Sinto olhares por cima de mim, e até mesmo choramingo baixos, antes mesmo de eu abrir meus olhos ou processar tudo o que aconteceu, sinto algo puxar abruptamente meu cabelo para cima e me empurrando da cama.
—KYAAA!!! Ughr!—Caio no chão e me sinto muito dolorida, quando abro os olhos e olho ao redor, vejo Elise abraçando Paola que chora em seu colo aos montes, e meu pai, com um olhar de desprezo, vergonha e ódio dirigido a mim.
—P-Pai? E-Eu...!—Mal me deixa terminar, pega sua bengala e a levanta, me desferindo vários golpes enquanto grita.
—Sua puta!! Como ousa Ana Letícia?! O noivo da sua irmã!
—Pai!! Para! Tá doendo! Por favor!!—Falo tentando colocar minhas mãos para frente como defesa dos golpes.
—Sua irmã!! Onde aprendeu a ser tão vadia dessa forma?!!!
—Pai!! Por favor!!! Pare!—Minhas lágrimas caem descontroladamente, e os golpes repetitivos ardem. Por conta de toda a situação, a adrenalina sobe e o choro aumenta, fazendo que se tornem dormentes.
Pietro acorda com os gritos e então vê a situação, olha para mim, com intensidade enquanto meu pai me bate, e até penso por um momento que iria me ajudar, porém, é só olhar para o rumo de onde o choro vem, que seu estado entra em choque, e ele se levanta rapidamente para ir até Paola.
—Paola... I-Isso... É um mal entendido...!—Fala Pietro em desespero para Paola, que só vira o rosto e continua abraçando a mãe.
Meu pai para de me bater e se vira para Pietro, que está nu de frente para Paola e Elise, Elise fecha os olhos e Paola continua a chorar.
—Você... Acabou com minha família... Pietro Cass!—Fala meu pai, com a voz falha e com desapontamento em sua expressão.
—Sogro... Eu não...!
—Sogro?! Ainda me considera seu sogro?! Você vai embora desta casa! E nunca mais vai voltar seu mercenário!!! Suma daqui! Rua! Agora!!!—Meu pai grita em fúria, e Pietro abaixa a cabeça respirando fundo.
—Eu vou voltar quando as coisas se acalmarem... Para explicar tudo...—Ele olha para minha irmã, apertando a mão direita em punho e contendo a raiva, então ele se aproxima de Paola, Elise por instinto recua com sua filha. Noto que uma lágrima sincera cai do rosto arrependido de Pietro, ele pega suas roupas e se veste rapidamente, enquanto todos estão em silêncio.
—Eu te amo Paola... Nunca duvide disso meu amor...
—Suma daqui! Eu falei para ir embora daqui e nunca mais voltar!! Seu cafajeste!! Seu verme!!!- Grita meu pai horrores.
Enquanto meu pai grita para Pietro, que está com a cabeça baixa escutando tudo como uma auto punição, sinto o olhar assombroso de Elise para mim, e estremeço por medo.
—Pietro...—Falo baixo olhando para ele, em extinto ao olhar de Elise. Extinto pedindo por proteção e alguém para me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem, me consolar e cuidar de mim.
—Por favor... Me leve com você... Pietro...—Falo chorando, engatinhando até ele, meu pai me olha com mais raiva, com suas veias dilatando em seu rosto em fúria.
Pietro para na porta abotoando sua roupa, e então olha para trás, meu coração se sente aliviado e sorrio em meio ao choro pela salvação que ele pode me proporcionar, me tirar dessa família. Me levar para longe desse inferno...
Porém...
—Você desejou aquilo que nunca poderia ter, agora, fique satisfeita e aguente as consequências de suas próprias ações, Ana Letícia Angeles.
Olho para ele em choque, olhos arregalados e tremendo horrores, ele se volta novamente para porta e sai do quarto com a cabeça erguida, sem ao menos olhar para trás nem sequer por um segundo.
—Ah... Hic...Hic...—Assim, meus choros percorrem pelas paredes da enorme mansão dos Angeles, enchendo o quarto com um ar mordido, meu pai, olha pra mim com desdém, e então se vira para ir embora.
—Marcos...—Fala Elise, rangendo os dentes para moderar sua raiva—Minha filha... Minha filhinha...
Meu pai para na porta, olha para mim uma última vez e então fala suspirando.—Você pode estar encarregada disso... Faça o que achar necessário...—Fala passando a mão no cabelo cansado.
—Sim, meu esposo.
Meu pai saí do quarto e me deixa a sós com Elise e Paola. Paola olha para mim discretamente e me lança um sorriso satisfeito pela situação que acabará de ocorrer, e então vira de novo seu rosto e chora no peito da mãe, o que é só um gatilho para que Elise libere sua irá em mim.
—Você vai pagar... Por desejar as coisas da minha filha sua vagabunda!!
"Se Deus existe... Por favor... Apenas me livre deste mundo... Por favor...".
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Atualizado até capítulo 153
Comments
Cleidilene Silva
Quero vê ela da a volta por cima e acabar com essa corja.
2024-03-30
1
Meire
Ele tem que dar a volta por cima e pisar nesses miseráveis, principalmente nesses queixar seus pai!
2024-02-22
0
Auelida Lehn Guilherme Souza
Gente se eu tivesse nascido numa família dessa ja tinha me suicidado, que horror.
2023-11-16
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