O dia amanheceu ensolarado, mas o coração de Aline estava cheio de nuvens negras. Ela tentou não chorar diante da situação. Sua mãe estava radiante com o casamento. Parecia ser a noiva e não a mãe da noiva.
- Vamos minha filha. Por que demora tanto para vestir um vestidinho simples desse.
- Mãe. Para de correria. Parece que quer me ver longe o mais rápido possível.
- Não é isso, filha. Só não quero que se atrase. Vão pensar que desistiu.
- Mãe. Eu dei a minha palavra e assinei um contrato registrado em cartório. Não vou desistir.
- Já calçou o sapato? Vamos descer que o carro deve estar esperando.
- Mãe, o Bernardo vem me buscar.
- Então. Ele já deve estar exausto de esperar.
- Vamos então.
No carro, Aline cumprimenta Bernardo e Rose, que serão suas testemunhas no casamento.
- Você está linda, Aline! Parece uma princesa.
- Obrigado, Bernardo. Vamos antes que minha mãe tenha um treco.
- Essa menina só sabe reclamar. Não tem um pingo de consideração.
Logo eles estacionaram diante do cartório onde será o casamento.
Aline vê Wagner e Patrick, junto com o advogado.
- Bom dia! Tudo certo?
- Sim. Só vamos aguardar chamarem nossos nomes.
Aline permaneceu parada no canto do cartório, aguardando a chamada. Depois do casamento haveria um almoço simples, só para os mais próximos.
- Aline Smith e Patrick Johnson.
- Ok. Chegou a nossa vez.
Todos entraram. O juiz de paz fez as perguntas de praxe e os dois responderam afirmando que sim. O juiz finalizou o casamento e eles saíram do cartório com a certidão de casamento.
Foi tudo muito rápido e simples. Alice não gostou muito da forma como tudo aconteceu. Um fotógrafo registrou os momentos da resposta, da troca de alianças e das assinaturas. Não houve beijo.
Já na mansão, primeiro foi servido um coquetel. Tanto Aline quanto Wagner, tomaram drinks sem álcool. Um pouco depois foi servido o almoço.
Aline como sempre comeu só um pouquinho, pois tinha comido muitos petiscos durante o coquetel.
A sobremesa foi o bolo de casamento. Aline e Patrick cortaram o bolo e depois foi distribuído para todos os presentes.
Não houve brindes e ao final, Aline pediu licença para subir e trocar de roupa. Todos aproveitaram a deixa e foram embora, inclusive a mãe e Patrick.
Aline viu sua mala que comprou no dia anterior. Abriu e pegou um conjunto de bermuda e camiseta, além das roupas íntimas. Foi para o big banheiro e viu que tinha uma banheira. Encheu a banheira e colocou sabonete líquido. Fez um pouco de espuma e tirou o vestido e a roupa de baixo, o sapato já estava jogado no chão do quarto. Entrou na banheira quentinha e ficou relaxando.
Relaxou tanto que adormeceu sem perceber. Por sorte, mesmo adormecida, não escorregou para o fundo.
Rose veio chamá-la para lanchar. Não obtendo resposta, abriu a porta e não viu Aline. A porta do banheiro estava encostada e Rose empurrou e viu Aline adormecida na água fria.
- Aline, acorda, menina! Você vai ficar resfriada.
- Hein? O quê? Onde estou?
- Que bom que acordou! Você me deu um susto!
- Eu dormi no banho.
- Levanta daí e se aquece com o roupão.
Aline fez o que Rose falou. Vestiu o roupão e foi para o quarto. Nem lembrou das roupas que levou para o banheiro.
- São que horas agora?
- Quase cinco da tarde.
- Eu dormi muito. Lembro de ter entrado na banheira por volta de uma e meia da tarde.
- Você deu sorte de não ter escorregado. Se não, agora seria o seu funeral. Menina louca!
- Acho essa a melhor vantagem de ser magra. Meus ossos não me deixam escorregar.
- Vista uma roupa confortável e vamos descer para o lanche.
Só então Aline lembrou da roupa no banheiro. Foi até lá e vestiu rapidamente.
- Pronto. Vamos descer.
As duas desceram as escadas e foram para a sala de jantar. Wagner estava sentado na cabeceira da mesa aguardando por ela.
- Senhor, essa mocinha quase me matou de susto. Estava dormindo na banheira.
- Aline! Por quê fez isso?
- Eu só relaxei na banheira quentinha e adormeci sem perceber.
- Senhor Wagner, a água estava gelada quando cheguei.
- Se aparecer algum sintoma de resfriado, vou chamar um médico e depois vou pedir para retirar a banheira.
- Não vai acontecer de novo. Vou colocar um alarme quando tomar banho.
- Se ela tivesse escorregado...
- Agora estaria preparando seu funeral.
- Desculpa. Não foi de propósito. Estava cansada e queria relaxar.
- Vamos comer então. Depois vamos ver o que fazer com essa banheira.
- O senhor me desculpe. Por favor, não fiz de propósito, aconteceu, eu adormeci, só isso.
- Vou pensar no assunto, Aline. E que nunca mais aconteça.
- Vou tomar cuidado.
- Você agora é minha responsabilidade. Seu marido é meu filho. Não posso perder você assim sem mais nem menos.
- Desculpa. - Falou Aline chorando.
- Ei! Não chora! Só quero que saiba que você é importante para nós.
- Com licença! Vou me recolher. Desculpe mais uma vez. - Aline ainda chorava quando deixou a mesa.
- Ela não comeu quase nada. - Resmungou Wagner.
- É sempre assim. Ela quase não come, só belisca um pouquinho e para. Tanto no café da manhã, quanto no almoço. Acho que vive de vento essa menina.
- Vamos esperar que ela não fique resfriada. E não podemos deixar ela sozinha muito tempo.
- O senhor vai contar para o Patrick?
- Ainda não. Vamos esperar para ver como vai ser isso.
Parecendo ter sentido algo errado, Patrick ligou para o pai.
- Tudo bem aí em casa?
- Filho, você tem bola de cristal ou é adivinho?
- Por quê? Aconteceu alguma coisa errada com Aline?
- Ela adormeceu na banheira por horas. Rose foi que encontrou.
- Que perigo, pai! Ela podia ter se afogado.
- Foi o que eu falei para ela.
- Ela está bem?
- Aparentemente sim. Vamos ficar atentos para um possível resfriado.
- Queria tanto poder estar presente e cuidar dela.
- Não se preocupe, hoje foi um susto. Ela vai ficar mais atenta agora.
- Assim espero, pai. Não quero ficar viúvo. Prefiro ser divorciado. Assim terei certeza de que ela está bem.
- Eu entendo você. Essa menina conquistou seu coração.
- Ainda é cedo para afirmar que o meu coração foi conquistado em uma semana por uma garota inocente que eu destruí.
- Mas foi. Amor não tem horário para começar. Essa garota conquistou sua mãe primeiro. Depois a mim e agora você.
- A mamãe gostou dela?
- Muito. Queria adotar a menina na hora que conheceu.
- Minha mãe tinha um coração de ouro!
- E Aline é bem parecida com sua mãe. O mesmo jeitinho meigo, um coração puro e sem maldade.
- Cuida dela por mim, pai, por favor. Não deixe nada acontecer com ela.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Priscila Carele
Que danado é isso como ela aceitou e tá de boa e o contrato pra que sério tá sem
Nexo isso aí
2025-02-06
0
Célia Stein rosa
coitada tem que fazer terapia pra aceitar o que aconteceu.
2025-02-04
0
Elis Alves
Que lindo um almoço para comemorar o estupro 👏🏼👏🏼👏🏼🤮🤬😤
2025-02-04
0