vir passar o natal conosco irmão, nós te amamos muito, ainda tenho esperanças de que em algum ano, você possa voltar a nossa cidade, mas caso não venha esse ano também, quero que saiba que eu e suas sobrinhas sentimos sua falta e feliz natal Claus.
—Então papai, será que podemos comer algo?Eu estou com fome—Manuela falou.
—Tudo bem, podemos comer, eu também estou com fome, mas preciso saber como encontrar a sua mãe, se você é mesmo a minha filha, tenho que ter uma conversa com ela—Claus falou.
Manuela abaixou sua cabeça e começou a chorar, Claus ficou confuso, ele nunca teve que lidar com crianças antes e isso foi um pouco frustante para ele.
—Não chora, eu vou te levar para jantar fora, o que você quiser comer, pode dizer que te levo—ele falou na tentativa de que ela parasse de chorar.
Manuela enxugou suas lágrimas e disse com um tom de voz triste:
—A minha mamãe está no céu, eu tento falar com ela, mas não pode ter respostas dela.
Claus se entristeceu, ele sabia o quanto era doloroso perder a mãe, parecia que ele sentia a dor da Manuela.
—Como você conseguiu me encontrar?Quem te trouxe até aqui?—ele perguntou.
—Eu fugi, peguei um táxi e o seu mordomo pagou para mim—ela falou.
—Fugiu de onde?—ele perguntou curioso.
Ela olha para Claus e diz:
—Do orfanato, onde eu morava, como o senhor demorou para me buscar, eu te vi no jornal e liguei com ajuda da Lulu para saber onde morava, então consegui pegar o táxi e disse que estava indo para a casa do meu pai, ele não queria me trazer, mas quando disse que o senhor ia pagar o dobro, ele me trouxe.
—Que espertinha, vamos comer então?—Claus falou.
—Quero milkshake, hambúrguer e cookies—ela falou enquanto puxava a mão do Claus para saírem do quarto.
Os dois desceram e o mordomo logo apareceu e disse:
—Irão sair senhor?O jantar já está pronto.
—Hoje irei jantar fora, agora me diga Gus, quanto o taxista cobrou?
—Senhor não se preocupe com isso,
—Eu preciso saber, você perguntou de qual localização o motorista estava, onde a buscou?
—Sim senhor, eu peguei e anotei, só um momento—o mordomo falou enquanto ia andando até o local onde deixou seu bloco de notas.
Ele começou a procurar e não encontrou, a Manuela havia pego o bloco de notas do mordomo sem que ele visse e o escondeu, ela não queria ter que voltar para o orfanato, então o mordomo volta envergonhado até o seu chefe e diz:
—Senhor eu sinto muito, mas não encontro o meu bloco de notas, ele não está onde eu o deixei, quando encontrá-lo te entregarei.
—Tudo bem Gus, podemos ir?Qual o seu nome?—ele perguntou olhando para a menina que dizia ser filha dele.
—Me chamo Manuela papai, tenho quase onze anos—ela falou.
Claus toca na cabeça dela e diz:
—Então vamos, Manuela de quase onze anos.
—Não bagunça o meu cabelo papai—ela falou enquanto sorria.
Claus estava um pouco assustado com essa novidade em ser pai, mas gostava da forma como escutava a voz da Manuela, quando o chamava de papai.
Os dois entram no carro e o motorista os levam até uma lanchonete na cidade, no caminho ela pergunta várias coisas, a ele, como a cor preferida dele, o que mais gosta de comer e o que ele faz, até que ela finalmente pergunta se ele tem namorada.
Claus sorri e diz:
—Não, digamos que eu sou um solteirão cobiçado.
Manuela olha pela janela do carro e olhava a cada canto da cidade iluminada com luzes de natal e enfeites, então ela vira para o Claus e diz:
—A papai, então o senhor é como aqueles homens ricos que não se apaixonam por ninguém e sempre sai com várias mulheres, não tem vergonha de ser assim não? Mamãe dizia que homens assim é bom manter distância, pois carregam...
—Gelo no lugar do coração, eu lembro dessa frase, sua mãe sempre foi bastante espontânea com as palavras—Claus falou.
Manuela suspirou e disse:
—É, ela sempre dizia a verdade, mesmo que fosse deixar o outro triste ou feliz.
Continua...
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Ely Ana Canto
faz DNA pra confirmar se é filha ou não, homens são muito lesados afff
2025-01-28
0
Erlete Rodrigues
é só fazer DNA
2025-02-21
0
Celia Chagas
Que menina esperta 😳😳
2025-02-17
0