Aline permaneceu caída no local por muito tempo. Quando acordou, seu corpo inteiro estava dolorido. Tentou com dificuldade levantar do chão. Ao perceber que suas roupas estavam completamente rasgadas e não tinha como sair do prédio sem roupas, foi até o telefone do escritório e ligou para o patrão.
- Senhor Wagner, por favor, preciso que me socorra. - Falou chorando.
- Aline, onde está?
- Estou no escritório da empresa ainda. - Continuou chorando.
- Por que ainda está aí que não foi para casa?
- Estava terminando a pauta da reunião de segunda e fui estuprada. - Falou soluçando.
- Como assim? Quem foi o infeliz que tocou em você sem o seu consentimento?
- O seu filho, Patrick. - Declarou num fôlego só.
- O quê? Ele ficou louco?
- Ele estava muito bêbado. Não consegui-me livrar dele. Ele é muito forte... - Continuou chorando.
- Vou mandar o motorista levar roupas para você e levar para casa ou para a delegacia, onde você preferir.
- Não vou prestar queixa. Não quero ser humilhada na delegacia. - Falou Aline horrorizada.
- Você vai prestar queixa sim. Ele não vai ficar impune desse ato miserável. E vai também para o hospital. Espere um pouco na linha, já volto a falar com você.
Nesse momento Patrick entrou em casa.
- PATRICK, VENHA AQUI!
- Por que está gritando? Não sou surdo.
- Onde está com a cabeça? Estuprou uma jovem no chão do meu escritório? Você não vai ficar impune, ouça o que eu digo.
- Que história é essa de estupro? De onde tirou essa ideia?
- Daqui do telefone. Ela ainda está presa na sala com as roupas rasgadas por um animal que costumava chamar de filho.
- Não pode ser verdade... Eu fui até o escritório para beber...
- Não venha dizer que a bebida apagou sua memória. Você vai assumir a responsabilidade por isso.
- Não pode ser verdade...
- Para de repetir essa bobagem. Vou pedir para a segurança enviar as imagens da minha sala agora mesmo. Não tem como você negar a sua culpa.
- Pai, a Lucy me traiu dentro do apartamento com uma mulher...
- Isso não justifica o que aconteceu com a minha secretária. - E voltando para a ligação. - Aline, estou mandando o motorista levar roupas para você. Meu filho vai assumir o erro dele.
- Por favor, não precisa fazer nada. Só preciso de roupa para sair daqui.
- Não vou deixar isso acontecer em nenhum momento. Ele vai assumir o que fez.
- Senhor, por favor. Eu só preciso sair daqui. Me ajuda a sair daqui. - Falou chorando em desespero.
- A ajuda está chegando, não se desespere.
Pouco depois, uma funcionária da casa subiu ao último andar levando roupas para Aline vestir.
- Aline, sou eu, Rose. Trouxe roupas para você. Abra a porta.
Aline abriu a porta e ficou escondida atrás, para que Rose não visse suas roupas rasgadas.
- Menina, não tenha vergonha de mim. Vou ajudar você a tirar essa roupa e vestir outra. - Falou aproximando-se dela.
Aline permaneceu parada, ainda estava em choque com o ocorrido. Rose acabou de tirar os trapos que tinham sido as roupas de Aline e ajudou a vestir a outra.
- Desculpa. Eu não queria que isso acontecesse.
- Você não tem culpa de nada. Vamos. Bernardo vai nos levar.
- Eu não quero dar queixa. Não quero ir para a delegacia.
- Não vamos para a delegacia, vamos para um hospital. Você precisa de tratamento.
Bernardo levou-as para o hospital mais próximo. Aline foi examinada e a médica chamou uma policial feminina.
- Essa garota foi estuprada e precisa fazer o exame de corpo delito. Acompanhe por favor.
Aline permaneceu na sala de exames sendo atendida, examinada e fotografada.
- Qual o nome do sujeito que fez isso?
- Por favor, não quero prestar queixa. Deixa eu ir embora.
Rose, que estava do lado de fora da sala de exames, entrou e anunciou:
- Foi o filho do patrão, o senhor Patrick Johnson. Ele estava louco e muito bêbado. O patrão conseguiu a filmagem da sala e mandou como prova. - Falou Rose apresentando a filmagem como prova do delito.
- Havia algum envolvimento dele com a vítima?
- Só como patrão e funcionário. Ele namora uma riquinha, uma tal de Lucy Manchester. - Continuou Rose.
- Vamos formalizar a queixa. - Falou a policial. Passe as imagens para um pen drive, serão prova do delito.
Depois disso, Aline foi levada para casa. Sua mãe ainda estava acordada, esperando a filha voltar para casa.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 80
Comments
Elis Alves
Ah mulher, faz isso não
Humilhada aos do que tu já foi? Vai ficar calada? 🤬🤬🤬👌🏼
2025-02-04
0
Ana Lúcia De Oliveira
gente tadinha 😢😢 que monstro nojento ainda fala que não pode ser,mas teve consciência de voltar pra casa
2024-11-04
0
Olivia Costa Rossi
Que horror
2024-09-30
0