Quando termino e tenho certeza de que já não tenho mais enjôo, eu escovo os meus dentes e tomo um banho lavando meu cabelo. Ao acabar, me deito na minha cama me embrulhando e ficando quietinha, é quando finalmente Carmem chega com o doutor que me tratou antes.
—Doutor...—Falo olhando para ele—Carmem se preocupada demais, já falei que comi algo que não me fez bem...
Morrendo de sono, Carmem olha dentre mim e o doutor e depois começa a conversa com ele, enquanto eu estou deitada.
—Doutor, ela vem tendo dores de cabeça com frequência, além de dormir mau durante a noite, está tendo tonturas frequentes e já vomitou todo o almoço dela. As vezes sinto que ela está com febre... Pois seu corpo está um pouco mais quente que o normal.
Após falar, Carmem fica encarando o doutor ansiosa e o doutor fica me encarando de forma estranha. Até que Carmem não aguenta o silêncio e volta a falar.
—Doutor, é algo sério?—Pergunta Carmem preocupada.
O doutor olha para mim novamente estranho, e então limpa a garganta tossindo e olha para Carmem.
—Bom... Eu ainda não tenho certeza...—Ele diz desviando o olhar, tossindo baixo agoniado.
—Não tem? Minha senhorita está doente doutor! Por favor! A ajude!
Carmem fala como se fosse chorar a qualquer momento, então eu sorrio e apenas aceno para o doutor.
—Não ligue para ela doutor... Ela costuma se... Hu...?—paro de falar espantada, o doutor e Carmem olham para mim preocupados, enquanto eu tapo a minha boca com a mão encarando eles.
—Senhorita?
Sem mais nem menos eu levanto da cama e corro para o banheiro, deixando os dois a sós.
Blhug.
—Tá vendo doutor?! Minha senhorita está assim desde umas duas semanas atrás!
—Suponho que sua senhorita está bem Carmem, ela só precisa dormir muito bem e ter uma ótima alimentação ok?—Ele fala anotando algumas coisas no caderninho, enquanto eu novamente escovo os meus dentes—Mas, para não correr nenhum risco, peço para ela fazer um exame de sangue...
—Ah... Doutor, eu não gosto muito de agulha... Eu tenho pavor na verdade...—confesso o meu medo sem graça, mas ele me olha sério e então suspira.
—Senhorita... Você... Precisa fazer, precisa mesmo.
—Não se preocupe doutor, eu irei levar a senhorita para fazer o exame de sangue!—Diz Carmem animada para o doutor, mas é só virar para me ver que sua expressão muda para uma mãe raivosa dizendo com os olhos 'você vai nem que seja na bicuda'.
—E você vai fazer—Fala ela com um olhar autoritário.
—Sim, sim... E-Eu vou fazer Carmem...—Concordo sorrindo com medo.
Logo depois, Carmem me guia pelos corredores da mansão Angeles, segurando minha mão para caso eu tenha tonturas, junto ao doutor.
Por a casa Angeles ser conhecida por suas riquezas e classe, temos uma mini clínica para nossa família no quarto piso. Sim, essa mansão tem cinco andares, e moramos no terceiro.
Ao chegarmos no piso da clínica, logo na porta já consigo sentir o friozinho e o cheiro de hospital, entro, e logo fazemos meus exames, com eu desviando o olhar da agulha e apertando a mão de Carmem que está ao meu lado.
—Prontinho, agora é só esperar o resultado—Diz o doutor.
—Quanto tempo demorará doutor?—Carmem pergunta apreensiva, enquanto faz cafuné em mim, para que ei me acalme e não passe mal pelo nervosismo da agulha.
—Creio que no jantar já terei os resultados, agora, vá para o seu quarto e descanse senhorita.
—Tudo bem, obrigada doutor—Sorrio para ele e me levanto, com Carmem segurando minha mão, me ajudando a andar.
Volto a meu quarto e me deito na cama com tudo girando, mesmo fechando os olhos, não deixo de sentir a sensação.
"Acho que vou morrer de tontura..."
(UM TEMPO DEPOIS)
Estamos no jantar, meu pai mandou a família toda se reunir para comer junto, o que me deixa extremamente apreensiva. Coloco um vestido azul claro bem confortável, com um salto preto, e Carmem faz um rabo de cavalo em meu cabelo e uma maquiagem bem leve. Ao chegar no jantar, me sento ao lado direito do meu pai, e Paola com Elise no lado esquerdo.
—Pai... Eu... Queria saber o motivo dessa reunião... Não me sinto muito bem para ficar fora do quarto... Quero voltar o quanto antes para dormir...
Meu pai não me responde e não fala nada me ignorando, ninguém toca na comida sem o chefe da família o fazer primeiro, então ficamos nos encarando e nos perguntando o porquê de meu pai não estar comendo e nem falando nada. Até que, alguém entra, em um vestido vermelho todo rendado, com lindos cabelos longos castanhos voando atrás de si por ser longo, e seus olhos castanhos claros como tronco de árvores, então percebo.
—Mamãe!—Falo pasma.
—Ana... Minha Ana!—Minha mãe fala com a voz trêmula correndo para me abraçar, me levanto sem mesmo considerar a cortesia a mesa e abraço minha mãe que chora.
—Mãe... Mamãe...—Falo chorando, abraçando ela apertado, tremendo mas não deixado de sentir o seu calor—É mesmo a senhora! Mãe...!
—Minha menina... Quanto tempo...!
Assim, meu pai tosse duas vezes e voltamos nossos olhares a ele.
—Já que todas estão aqui, vamos começar nosso jantar.
"O que meu pai estar aprontando? Por que nos chamou aqui? E por que minha mãe está aqui?"
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Atualizado até capítulo 153
Comments
Maria
Seria bom imagens dos personagens da sua estória autora...🤔🤔🤔🤔.
2022-11-04
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