Fico incrédula, encarando ela enquanto seus olhos não desviavam dos meus.
—Eu sou... Sou sua irmã!—Mordo os lábios respirando fundo, para poder continuar sem chorar—Seu sangue... E você... Quer que eu passe por isso?—Minha voz treme e meu coração acelera ainda mais com o meu corpo frio e minhas mãos tremendo.
Paola só sorrir, e então me lançar um olhar com desdém.
—Você é somente uma puta que deu a sorte de ter nascido nessa família Ana Letícia. Você pode até ter o nome Angeles em seus documentos... Mas nunca... Nunca mesmo, será uma Angeles de verdade, uma sangue puro, uma de nós.
Sua voz é fria e baixa, com um tom de deboche e pena, ela então me abraça e beija a minha bochecha.
—E quando você casar com o nosso Pietro... Não se esqueça de sorrir e fingir amar ele, mas acho que não será difícil para você não é mesmo? Afinal de contas... Você já faz isso muito bem pelo papai quando ele te pede... Você e a imunda da sua mãe.
Aperto os meus lábios um no outro, e desvio o meu olhar do dela olhando para o lado, para a continuação do corredor, ela sorrir e se afasta de mim, soltando a minha mão.
—Você tem razão, eu faço isso para ajudar nosso pai, mas eu nunca... Nunca! Me deitei com nenhum homem! Foram apenas drinks e alguns beijos aqui e ali... Mas não transei com eles!—Minha voz falha no final, e ela me olha sorrindo.
—Já é alguma coisa hahha. Tome—Ela fala me entregando um frasco com um líquido branco, quase transparente.
—O que é isso?—Pergunto incrédula, com medo da resposta, ela sorrir balançando o frasco pra lá e para cá na mão, como se fosse uma brincadeira de criança divertida.
—É o meu presente de casamento para vocês, vai lhe ajudar a fazer melhor a tarefa.
—Eu não acredito nisso...—Ela me entrega o frasco e eu o aperto em minha mão boa—O que é isso?! Me fala o que é isso Paola!
—Você já sabe Letícia, pra quê quer que eu lhe responda?
—Eu não vou fazer isso, eu não vou!
Quando eu estou prestes a jogar o frasco no chão, ela se adianta e começa a falar sem parar como se estivesse certa em tudo o que faz—Eu acho que você quer que sua mãe seja livre, né não?
Eu paro, vacilando, e então olho para ela, confusa com as palavras que inevitavelmente chamam a minha atenção e interesse.
—Minha mãe?
—Exatamente—Ela responde quase que de imediato.
—Você não sabe do que tá falando, por mais que meu pai esteja com Elise, ele nunca deixou minha mãe em paz ou se divorciou, por que ele iria fazer isso agora?— Pergunto a ela injuriada.
—Eu sou a filha preferida dele, por mim ele iria soltar ela—Paola afirma com confiança e convicção em sua fala.
—Pelo amor de Deus Paola, nem você acredita em suas palavras, se ele não largou minha mãe, a esposa oficial dele, pela Elise a quem ele dedica prosas de amor todo santo dia, imagina para você, só porque a filha dele pediu, perdeu a cabeça?
Me viro para ir embora, mas ela me para novamente.
—Você vai fazer isso!
—Eu não vo-!—Ela me interrompe pegando o frasco da minha mão e o abrindo—Largue isso Paola!—Exclamo assustada, não estando preparada para isso, nunca vou estar.
—Você vai fazer isso por bem ou por mau Letícia, talvez a liberdade da sua mãe não tenha lhe convencido, porém, eu tenho muitos outros meios para te forçar!
Ela estrala o dedo e de um dos quartos que paramos em frente, saí três capangas da família Angeles, e dois deles são os que me acompanharam em minha entrada no salão de baile mais cedo.
—Você colocou eles do meu lado, justamente para conseguir me pegar, mesmo que eu fugisse de você, não é mesmo?—Sorrio nervosa, olhando para ela com desprezo.
—Claro querida, o mundo é para os mais espertos, agora—Ela acena para os dois capangas, que agarram meus braços e me prendem, o terceiro fica de guarda, vigiando se não a ninguém para passar no corredor.
—Como eu falei, cuide bem do nosso Pietro Letícia, ele vai precisar de você quando nosso noivado for cancelado.
Ela sorrir e então coloca a mão em meu queixo, tentando me forçar a abrir a boca, mas eu não a abro, entretanto, com o salto alto, ela pisa no meu pé forte o suficiente para me afazer abrir a boca com a dor, aproveitando a oportunidade, ela joga o líquido na minha boca.
—Calma, calma, seja uma boa menina Letícia—Tapando meu nariz e falando como se estivesse ninando um bebê, ela me força a engolir o líquido, e quando se convence que conseguiu, manda me soltarem.
—Boa menina—Fala sorrindo.
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Atualizado até capítulo 153
Comments
Adriele Renata
eu vou parar também , pq eu sinceramente não tô entendendo nada
2024-03-05
1
Marcia Moreira
eu também parei
2023-11-15
0
Clarice Thomaz
Horrível, parando de ler
2023-11-11
1