O dia amanheceu nublado e Wagner estava terminando seu café quando Patrick desceu.
- Pai, o senhor mandou que ela me denunciasse?
- Eu enviei a filmagem do estupro para a polícia. Ela não queria denunciar o caso.
- Amanhã vou comparecer na polícia. Já recebi a intimação. Viu o que saiu na imprensa? Sou acusado como estuprador.
- Isso é exatamente o que você fez. Não vou passar a mão na sua cabeça. Você tem quase trinta anos. Não pode ficar agindo como um moleque. Assuma seus erros.
- Mas pai... Eu estava bêbado e enlouquecido de raiva.
- E descontou a sua raiva em uma inocente. Isso não justifica sua atitude.
- Com que cara vou voltar para a empresa?
- Com a mesma de sempre. Ninguém mandou agir como um louco. Assuma a besteira que fez.
- E se eu me casar com ela?
- Se ela aceitar, tudo bem... Mas acho bem difícil. Ela quer fugir da cidade para não encontrar com você no julgamento.
- Como o senhor sabe disso?
- A mãe dela esteve aqui ontem e contou que a filha quer fugir. Eu pedi para ela ajudar e impedir a filha de fugir. Ela não tem culpa de nada.
- Pai, me ajuda a resolver isso.
- Vou tentar uma coisa. Talvez dê certo. Vou pedir para Rose e Bernardo trazerem as duas aqui. Você vai propor casamento diante da mãe dela e de mim. Tudo vai depender da resposta dela.
- Eu faço qualquer coisa para não ir para a prisão.
- Então mais tarde, na hora do almoço, aguarde por elas.
Algumas horas depois, Bernardo e Rose estão na sala do apartamento de Aline e Alice.
- Estamos aqui, em nome do senhor Wagner, para pedir que as duas venham almoçar em casa dele. - Falou Rose.
- Eu não quero ir. Não quero encontrar aquele sujeito novamente.
- Filha, o que eu falei ontem? Precisa aprender a deixar que as pessoas ajudem com o que não consegue resolver sozinha.
- Mãe, não quero ver aquele homem. Já falei. Não insista.
- Vou ligar para o senhor Wagner. Converse com ele.
Bernardo ligou para Wagner e contou que Aline não queria ir para não encontrar o Patrick.
- Passe o telefone para ela. Quero falar diretamente com ela.
- Senhor Wagner, desculpe, mas não vou. Não tenho condições de encarar o seu filho.
- Venha, vou providenciar para que ele não esteja presente. Apenas venha e vamos conversar como pessoas civilizadas.
- O senhor garante que ele não vai aparecer?
- Garanto. Pode vir sem medo.
Depois que finalizaram a ligação, Aline foi se trocar para comparecer ao almoço. Enquanto isso, na casa Patrick gravou o pedido e saiu de casa. Na verdade ele ficou no apartamento nos fundos da casa. Qualquer coisa, seu pai o avisaria.
Aline e Alice foram almoçar com Wagner. Durante o almoço, Wagner só conversou sobre amenidades. As duas almoçaram aliviadas por ele ter cumprido com a palavra. Logo após o almoço, quando serviam a sobremesa, Wagner convidou para assistirem um filme na sala de cinema. Já tinha duas semanas que ele estava andando em cadeira motorizada.
Eles foram para a sala de cinema. Wagner ligou a TV e colocou um vídeo no aparelho.
A primeira imagem era do próprio Wagner pedindo desculpas. Em seguida apareceu Patrick fazendo o pedido, com uma pequena caixa na mão e de joelhos.
As lágrimas começaram a cair sem parar dos olhos de Aline.
Sua mãe a abraçou na tentativa de acalmar a filha.
Wagner também se aproximou e estendeu os braços para Aline. Aline permitiu que ele a abraçasse.
Ela não conseguia falar nada, só chorava copiosamente. A imagem estava congelada no momento do pedido. Seu coração doía muito. Seu corpo tremia quase convulsionando.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 80
Comments
Elis Alves
E tu é o que? vagabundo, chifrudo
2025-02-04
0
Gilseia Neves
Bem que podia ter fotos dos personagens autora
2024-10-07
1
Olivia Costa Rossi
Que trágica,essa história até aqui só trouxe mal momentos
2024-09-30
0